Psicodiagnóstico interventivo familiar em um CAPS II: um estudo psicanalítico

dc.contributor.advisorSei, Maíra Bonafé
dc.contributor.authorOliveira, Ian Bandeira de
dc.contributor.bancaSantiago, Eneida Silveira
dc.contributor.bancaInácio, Amanda Lays Monteiro
dc.coverage.extent175 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-31T19:08:25Z
dc.date.available2026-08-31T19:08:25Z
dc.date.issued2026-02-27
dc.description.abstractNo âmbito da Avaliação Psicológica, especialmente no contexto da Psicologia Clínica, o Psicodiagnóstico Interventivo constitui-se como uma modalidade que articula investigação e intervenção de forma concomitante. Dentre suas funções, pode-se destacar a compreensão da dinâmica psíquica e relacional envolvida na queixa apresentada, a formulação de hipóteses diagnósticas, a delimitação da demanda e a indicação de encaminhamentos possíveis, considerando tanto os aspectos individuais quanto os contextuais. Quanto à sua apropriação pela Psicanálise, o Psicodiagnóstico Interventivo é compreendido como um dispositivo no qual a avaliação se articula à compreensão do sofrimento e à construção de sentidos sobre a experiência do paciente, produzindo efeitos clínicos desde os primeiros contatos. Neste contexto, pode-se lançar mão de entrevistas, observações e instrumentos projetivos, a fim de compreender e intervir sobre o funcionamento individual ou familiar. No campo da saúde mental, todavia, o trabalho com a família é muitas vezes secundarizado, embora os vínculos familiares estejam diretamente implicados na constituição e manutenção de muitos sofrimentos psíquicos. Nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços substitutivos ao modelo hospitalocêntrico instituídos pela Reforma Psiquiátrica brasileira, a atenção à família é prevista como parte do cuidado integral, mas ainda pouco sistematizada na prática cotidiana. Assim sendo, este trabalho teve como objetivo investigar o processo do Psicodiagnóstico Interventivo Familiar com usuários de um CAPS II e seus familiares, de modo a responder à seguinte pergunta: “Afinal de contas, quem está doente? O indivíduo ou o grupo?”. Para chegar a essa resposta, o estudo adotou uma metodologia qualitativa, com delineamento em estudo de dois casos, a partir de uma abordagem teórico-clínica fundamentada na Psicanálise. Foram realizados atendimentos com dois núcleos familiares distintos - um casal jovem e uma díade mãe-filho - vinculados a um CAPS II no interior do Paraná. Os encontros do Psicodiagnóstico Interventivo Familiar ocorreram por intermédio de entrevistas semidirigidas e por recursos artístico-expressivos, como a linha da vida, o genograma, o espaçograma e o Arte-Diagnóstico Familiar (ADF), que se mostraram potentes instrumentos de acesso às narrativas individuais e coletivas. Os resultados indicam que todo o processo de pesquisa possibilitou a emergência de conteúdos relevantes sobre o sofrimento psíquico dos participantes, favorecendo a avaliação e intervenção sobre as dinâmicas familiares, bem como a percepção coletiva de que os impasses vividos não se restringiam a um único indivíduo, mas atravessavam os vínculos estabelecidos entre o grupo. A partir do Psicodiagnóstico Interventivo Psicanalítico, centrado numa abordagem vincular, pôde-se delinear um enquadre preliminar que evidenciou o que, de fato, precisava ser tratado por cada núcleo familiar, reafirmando a importância da continuidade do cuidado em saúde mental e também a pertinência desse tipo de avaliação
dc.description.abstractother1In the field of Psychological Assessment, especially in the context of Clinical Psychology, Interventive Psychodiagnosis is a modality that combines investigation and intervention in a concomitant manner. Among its functions, we can highlight the understanding of the psychic and relational dynamics involved in the complaint presented, the formulation of diagnostic hypotheses, the delimitation of the demand, and the indication of possible referrals, considering both individual and contextual aspects. As for its appropriation by Psychoanalysis, Interventive Psychodiagnosis is understood as a device in which assessment is linked to understanding suffering and constructing meaning about the patient's experience, producing clinical effects from the very first contacts. In this context, interviews, observations, and projective instruments can be used to understand and intervene in individual or family functioning. In the field of mental health, however, work with the family is often secondary, even though family ties are directly involved in the constitution and maintenance of much psychological suffering. In Psychosocial Care Centers (CAPS), services that replace the hospital-centered model instituted by the Brazilian Psychiatric Reform, attention to the family is provided as part of comprehensive care, but is still not very systematic in everyday practice. Therefore, this study aimed to investigate the process of Interventive Family Psychodiagnosis with users of a CAPS II (Psychosocial Care Center II) and their families, in order to answer the following question: "After all, who is ill? The individual or the group?". To arrive at this answer, the study adopted a qualitative methodology, with a two-case study design, based on a theoretical-clinical approach grounded in Psychoanalysis. Consultations were held with two different family units - a young couple and a mother-child dyad - linked to a CAPS II in the interior of Paraná. The Interventive Family Psychodiagnosis meetings took place through semi-structured interviews and artistic and expressive resources, such as the lifeline, genogram, spacegram, and Family Art Diagnosis (FAD), which proved to be powerful tools for accessing individual and collective narratives. The results indicate that the entire research process enabled the emergence of relevant content about the participants' psychological distress, facilitating the assessment and intervention of family dynamics, as well as the collective perception that the impasses experienced were not restricted to a single individual but crossed the bonds established between the group. Based on the Psychoanalytic Interventive Psychodiagnosis, focused on a bonding approach, it was possible to outline a preliminary framework that highlighted what, in fact, needed to be addressed by each family unit, reaffirming the importance of continuity of mental health care and also the relevance of this type of assessment
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19841
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCB - Departamento de Psicologia e Psicanálise
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Psicologia
dc.subjectPsicodiagnóstico interventivo familiar
dc.subjectCAPS
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectPsicanálise de casal e família
dc.subjectRecursos artístico-expressivos
dc.subjectFamília - avaliação psicológica
dc.subjectTerapia familiar
dc.subject.capesCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.keywordsInterventive family psychodiagnosis
dc.subject.keywordsCAPS
dc.subject.keywordsPsychoanalysis
dc.subject.keywordsPsychoanalysis with couples and families
dc.subject.keywordsArtistic and expressive resources
dc.subject.keywordsFamily - psychological assessment
dc.subject.keywordsFamily therapy
dc.titlePsicodiagnóstico interventivo familiar em um CAPS II: um estudo psicanalítico
dc.title.alternativeInterventive family psychodiagnosis at a CAPS II: a psychoanalytic study
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências Biológicas

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