Hemodinâmica testicular em touros jovens e sua relação com o perímetro escrotal

dc.contributor.advisorSeneda, Marcelo Marcondes
dc.contributor.authorBronoski, Lukas Gaudencio
dc.contributor.bancaBarca Junior, Flavio Antonio
dc.contributor.bancaGiovannetti, Camila Bortoliero Costa
dc.coverage.extent41 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-18T13:18:18Z
dc.date.available2026-09-18T13:18:18Z
dc.date.issued2025-02-27
dc.description.abstractAtualmente a utilização de touros em monta natural é a principal forma de reprodução em bovinos no Brasil, embora as biotecnologias reprodutivas estejam crescendo nos últimos anos. Para que a utilização dos touros ocorra com sucesso é imprescindível que esses animais estejam aptos à reprodução. Para a produção de espermatozoides viáveis acontecer é necessário uma série de fatores, entre eles a adequada termorregulação testicular, em especial nos locais com temperaturas desafiadoras a esses animais. O melhor entendimento dos mecanismos de termorregulação testicular é essencial para otimizar e possibilitar a utilização de touros em regiões de clima quente. Dessa forma, o presente estudo avaliou a hemodinâmica testicular de touros da raça Nelore com diferentes perímetros escrotais e com idade entre 14 e 18 meses e verificar as diferenças entre os grupos de maior e menor perímetro escrotal. O experimento foi realizado em Londrina – PR, com coletas mensais nos meses de janeiro a março de 2024. A amostra geral foi composta por 48 touros da raça Nelore, com idade entre 14 e 18 meses, dos quais foram estabelecidos, após medição do perímetro escrotal, dois grupos experimentais: G1 - composto pelos 12 animais com maior perímetro escrotal (média de 39,2 ± 2,8 cm); e, G2 – composto pelos 12 animais com menor perímetro escrotal (média de 29,6 ± 2,9 cm). Com auxílio da ultrassonografia Doppler pulsado foram coletadas as informações de velocidade média, velocidade de pico sistólico, velocidade de pico diastólico, índice de pulsatilidade e o índice de resistividade referente à artéria supra testicular para os grupos experimentais. Foi realizada também a correlação de Pearson entre as variáveis mensuradas. A velocidade média foi de 15,37 ± 3,88 cm/s, sendo maior nos animais com maior perímetro escrotal (16,96 ± 3,9 cm/s) em comparação com os de menor perímetro (13,78 ± 3,1 cm/s) (p < 0,001). A velocidade de pico sistólico também foi superior nos animais com maior perímetro escrotal (21,9 ± 5,1 cm/s vs. 19,6 ± 4,7 cm/s, p = 0,038). Os índices de pulsatilidade e resistividade foram menores nos touros com maior perímetro escrotal (0,45 ± 0,18 vs. 0,61 ± 0,21, p < 0,001; e 0,49 ± 0,15 vs. 0,57 ± 0,13, p = 0,019, respectivamente). Assim através dos resultados foi possível observar diferenças dos parâmetros mensurados entre os dois grupos de animais (animais com maior perímetro e menor perímetro escrotal) Além disso, foi observada uma alta correlação positiva entre o perímetro escrotal e o fluxo sanguíneo testicular, indicando que touros com maior perímetro escrotal possuem melhor perfusão sanguínea testicular e potencialmente maior eficiência reprodutiva. Conclui-se que a ultrassonografia Doppler pulsado é uma ferramenta eficaz para avaliar a hemodinâmica testicular em touros Nelore jovens, demonstrando que animais com maior perímetro escrotal apresentam melhor perfusão sanguínea testicular, o que pode estar relacionado à maior eficiência na termorregulação e na produção espermática
dc.description.abstractother1Currently, the use of bulls in natural mating is the primary method of reproduction in cattle in Brazil, although reproductive biotechnologies have been expanding in recente years. For the successful use of bulls, it is essential that these animals are reproductively fit. The production of viable spermatozoa requires a series of factors, including proper testicular thermoregulation, especially in regions with challenging temperatures for these animals. A better understanding of testicular thermoregulation mechanisms is crucial to optimizing and enabling the use of bulls in hot climates. Thus, the present study evaluated the testicular hemodynamics of Nelore bulls with diferente scrotal perimeters, aged between 14 and 18 months, to assess differences between groups with larger and smaller scrotal perimeters. The experiment was conducted in Londrina – PR, with monthly data collection from January to March 2024. The overall sample consisted of 48 Nelore bulls, aged between 14 and 18 months. Based on scrotal perimeter measurements, two experimental groups were established: G1 – composed of the 12 animals with the largest scrotal perimeter (mean of 39.2 ± 2.8 cm); and G2 – composed of the 12 animals with the smallest scrotal perimeter (mean of 29.6 ± 2.9 cm). Using pulsed Doppler ultrasonography, data were collected on mean velocity, peak systolic velocity, peak diastolic velocity, pulsatility index, and resistivity index of the supratesticular artery for the experimental groups. Pearson correlation analysis was also performed among the measured variables. The mean velocity was 15.37 ± 3.88 cm/s, being higher in animals with a larger scrotal perimeter (16.96 ± 3.9 cm/s) compared to those with a smaller perimeter (13.78 ± 3.1 cm/s) (p < 0.001). Peak systolic velocity was also higher in animals with a larger scrotal perimeter (21.9 ± 5.1 cm/s vs. 19.6 ± 4.7 cm/s, p = 0.038). The pulsatility and resistivity indices were lower in bulls with a larger scrotal perimeter (0.45 ± 0.18 vs. 0.61 ± 0.21, p < 0.001; and 0.49 ± 0.15 vs. 0.57 ± 0.13, p = 0.019, respectively). The results revealed differences in the measured parameters between the two groups (animals with larger and smaller scrotal perimeters). Additionally, a high positive correlation was observed between scrotal perimeter and testicular blood flow, indicating that bulls with a larger scrotal perimeter have better testicular blood perfusion and potentially greater reproductive efficiency. It is concluded that pulsed Doppler ultrasonography is an effective tool for evaluating testicular hemodynamics in young Nelore bulls, demonstrating that animals with a larger scrotal perimeter exhibit better testicular blood perfusion, which may be related to improved thermoregulation and sperm production efficiency
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19969
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCA - Departamento de Clínicas Veterinárias
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal
dc.subjectAndrologia veterinária
dc.subjectBovinos
dc.subjectDoppler
dc.subjectUltrassonografia
dc.subjectTestículos
dc.subjectEspermatozóides
dc.subject.capesCiências Agrárias - Medicina Veterinária
dc.subject.cnpqCiências Agrárias - Medicina Veterinária
dc.subject.keywordsVeterinary andrology
dc.subject.keywordsCattle
dc.subject.keywordsDoppler
dc.subject.keywordsUltrasonography
dc.subject.keywordsTesticle
dc.subject.keywordsSpermatozoa
dc.titleHemodinâmica testicular em touros jovens e sua relação com o perímetro escrotal
dc.title.alternativeTesticular hemodynamics in young bulls and its relationship with scrotal circumference
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências Agrárias

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