Práticas autoritárias na polícia militar do Paraná (2018-2022) e sua representação na grande mídia: a questão do inimigo interno

dc.contributor.advisorMachado, Eliel Ribeiro
dc.contributor.authorFurlaneto, Matias Soares
dc.contributor.bancaVieira, Mariana de Oliveira Lopes
dc.contributor.bancaCavalcante, Ivone Cristina de Sá
dc.coverage.extent524 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-04T15:11:32Z
dc.date.available2026-09-04T15:11:32Z
dc.date.issued2026-07-01
dc.description.abstractO presente trabalho analisa, se valendo como base teórica o marxismo e a escola althusseriana, as práticas autoritárias da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), que flertam com o neofascismo, no contexto do governo estadual de Ratinho Junior, período que compreende também a campanha eleitoral de 2018 e o término do governo Jair Bolsonaro, em dezembro de 2022. O estudo parte da hipótese de que tais práticas se manifestam tanto no plano da ação policial concreta, como também pela representação da grande mídia, que atua como aparelho ideológico na legitimação da violência estatal e na reprodução da noção do “inimigo interno”. Essa categoria, historicamente forjada pela Doutrina de Segurança Nacional, constitui o fio condutor da pesquisa, permitindo observar continuidades entre a repressão aberta da ditadura militar e a criminalização velada de sujeitos sociais no contexto contemporâneo. O recorte territorial se justifica pelos elevados índices históricos de violência policial no Paraná e pela relevância política do estado no fortalecimento de setores bolsonaristas. Em seguida, analisa-se como o avanço do neoliberalismo, aliado à ascensão do bolsonarismo e da extrema-direita, reatualizou essa lógica, intensificando práticas racistas e seletivas de repressão voltadas contra pobres, negros, movimentos sociais e coletivos estudantis. No núcleo empírico, são examinadas práticas da PM-PR em articulação com a cobertura de portais digitais de grande alcance regional (RPC, Rede Massa e RIC Paraná), a partir de análise discursiva de conteúdos noticiosos que utilizam termos como “confronto”, “bandido” ou “suspeito”. Argumenta-se que a mídia não apenas descreve fatos, mas participa ativamente da produção de sentidos que naturalizam a violência policial, ocultam sua seletividade e reforçam hierarquias sociais e raciais. A pesquisa argumenta, assim, que as práticas autoritárias da PM-PR, que flertam com o neofascismo, no PR, entre 2018 e 2022, não podem ser compreendidas isoladas da mídia
dc.description.abstractother1Drawing on Marxism and the Althusserian school as its theoretical framework, this study analyzes the authoritarian practices of the Military Police of Paraná (PM-PR), which exhibit neofascist tendencie, within the context of Ratinho Junior's state administration. This period encompasses the 2018 electoral campaign and concludes with the end of Jair Bolsonaro's presidential term in December 2022. The study is based on the hypothesis that these practices manifest not only through concrete police action but also through representations in the mainstream media, which functions as an ideological apparatus in legitimizing state violence and reproducing the notion of the "internal enemy." This category, historically forged by the National Security Doctrine, serves as the guiding thread of the research, allowing for the observation of continuities between the overt repression of the military dictatorship and the veiled criminalization of social subjects in the contemporary context. The territorial scope is justified by Paraná's historically high rates of police violence and the state's political significance in consolidating pro-Bolsonaro (bolsonarista) factions. Subsequently, the study examines how the advancement of neoliberalism, coupled with the rise of bolsonarismo and the far-right, has updated this logic, intensifying racist and selective repressive practices directed against the poor, Black populations, social movements, and student collectives. In its empirical core, the research investigates the practices of the PM-PR in conjunction with the coverage provided by widely circulated regional digital news portals (RPC, Rede Massa, and RIC Paraná). This is achieved through a discursive analysis of news content employing terms such as "confrontation" (confronto), "criminal" (bandido), or "suspect" (suspeito). It is argued that the media does not merely report facts; rather, it actively participates in the production of meanings that naturalize police violence, obscure its selectivity, and reinforce social and racial hierarchies. Thus, the research concludes that the authoritarian practices of the PM-PR—and their neofascist inclinations in Paraná between
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19909
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCLCH - Departamento de Ciências Sociais
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Sociologia
dc.subjectForça policial
dc.subjectInimigo interno
dc.subjectFascismo
dc.subjectGrande mídia
dc.subjectViolência policial
dc.subjectBolsonarismo
dc.subjectMarxismo
dc.subjectParaná Polícia Militar
dc.subject.capesCiências Humanas - Sociologia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Sociologia
dc.subject.keywordsPolice force
dc.subject.keywordsInternal enemy
dc.subject.keywordsFascism
dc.subject.keywordsMainstream media
dc.subject.keywordsPolice brutality
dc.subject.keywordsBolsonarism
dc.subject.keywordsMarxism
dc.titlePráticas autoritárias na polícia militar do Paraná (2018-2022) e sua representação na grande mídia: a questão do inimigo interno
dc.title.alternativeAutocratic practices in the military police of Paraná (2018–2022) and their representation in the mainstream media: the question of the internal enemy
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Letras e Ciências Humanas

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