01 - Doutorado - Filosofia
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Navegando 01 - Doutorado - Filosofia por Autor "Borges, Gabriela Lafetá"
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Item Outro e eu: a constituição da subjetividade ética em Emmanuel Levinas(2026-05-11) Santos, Thaís Aparecida Ferreira dos; Nalli, Marcos Alexandre Gomes; Santos, Eder Soares; Weber, José Fernandes; Borges, Gabriela Lafetá; Viana, Cristina AmaroEste trabalho busca responder à pergunta sobre como se constitui a subjetividade para o filósofo franco-lituano Emmanuel Levinas. O pensamento de Levinas se ambienta num momento em que a subjetividade ou humanidade do Eu se encontrava subjacente às reflexões de filósofos importantes, como Edmund Husserl e Martin Heidegger. A subjetividade desenvolvida por Levinas não se regulariza por atos de apreensão ou compreensão, tal como concebidas pelos filósofos da fenomenologia. A análise feita por Levinas de uma subjetividade e intersubjetividade husserliana que aspira a uma objetividade e cientificidade da consciência intencional do ego absoluto e apodítico, desconsidera uma relação ética com o Outro. Verifica-se que a ontologia heideggeriana da compreensão se configura como uma forma de apreender o Outro, promovendo uma violência contra a alteridade ao reduzi-lo à mesmidade. A partir disso, argumenta-se que Levinas identifica em Husserl e Heidegger a manutenção das tendências egológicas da tradição filosófica helênica ou ocidental. Em oposição a essa tradição, ele propõe que a filosofia primeira não seja a ontologia, mas a ética. Na tentativa de superar a filosofia ontológica, este trabalho esboça os fundamentos de uma filosofia da alteridade, marcada pela noção de uma subjetividade enraizada na responsabilidade para com o Outro. Para compreender o tipo de subjetividade proposta por Levinas, adota-se o paradigma de subjetividade elaborada por Étienne Balibar, segundo o qual a formação da subjetividade pode ser pensada como constituída ou constituinte. Com base nesse paradigma, avalia-se como Levinas foge da violência do Eu e mantém resguardada a alteridade do Outro. Nesse contexto, a condição humana é caracterizada por uma passividade mais passiva que toda passividade, o que coloca a ética no próprio cerne da constituição da subjetividade do Eu. E, por fim, analisa-se como a presença ou a ausência do Outro na subjetividade repercute sobre a existência dos seres humanos no contexto contemporâneo