Avaliação de desfechos em longo prazo em pacientes crítico crônicos sobreviventes de internação em unidade de terapia intensiva:qualidade de vida, dependência funcional e sintomas psicológicos

dc.contributor.advisorGrion, Cíntia Magalhães Carvalho
dc.contributor.authorFestti, Josiane
dc.contributor.bancaCarrilho, Alexandre José Faria
dc.contributor.bancaMezzaroba, Ana Luiza
dc.contributor.bancaCarrilho, Cláudia Maria Dantas de Maio
dc.contributor.bancaAlmeida, Sílvio Henrique Maia de
dc.coverage.extent110 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-24T16:30:10Z
dc.date.available2026-08-24T16:30:10Z
dc.date.issued2025-08-27
dc.description.abstractIntrodução: Os avanços tecnológicos na Medicina Intensiva reduziram as taxas de mortalidade hospitalar, o que resultou no surgimento dos pacientes crítico crônicos, que necessitam de internações prolongadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e podem apresentar dependência funcional e sintomas psicológicos, com impacto na sobrevida e qualidade de vida após alta da UTI. Objetivos: Avaliar mortalidade e qualidade de vida, dependência funcional e sintomas psicológicos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático do doente crítico crônico após alta da UTI a longo prazo. Métodos: Estudo de coorte prospectivo com pacientes crítico crônicos sobreviventes após internação em UTI. Paciente crítico crônico foi definido como: 8 ou mais dias de UTI e uma condição de elegibilidade: ventilação mecânica (VM), traqueostomia, sepse, feridas complexas e falência de órgãos. Na entrevista hospitalar, de forma retrospectiva, o estado de saúde basal foi avaliado com os instrumentos EQ-5D-3L, SF-36, Escala de Rankin, Índice de Barthel e Escala HADS. Nas entrevistas telefônicas após alta da UTI aos 3 e 6 meses foram aplicados: EQ-5D-3L, SF-36, Escala de Rankin, Índice de Barthel, Escala HADS e Escala IES. Aos 3 anos foi verificado o estado vital e aplicado o questionário EQ-5D-3L para avaliação da qualidade de vida a longo prazo. Resultados: Foram incluídos 130 pacientes que responderam ao questionário basal. As entrevistas telefônicas foram realizadas com 44 pacientes aos 3 meses, 29 aos 6 meses e 66 aos 3 anos. A mediana de idade foi de 60,5 anos (ITQ 42-70). Critérios de elegibilidade de paciente crítico crônico foram: VM 80,7%, traqueostomia 33,8%, sepse 86,2%, feridas complexas 11,5% e falência de órgãos 20,8%. Houve piora da qualidade de vida, da funcionalidade e aumento dos sintomas psicológicos principalmente aos 3 meses após alta da UTI. Aos 6 meses houve tendência a melhora porém sem retorno aos valores basais, com persistência da queda da qualidade de vida aos 3 anos. Os resultados apresentaram diferença estatisticamente significativa nos questionários aplicados: na avaliação da qualidade de vida para o questionário EQ-5D-3L nos itens mobilidade (p<0,0001), cuidados pessoais (p=0,0067), atividades habituais (p<0,0001) e no SF-36 nos domínios capacidade funcional (p=0,00042), limitação por aspectos físicos (p=0,01704), saúde metal (p=0,04641), aspectos sociais (p= 0,0019) e saúde geral (p=0,0128); para avaliação de dependência funcional e incapacidades para a Escala Rankin (p=0,0003) e para o Índice de Barthel (p=0,00091); para avaliação dos sintomas psicológicos na escala HADS depressão (p=0,00932) e na escala IES de avaliação de estresse pós traumático (p=0,0476). A curva de sobrevida de Kaplan Meier apresentou queda acentuada nos primeiros 100 dias com 80 % sobrevida, após 1 ano ficou próxima de 65% e estabilizou em 55% aos 1200 dias, sendo que 57 pacientes evoluíram a óbito. A mediana de idade dos sobreviventes foi de 48 anos (ITQ 33,5-68) e dos óbitos 68 anos (ITQ 59-74) (p<0,0001). Na análise multivariada as variáveis independentemente associadas ao óbito foram idade (OR:1,0473; IC95%:1,0188-1,0765; p=0,0008) e número de comorbidades (OR: 1,5905; IC95%:1,1100-2,2791; p=0,0044). O Índice de Barthel foi fator de proteção para o óbito (OR: 0,9777, IC95%:0,9602-0,9955; p=0,0141). Conclusões: Pacientes crítico crônicos apresentaram grande impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida após a alta da UTI, com piores escores aos três meses após a alta. Idade e número de comorbidades foram associadas ao óbito. Reabilitação funcional e acompanhamento multiprofissional são indicados no seguimento
dc.description.abstractother1Introduction: Advances in intensive care medicine have reduced hospital mortality rates, leading to the emergence of patients with chronic critical illness, who require prolonged stays in the intensive care unit (ICU) and may develop functional dependence and psychological symptoms, impacting survival and quality of life after ICU discharge. Objectives: To evaluate long-term mortality, quality of life, functional dependence, and psychological symptoms of anxiety, depression, and post-traumatic stress in patients with chronic critical illness after ICU discharge. Methods: This was a prospective cohort study including survivors with chronic critical illness after ICU admission. Chronic critical illness was defined as =8 days in the ICU plus at least one eligibility criterion: mechanical ventilation (MV), tracheostomy, sepsis, complex wounds, or organ failure. At hospital interview, baseline health status was retrospectively assessed using the EQ-5D-3L, SF-36, Rankin Scale, Barthel Index, and HADS scale. Telephone interviews at 3 and 6 months after ICU discharge included EQ-5D-3L, SF-36, Rankin Scale, Barthel Index, HADS, and IES scale. At 3 years, vital status was verified and EQ-5D-3L applied to assess long-term quality of life. Results: A total of 130 patients completed the baseline assessment. Telephone interviews were conducted with 44 patients at 3 months, 29 at 6 months, and 66 at 3 years. Median age was 60.5 years (IQR 42–70). Eligibility criteria for chronic critical illness included: MV 80.7%, tracheostomy 33.8%, sepsis 86.2%, complex wounds 11.5%, and organ failure 20.8%. Quality of life, functionality, and psychological status worsened, especially at 3 months post-ICU discharge. By 6 months, partial improvement was observed, though without return to baseline, and quality of life decline persisted at 3 years. Statistically significant differences were found in quality of life for EQ-5D-3L dimensions mobility (p<0.0001), self-care (p=0.0067), usual activities (p<0.0001), and SF-36 domains physical functioning (p=0.00042), role limitations due to physical problems (p=0.01704), mental health (p=0.04641), social functioning (p=0.0019), and general health (p=0.0128); functional dependence and disability in Rankin Scale (p=0.0003) and Barthel Index (p=0.00091); psychological symptoms in HADS depression subscale (p=0.00932) and IES for post-traumatic stress (p=0.0476). Kaplan–Meier survival curve showed a sharp decline in the first 100 days (80% survival), reaching ~65% at 1 year and stabilizing at 55% at 1200 days; 57 patients died. Median age of survivors was 48 years (IQR 33.5–68) and of those who died 68 years (IQR 59–74) (p<0.0001). Multivariate analysis showed independent associations of death with age (OR: 1.0473; 95%CI: 1.0188–1.0765; p=0.0008) and number of comorbidities (OR: 1.5905; 95%CI: 1.1100–2.2791; p=0.0044). Barthel Index was a protective factor for death (OR: 0.9777; 95%CI: 0.9602–0.9955; p=0.0141). Conclusions: Chronic critical illness was associated with substantial long-term negative impacts on survival and quality of life after ICU discharge, with worst scores at three months. Age and number of comorbidities were associated with mortality. Functional rehabilitation and multidisciplinary follow-up are recommended
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19535
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
dc.subjectUnidade de Terapia Intensiva
dc.subjectCuidados críticos
dc.subjectMortalidade
dc.subjectQualidade de vida relacionada à saúde
dc.subjectHospital Universitário
dc.subjectDoentes em estado crítico
dc.subjectDependência funcional
dc.subjectEstresse pós-traumático
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsIntensive Care Units
dc.subject.keywordsCritical care
dc.subject.keywordsMortality
dc.subject.keywordsHealth-related quality of life
dc.subject.keywordsUniversity Hospital
dc.subject.keywordsCritically ill patients
dc.subject.keywordsFunctional dependence
dc.subject.keywordsPost-traumatic stress
dc.titleAvaliação de desfechos em longo prazo em pacientes crítico crônicos sobreviventes de internação em unidade de terapia intensiva:qualidade de vida, dependência funcional e sintomas psicológicos
dc.title.alternativeLong-term outcomes in chronic critical illness survivors after intensive care unit hospitalization: quality of life, functional dependence, and psychological symptoms
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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