A Terra como currere: provocando sentidos geográficos de currículo por meio do habitar poético

dc.contributor.advisorMoura, Jeani Delgado Paschoal
dc.contributor.authorAguiar, Felipe Costa
dc.contributor.bancaBernardes, Antonio Henrique
dc.contributor.bancaMarandola Junior, Eduardo José
dc.contributor.bancaFerraz, Maíra Kahl
dc.contributor.bancaTorres, Marcos Alberto
dc.coverage.extent239 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-04-29T14:29:55Z
dc.date.available2026-04-29T14:29:55Z
dc.date.issued2026-02-19
dc.description.abstractEm um tempo em que os debates em Geografia têm sido restringidos à prescrição de um currículo instrumental e técnico — e, por isso mesmo, desumanizador —, esta tese elege o verbo provocar — e seus sinônimos — como gesto de pesquisa e compromisso ético, político e pedagógico. O objetivo central é provocar sentidos geográficos de currículo e escavar aqueles que, muitas vezes, permanecem ausentes ou silenciados nas teorizações curriculares instrumentais — e afirmar que este cenário, embora dominante, não é definitivo. Diante disso, a tese investe no habitar poético como teorização curricular e, por meio de práticas poéticas, desestabiliza e contesta o instrumentalismo que restringe currículo ao sentido do conhecimento mais importante prescrito para ser ensinado nas escolas. Em diálogo com as geografias fenomenológicas, esta tese retoma o sentido de geografia como signos da Terra e provoca a pensá-la como currere — um ente vivo, um curso interrelacional e mutual em que tudo emerge de modo integrado. Para essa tarefa, esta pesquisa qualitativa utiliza a caminhada e a fotopoética como método. Caminhar é, aqui, um gesto de leitura e escrita do mundo que, ao longo da tese, foi desdobrado em três modos de caminhar: caminhar pelo tempo, caminhar pela imaginação e caminhar pela percepção geográfica. Durante essas caminhadas, sozinho ou na companhia de educadores e educandos, realizei diversas práticas poéticas para provocar a abundância do currículo-vivo. Antes, durante e após as caminhadas, registrei pensamentos, palavras e acontecimentos em uma caderneta de campo e, com o celular, fotografei e gravei cenas que me atravessaram. A partir desses registros, elaborei fotopoéticas, unindo fotografia e poesia como prática estética, ética, política e pedagógica de provocar sentidos de currículo a partir da experiência geográfica vivida no caminhar. Dos processos de pesquisa não emergiu uma ontologia de certezas, mas de destruição, abalo, emergência e constante reconstrução dos sentidos que atribuímos a currículo — compreendido como multiplicidade viva em um entre-lugar de criação. Não se trata de oferecer uma nova teoria prescritiva, mas de propor um modo outro de pensar currículo: como escuta, como provocação, como devir — rasura das certezas e convite à meditação sobre a Terra, nossa base existencial, e sobre o habitar, que remonta a como nos demoramos neste lugar. Assim, esta tese busca contribuir para uma teorização poética e fenomenológica de currículo em Geografia, ancorada na experiência viva — como forma de resistência à lógica prescritiva e como abertura ao porvir. Nessa teorização, currículo não é só o conhecimento selecionado, mas o curso vivo, vívido e vivido das coisas selecionadas como o conhecimento mais importante.
dc.description.abstractother1At a time when debates in Geography have been restricted to the prescription of an instrumental curriculum—and, for this very reason, a dehumanizing one—this dissertation chooses the verb to provoke—and its synonyms—as both a research action and an ethical, political, and pedagogical commitment. It seeks to provoke geographical senses of curriculum and to excavate those that often remain absent or silenced within instrumental curricular theorizations, while affirming that this dominant situation is neither natural nor definitive. In response, the dissertation draws on poetic dwelling as curricular theorizing and, through poetic practices, destabilizes and contests the instrumentalism that reduces curriculum to the most important knowledge prescribed to be taught in schools. Drawing on phenomenological geographies, this work reclaims geography as the reading of the signs of the Earth and provokes it to be thought of as currere—a living entity, an interrelational and mutual course in which everything emerges in an integrated manner. To pursue this task, this qualitative research employs walking and photopoetics as methodological practices. Walking is understood here as a gesture of reading and writing the world and, throughout the dissertation, unfolds into three modes: walking through time, walking through imagination, and walking through geographical perception. During these walks—undertaken alone or in the company of educators and learners—I carried out a series of poetic practices aimed at provoking the abundance of the live(d) curriculum. Before, during, and after the walks, I recorded thoughts, words, and events in a field notebook and, using a mobile phone, photographed and recorded scenes that moved and affected me. Based on this, I created photopoetics, bringing together photography and poetry as an aesthetic, ethical, political, and pedagogical practice through which to provoke curricular senses grounded in the geographical experience of walking. From the research processes emerged not an ontology of certainties, but one marked by destruction, disturbance, emergence, and the constant reconstruction of the meanings we attribute to curriculum—understood as a living multiplicity situated in an in-between space of creation. This dissertation does not seek to offer a new prescriptive theory, but rather to propose another way of thinking curriculum: as listening, as provocation, as becoming—as an erasure of certainties and an invitation to dwell meditatively with the Earth, our existential ground, and with dwelling itself, understood as how we linger in this place. Thus, this dissertation aims to contribute to a poetic and phenomenological theorization of curriculum in Geography, grounded in live(d) experience—as a form of resistance to prescriptive logics and as an opening to what is not yet. In this theorization, curriculum is not merely selected knowledge, but the living, vivid, and lived course of the very things selected as the most important knowledge
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19214
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCE - Departamento de Geografia
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Geografia
dc.subjectEducação Geográfica
dc.subjectGeografia Fenomenológica
dc.subjectCurrículo
dc.subjectGeografia - Estudo e ensino
dc.subjectFenomenologia
dc.subjectMetodologia
dc.subjectFotografia
dc.subject.capesCiências Humanas - Geografia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Geografia
dc.subject.keywordsGeography Education
dc.subject.keywordsPhenomenological Geography
dc.subject.keywordsCurriculum
dc.subject.keywordsGeography - Study and teaching
dc.subject.keywordsMethodology
dc.subject.keywordsPhenomenology
dc.subject.keywordsPhotography
dc.titleA Terra como currere: provocando sentidos geográficos de currículo por meio do habitar poético
dc.title.alternativeThe Earth as currere: provoking geographical curriculum senses through poetic dwelling
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências Exatas

Arquivos

Pacote Original
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
CE_GEO_Dr_2026_Aguiar_Felipe_C.pdf
Tamanho:
7.27 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Texto completo ID. 194662
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
CE_GEO_Dr_2026_Aguiar_Felipe_C_TERMO.pdf
Tamanho:
125.49 KB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Termo de autorização
Licença do Pacote
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
license.txt
Tamanho:
555 B
Formato:
Item-specific license agreed to upon submission
Descrição: