01 - Doutorado - Filosofia
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Navegando 01 - Doutorado - Filosofia por Autor "Donat, Mirian"
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Item Persuasão em Wittgenstein(2025-10-17) Ribas, Marcelo Ferreira; Donat, Mirian; Valle, Bortolo; Santos, Eder Soares; Gottschalk, Cristiane Maria Cornelia; Spica, Marciano AdilioA persuasão em Wittgenstein é ainda pouco abordada pela literatura filosófica, seja pela escassez de referências diretas nos textos do autor, seja pelas interpretações restritivas de seu sentido. Este trabalho tem por objetivo evidenciar o tema e sustentar a tese de que se trata de uma prática filosófico-terapêutica de reorientação do olhar do interlocutor para considerar como legítimas perspectivas diferentes da sua. O sentido terapêutico dessa prática emerge do contexto de sua filosofia tardia e mantém estreita relação com sua concepção de linguagem e de filosofia. Em contraste com o modo dogmático de persuadir, o filósofo busca persuadir em sentido oposto, conduzindo o interlocutor à superação do dogmatismo. A persuasão é compreendida como uma terapia de imagens, na medida em que, ao mobilizar a vontade do sujeito para o reconhecimento da legitimidade de perspectivas distintas, liberta-o das estruturas de pensamento que o aprisionam. Reconhece-se, assim, a possibilidade de aplicar essa concepção de persuasão à dissolução de conflitos entre diferentes imagens de mundo e visões de mundo. Além disso, identificam-se certas estratégias ou habilidades que Wittgenstein emprega para persuadir e que aqui denominamos “artes de persuasão”. Com todo o exposto, conclui-se que, na acepção wittgensteiniana, persuasão constitui uma prática filosófico-terapêutica que, primeiramente aplicada aos problemas filosóficos, pode contribuir para o tratamento de questões não-filosóficas, à medida que promove o diálogo como via de superação dos desafios atuais que permeiam o debate público contemporâneoItem Wittgenstein e Danto: divergências e confluências sobre o tema da arte(2023-03-10) Silva, Marco Aurélio Gobatto da; Donat, Mirian; Silva, Anderson Bogéa da; Valle, Bortolo; Santos, Eder Soares; Weber, José FernandesA presente tese aborda as filosofias de Ludwig Wittgenstein e Arthur Danto com foco no tema da arte. Discorre sobre a influência de Wittgenstein no âmbito da filosofia analítica da arte, principalmente em sua vertente antiessencialista. Nesse sentido, a tese apresenta as reflexões dos autores Paul Ziff, Morris Weitz e William Kennick destacando o posicionamento comum entre eles sobre a impossibilidade de se definir o conceito arte mediante propriedades necessárias e suficientes. A filosofia da arte de Danto é discutida aqui inicialmente em seu aspecto de oposição ao antiessencialismo de orientação wittgensteiniana. O escopo é apresentar o essencialismo dantiano e como ele buscou responder tanto os problemas que a própria produção artística contemporânea teria lançado no terreno teórico/filosófico quanto a influência de Wittgenstein na filosofia analítica da arte. Para Danto, o pensamento de Wittgenstein não era capaz de justificar uma resposta convincente sobre as razões pelas quais dois objetos aparentemente idênticos seriam ontologicamente distintos. Por outro lado, a tese pretende mostrar que se numa ontologia da arte a filosofia dantiana é demasiadamente contrária à de Wittgenstein, no caso de se considerar uma epistemologia da arte as duas perspectivas se aproximam de forma significativa. Ver algo transfigurado em arte - tal como defende Danto - apresenta paralelos com a noção wittgensteiniana de ver-como. Logo, defende-se aqui a existência de um diálogo entre as filosofias de Wittgenstein e Danto que transborda a discussão acerca da definição do conceito arte.