Nanopartículas de quitosana liberadoras de óxido nítrico no tratamento de sementes de feijão sob estresse por déficit hídrico e alumínio

Data

2024-02-29

Autores

Beluzzo, Letícia Elisiane

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Resumo

No Brasil, a cultura do feijão está sujeita a vários estresses abióticos, como o déficit hídrico e ao alto teor de alumínio no solo, o qual em contato com as raízes das plantas prejudica seu crescimento e desenvolvimento, dificultando a absorção de água e de nutrientes essenciais. O uso de nanotecnologia aplicada a agricultura vem crescendo nos últimos anos, principalmente associada ao uso de moléculas que beneficiam as plantas. O óxido nítrico (NO) é uma dessas moléculas, auxiliando e protegendo as plantas em condição de estresse. Os objetivos foram: identificar os níveis de tolerância das cultivares IPR Sabiá e IPR Quero-Quero ao estresse por diferentes concentrações de alumínio durante a germinação, e avaliar o efeito protetivo de diferentes concentrações de doadores de NO nanoencapsulado em sementes de feijão submetidas ao estresse por alumínio e ao déficit hídrico, no desempenho germinativo e no crescimento inicial das plântulas. Um experimento foi conduzido em esquema fatorial 2x5 com 4 repetições, sendo duas cultivares de feijão: IPR Quero-quero e IPR Sabiá, e cinco concentrações de alumínio: 0, 5, 10, 15, 20 mmol L-1 para identificar o nível de tolerância de cada cultivar. Posteriormente, conduziram-se dois experimentos sob delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 10x2 com quatro repetições, em que foram realizados experimentos separados para investigar o efeito dos doadores de NO nanoencapsulado em condições de estresse por alumínio e por déficit hídrico. Os tratamentos consistiram em dez concentrações de nanopartículas de quitosana contendo S-nitrosoglutationa (GSNO) aplicadas nas sementes: 0, 5, 10, 25, 50, 100, 250, 500, 1000 e 1500 µmol L-1, em ausência e presença de estresse, por alumínio ou déficit hídrico. Foram avaliados o desempenho germinativo e o desenvolvimento radicular e da parte aérea. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade e homogeneidade, análise de variância e regressão polinomial para as concentrações, a 5% de significância. Foi identificado que a cultivar IPR Sábia possui características de melhor tolerância ao alumínio quando comparada a IPR Quero-quero, demonstrando assim, aptidão dessa cultivar para regiões de cultivo em solos com maiores teores de alumínio. A concentração de alumínio que resultou em fitotoxicidade, com sintomas visíveis na germinação e no crescimento das plântulas de feijão, ocorreu acima de 10 mmol L-1, com efeitos mais severos na concentração de 20 mmol L-1. Na condição de estresse por alumínio, nenhuma das concentrações testadas promoveram efeito protetivo ao estresse, com os tratamentos agindo como mais um agente estressante, sendo prejudicial para o desempenho germinativo. Em condição de déficit hídrico, os tratamentos contendo NO foram identificados como limitantes nas menores concentrações testadas, com uma melhora na concentração mais alta, de 1500 µmol L-1, indicando a importância de mais estudos em maiores concentrações

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Palavras-chave

Nanotecnologia, Phaseolus vulgaris L., Estresse abiótico, Germinação, Vigor, Feijão, Óxido nítrico, Quitosana

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