Navegando por Autor "Ferracin, Lara Munique"
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Item Análise estrutural de genes policetídeos sintases (pks) de Aspergillus nigerFerracin, Lara Munique; Fungaro, Maria Helena Pelegrinelli [Orientador]; Azevedo, João Lúcio de; Paião, Fernanda Gonzales; Vilas-Bôas, Laurival Antônio; Furlaneto, Márcia CristinaResumo: Os genes que codificam proteínas envolvidas no metabolismo secundário geralmente encontram-se agrupados um ao lado do outro, ditos em clusters Estes clusters gênicos comumente contêm genes que codificam hidrolases, oxidases, metilases, proteínas reguladoras e proteínas de transporte que estão adjacentes a genes que codificam para policetídeos sintases (PKS) e peptídeos não-ribossomais sintases (NRPS) Devido os genes pks e nrps serem característicos de metabolismo secundário, um procedimento apropriado para encontrar clusters associados a um dado processo, é primeiramente buscar estes genes típicos e depois examinar as adjacências Embora Aspergillus niger seja um fungo há muitos anos utilizado para obtenção de produtos destinados à indústria de alimentos, mais recentemente foi descrita a habilidade de algumas linhagens desta espécie em produzir micotoxinas, tais como ocratoxina A e fumonisina (FB2 e FB4) Nesta tese, análises de bioinformática foram aplicadas para inventariar genes pks de dois genomas de A niger (CBS 51388 e ATCC 115) visando a identificação de clusters relacionados ao metabolismo secundário que sejam linhagem-específicos A comparação in silico de 34 genes pks preditos na linhagem CBS 51388 com os genes presentes no genoma da linhagem ATCC 115 desta mesma espécie, revelou alta identidade de sequências de nucleotídeos para 31 deles (91%) No entanto, a linhagem CBS 51388 possui três genes pks (An1g113, An11g594 e An15g792) em que homólogos não são encontrados em ATCC 115 Baseando-se em sequências de nucleotídeos de CBS 51388 depositada no banco de dados do NCBI, pares de primers de PCR foram idealizados e usados na investigação destes genes únicos em 119 linhagens de A niger coletadas de diferentes substratos e regiões geográficas Amplicons dos genes pks An1g113, An11g594 e An15g792 foram detectados, respectivamente, em 97%, 71% e 26% das linhagens A identidade destes amplicons foi confirmada por sequenciamento Devido um dos genes pks linhagem-específico (An15g792) estar localizado em um cluster possivelmente envolvido na biossíntese de ocratoxina A, investigações adicionais acerca deste gene foram conduzidas A capacidade de produção de ocratoxina A das 119 linhagens de A niger foi avaliada Um total de trinta e um isolados (26%) foi produtor desta micotoxina Uma associação positiva entre a presença de amplicons correspondente ao gene An15g792 e a capacidade das linhagens produzirem a referida toxina, foi claramente demonstrada Dados de Southern blot confirmaram a associação entre a presença do gene An15g792 e produção da ocratoxina AItem Identificação e caracterização molecular de isolados do agregado Aspergillus niger obtidos de frutas secasFerracin, Lara Munique; Fungaro, Maria Helena Pelegrinelli [Orientador]; Pizzirani-Kleiner, Aline A.; Furlaneto, Márcia CristinaResumo: A ocratoxina A (OA) é uma micotoxina que vem sendo detectada em uma ampla variedade de produtos alimentares, incluindo frutas secas Embora as frutas secas não sejam a principal fonte de OA de consumo humano, ações para evitar sua presença neste alimento poderiam diminuir a exposição humana a esta micotoxina A OA foi descoberta como um metabólito secundário de linhagens de Aspergillus ochraceus, mas em seguida várias outras espécies de Aspergillus foram descritas como produtoras desta toxina Atualmente, as espécies de Aspergillus negros (Aspergillus secção Nigri) têm sido descritas como as principais fontes de OA em frutas secas Há poucas diferenças entre algumas espécies pertencentes à secção Nigri e a identificação destes fungos muitas vezes requer análises baseadas em DNA De acordo com a proposta mais atual, 15 espécies são reconhecidas na secção Nigri: A aculeatus, A brasiliensis, A carbonarius, A ellipticus, A japonicus, A foetidus, A homomorphus, A heteromorphus, A niger, A tubingensis, A costaricaensis, A sclerotioniger, A piperis, A lacticoffeatus e A vadensis As cinco últimas foram recentemente descritas como espécies novas A niger sensu stricto, A tubingensis, A foetidus e A brasiliensis são espécies morfologicamente idênticas e juntas são chamadas de “agregado A niger” O potencial das espécies do “agregado A niger” em produzir OA é ainda incerto, provavelmente devido à dificuldade de identificação das espécies Neste trabalho, foram analisadas por RAPD e seqüências de nucleotídeos do gene que codifica para a ß-tubulina as relações genéticas de 51 isolados fúngicos, previamente identificados como “agregado A niger”, obtidos de amostras de frutas secas (uva passa escura, tâmara, ameixa, e figo), originárias de diferentes países (Argentina, Chile, Iran, Turquia, Espanha, Tunísia, Estados Unidos e México) A maior diversidade fúngica foi encontrada em uvas passas Aspergillus niger foi a espécie mais freqüente (69%) Esta espécie foi detectada em todos os substratos e todas as origens geográficas Aspergillus tubingensis também foi frequentemente encontrado em frutas secas (28%) Usando dados de RAPD e seqüências de nucleotídeos do gene da ß-tubulina, A tubingensis foi claramente subdividido em dois grupos (IA e IB) Um dos grupos (IA) foi formado por linhagens produtoras e não produtoras de OA, enquanto o subgrupo IB foi formado apenas por linhagens não produtoras A descoberta de dois grupos de linhagens de A tubingensis pode explicar a incongruência da literatura sobre a capacidade de A tubingensis em produzir OAItem Incidência de Aspergillus secção Flavi e aflatoxinas em grãos de milho sob diferentes condições de fertilização nitrogenadaViaro, Helena Paula; Fungaro, Maria Helena Pelegrinelli [Orientador]; Sofia, Silvia Helena; Ferracin, Lara Munique; Sartori, Daniele [Coorientadora]Resumo: O milho (Zea mays L) é uma das culturas mais suscetíveis à contaminação por micotoxinas, especialmente fumonisinas e aflatoxinas Neste trabalho foram investigadas a incidência de Aspergillus da secção Flavi e a contaminação por aflatoxinas em grãos provenientes de quatro diferentes genótipos de milho, cultivadas em dois locais (Florestópolis-PR e Londrina-PR), sob quatro condições de fertilização nitrogenada, incluindo o uso de inoculantes contendo bactérias promotoras do crescimento vegetal, fixadoras de nitrogênio Das amostras de milho provenientes de ambas as localidades analisadas, três principais gêneros fúngicos foram identificados: Fusarium, Penicillium e Aspergillus Os grãos de milho colhidos em Florestópolis estiveram mais infectados com Aspergillus do que os grãos colhidos em Londrina Cerca de 9% dos Aspergillus isolados foram identificados como espécies pertencentes à secção Flavi Dentre as espécies pertencentes à secção Flavi detectou-se o predomínio de A flavus (87%), seguido de A novoparasiticus (5%), A parasiticus (4%), A pseudocaelatus (2%), A arachidicola (1%) e de A tamarii (1%), com exceção da espécie A tamarii, todas potenciais produtoras de aflatoxinas As condições de fertilização nitrogenada não interferiram na incidência de Aspergillus spp Os valores médios de aflatoxinas (B1, B2, G1 e G2) nos grãos recém-colhidos variaram entre os diferentes tratamentos, desde não detectado até 16 µg/kg, mas não houve correlação entre as diferentes condições de fertilização nitrogenada