Associação entre o tempo de tela e a percepção de saúde em estudantes do ensino médio: análise por indicadores individuais e perfis de risco comportamental e psicossocial

dc.contributor.advisorRomanzini, Catiana Leila Possamai
dc.contributor.authorRamos, João Lucas Marques
dc.contributor.bancaChristófaro, Diego Giulliano Destro
dc.contributor.bancaSilva, Carla Cristiane da
dc.coverage.extent72 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-10T19:15:43Z
dc.date.available2026-09-10T19:15:43Z
dc.date.issued2026-07-29
dc.description.abstractContextualização: A adolescência é marcada por mudanças biológicas, psicológicas e sociais que podem influenciar a saúde atual e futura. Nesse período, o elevado tempo de tela e a percepção de saúde (PS), enquanto indicador global da condição de saúde, constituem aspectos relevantes para compreender vulnerabilidades entre escolares. Investigar o tempo de tela mentalmente passivo (TT MP) em conjunto com indicadores individuais e perfis de risco comportamental e psicossocial pode contribuir para identificar grupos prioritários para ações de promoção da saúde. Objetivo: Examinar as associações entre o TT MP e a PS negativa em estudantes do Ensino Médio, considerando indicadores sociodemográficos e antropométricos, bem como perfis de risco comportamental e psicossocial. Métodos: Estudo observacional analítico, transversal, conduzido com 1.067 estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio da rede pública urbana de Londrina (PR). As informações sociodemográficas, TT, PS, comportamentos de risco e indicadores psicossociais foram obtidas por autorrelato, enquanto as medidas antropométricas foram aferidas por equipe treinada. A PS foi avaliada por pergunta única e categorizada em positiva ou negativa. O TT foi classificado em mentalmente ativo e mentalmente passivo. O risco comportamental foi definido pelo acúmulo de consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, e o risco psicossocial pelo acúmulo de sintomatologia depressiva ou ansiosa elevada e diagnóstico clínico. As associações foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta, em modelos brutos e ajustados. Foi usado o SPSS 30.0, adotandose significância de 5%. Resultados: Os estudantes tinham média de idade de 16,64±0,93 anos, sendo 53,7% do sexo feminino. Na análise por indicadores individuais, o TT MP =5h/dia associou-se à maior prevalência de PS negativa na análise bruta (RP=1,36; IC95%: 1,14–1,62; p<0,001), mas essa associação foi atenuada após ajuste por sexo, nível socioeconômico e adiposidade central (RP=1,17; IC95%: 0,98–1,39; p=0,080). Sexo feminino, menor nível socioeconômico e maior risco de adiposidade central permaneceram associados à maior prevalência de PS negativa. Na análise por perfis de risco, meninas apresentaram maiores indicadores de sintomatologia depressiva, ansiosa e alto risco psicossocial (60,6%). O TT MP =5h/dia associou-se à PS negativa apenas na análise bruta (RP=1,42; IC95%: 1,15– 1,75), sem manutenção após ajuste. No modelo final, sexo feminino (RP=1,75; IC95%: 1,41–2,17; p<0,001), alto risco psicossocial (RP=1,77; IC95%: 1,45–2,16; p<0,001) e acúmulo de dois ou três comportamentos de risco (RP=1,26; IC95%: 1,03–1,55; p=0,024) permaneceram associados ao desfecho. Conclusão: A associação entre TT MP e PS negativa foi observada nas análises brutas, mas não se manteve após os ajustes. A PS negativa mostrou-se mais consistentemente associada a sexo feminino, menor nível socioeconômico, adiposidade central, alto risco psicossocial e acúmulo de comportamentos de risco, indicando que a saúde percebida dos adolescentes parece refletir um conjunto mais amplo de vulnerabilidades individuais, comportamentais e psicossociais do que a exposição ao TT MP isoladamente
dc.description.abstractother1Background: Adolescence is marked by biological, psychological, and social changes that may influence current and future health. During this period, high screen time and self-rated health (SRH), as a global indicator of health status, are relevant aspects for understanding vulnerabilities among students. Investigating mentally passive screen time (MPST) together with individual indicators and behavioral and psychosocial risk profiles may contribute to identifying priority groups for health promotion actions. Objective: To examine the associations between MPST and negative SRH among high school students, considering sociodemographic and anthropometric indicators, as well as behavioral and psychosocial risk profiles. Methods: This was a cross-sectional analytical observational study conducted with 1,067 students from the 1st to 3rd year of high school in the urban public school system of Londrina, Paraná, Brazil. Sociodemographic information, screen time, SRH, risk behaviors, and psychosocial indicators were obtained by self-report, whereas anthropometric measures were assessed by a trained team. SRH was assessed using a single question and categorized as positive or negative. Screen time was classified as mentally active or mentally passive. Behavioral risk was defined by the accumulation of alcohol consumption, tobacco use, and illicit drug use, whereas psychosocial risk was defined by the accumulation of elevated depressive or anxiety symptoms and clinical diagnosis. Associations were estimated using Poisson regression with robust variance, in crude and adjusted models. Analyses were performed using SPSS 30.0, adopting a 5% significance level. Results: Students had a mean age of 16.64±0.93 years, and 53.7% were female. In the analysis by individual indicators, MPST =5 h/day was associated with a higher prevalence of negative SRH in the crude analysis (PR=1.36; 95%CI: 1.14–1.62; p<0.001), but this association was attenuated after adjustment for sex, socioeconomic level, and central adiposity (PR=1.17; 95%CI: 0.98–1.39; p=0.080). Female sex, lower socioeconomic level, and higher risk of central adiposity remained associated with a higher prevalence of negative SRH. In the analysis by risk profiles, girls showed higher indicators of depressive symptoms, anxiety symptoms, and high psychosocial risk (60.6%). MPST =5 h/day was associated with negative SRH only in the crude analysis (PR=1.42; 95%CI: 1.15–1.75), and this association was not maintained after adjustment. In the final model, female sex (PR=1.75; 95%CI: 1.41– 2.17; p<0.001), high psychosocial risk (PR=1.77; 95%CI: 1.45–2.16; p<0.001), and accumulation of two or three risk behaviors (PR=1.26; 95%CI: 1.03–1.55; p=0.024) remained associated with the outcome. Conclusion: The association between MPST and negative SRH was observed in crude analyses but was not maintained after adjustments. Negative SRH was more consistently associated with female sex, lower socioeconomic level, central adiposity, high psychosocial risk, and accumulation of risk behaviors, indicating that adolescents’ perceived health seems to reflect a broader set of individual, behavioral, and psychosocial vulnerabilities than exposure to MPST alone
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19933
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCEFE - Departamento de Educação Física
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação Associado em Educação Física UEM/UEL
dc.subjectAdolescentes
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectComportamentos de risco à saúde
dc.subjectTempo de tela
dc.subject.capesCiências da Saúde - Educação Física
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Educação Física
dc.subject.keywordsTeenagers
dc.subject.keywordsMental health
dc.subject.keywordsHealth risk behaviors
dc.subject.keywordsScreen time
dc.titleAssociação entre o tempo de tela e a percepção de saúde em estudantes do ensino médio: análise por indicadores individuais e perfis de risco comportamental e psicossocial
dc.title.alternativeAssociation between screen time and self-rated health among high school students: an analysis by individual indicators and behavioral and psychosocial risk profiles
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Educação Física e Esportes

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