Bioinsumos formulados de Aloe vera e microalgas como estratégia sustentável para cultivo de orquídeas brasileiras
Data
2026-02-24
Autores
Tejo, Débora Perdigão
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Resumo
A fertilização é um aspecto fundamental no cultivo de orquídeas, uma vez que essas plantas possuem exigências específicas para um crescimento saudável e uma floração exuberante. A busca por alternativas sustentáveis para o manejo de fertilização na produção de plantas ornamentais, com ênfase em orquídeas tem impulsionado o uso de bioinsumos à base de extratos vegetais e microalgas. Nesse contexto, esta tese teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de bioinsumos formulados com Aloe vera e microalgas sobre os parâmetros fitotécnicos e o teor nutricional de orquídeas brasileiras dos gêneros Oncidium e Cattleya. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação convencional para o ensaio com orquídeas Oncidium baueri e climatizada para orquídeas do gênero Cattleya, todos em delineamento inteiramente casualizado, com diferentes concentrações e formulações dos bioinsumos, incluindo tratamentos controle e fertilizante químico comercial (20-20-20), além de associações entre fertilizante mineral e bioinsumos no artigo 2. As aplicações foram realizadas via fertirrigação, de até 365 dias para Oncidium baueri com fertilizações com bioinsumo de Aloe vera e microrganismo, tendo avaliações fitotecnicas com 90, 180 e 365 dias após o início das aplicações e de teor nutricional aos 365 dias; no experimento com Cattleya loddigesii com fertilizações com bioinsumo de Aloe vera e microrganismo as avaliações fitotecnicas foram efetuados aos 150 e 270 dias após o inicio das aplicações, e as avaliações de teor nutricional aos 270 dias; no experimento com Cattleya leopoldii as avaliações de sobrevivência, fitotecnicas e nutricionais foram efetuados as 270 dias após o inicio das fertilização com bioinsumo de microalgas. Foram avaliadas variáveis de crescimento vegetativo, desenvolvimento radicular, emissão de haste floral, parâmetros fisiológicos, condutividade elétrica e pH do substrato, bem como teores de macro e micronutrientes nos tecidos vegetais. As análises estatísticas incluíram testes de normalidade e homogeneidade, análise de variância, comparação de médias e modelos de regressão. Em Oncidium baueri, o bioinsumo de Aloe vera não promoveu incrementos significativos no crescimento vegetativo, porém a concentração de 1% antecipou o florescimento em aproximadamente 90 dias, além de influenciar a dinâmica de nutrientes, especialmente nitrogênio, fósforo, potássio e zinco. Em Cattleya loddigesii, o bioinsumo formulado com Aloe vera associado a microrganismos destacou-se na concentração de 4%, proporcionando crescimento vegetativo e radicular semelhante ou superior ao fertilizante químico, com menor condutividade elétrica do substrato. Para Cattleya leopoldii, os bioinsumos à base de microalgas apresentaram resposta dependente da formulação e concentração, sendo a formulação orgânica a 2,5% a mais promissora entre os tratamentos biológicos, embora o fertilizante químico tenha promovido os maiores incrementos de crescimento e equilíbrio nutricional. Conclui-se que os efeitos dos bioinsumos são espécie-específicos e dependentes da concentração e formulação, podendo atuar no teor nutricional dos tecidos vegetais de diferentes estruturas, no crescimento vegetativo e na indução do florescimento. É importante considerar que os resultados variam de acordo com a idade fenológica da planta. Assim, configuram-se como ferramentas potenciais para o manejo sustentável de orquídeas ornamentais brasileiras, com possibilidade de complementar ou, em determinadas condições, reduzir a dependência de fertilizantes minerais
Descrição
Palavras-chave
Catlleya leopoldii, Cattleya loddigesii, Oncidium baueri, Nutrição vegetal, Orchidaceae, Orquídea Cultivo Brasil, Plantas ornamentais, Bioinsumos, Aloe vera, Microalgas