02 - Mestrado - Arquitetura e Urbanismo
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Navegando 02 - Mestrado - Arquitetura e Urbanismo por Assunto "1925-1995"
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Item As contribuições do afeto em cartografias feministas: um olhar para as experiências das mulheres nos espaços públicos(2024-11-01) Artuso, Juliana; Duarte, Rovenir Bertola; Suguihiro, Vera LuciaTieko; Reis, Patrícia Orfila Barros dosResumo: A presente pesquisa aborda o conceito de afeto do campo da cartografia afetiva e da Teoria Não Representacional, aplicado para estudos cartográficos feministas, área de conhecimento que surge com a Geografia Feminista. A visão deleuziana adotada do afeto distancia-se do conceito de emoção, sendo compreendido como uma variação de potências e forças, de natureza vetorial, pré-consciente e não significante. Portanto, busca-se, por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória, compreender o papel da cartografia afetiva na discussão de estudos cartográficos feministas voltados aos espaços públicos da cidade. Para tal, a pesquisa buscou um amplo espectro de casos para a aplicação do experimento, com diferentes enfoques sobre a relação entre os corpos das mulheres e os espaços públicos, em cidades de portes distintos, em diferentes situações sociais, e ainda, individualmente ou em grupo. Dessa forma, foram eleitas quatro situações no espaço público: (1) as mulheres tomando sol no Parque Minhocão - Elevado João Goulart (SP), (2) as mulheres no baixio do Viaduto João Goulart (Minhocão - SP), (3) o grupo de mulheres na Concha Acústica de Londrina (PR) e (4) as mulheres comerciantes do Calçadão na Avenida Paraná (PR). A coleta de dados foi realizada com o uso dos instrumentos da observação participante, modos de registros com caderno de campo, fotografias e filmagens, entrevistas semiestruturadas e a produção das cartografias afetivas das situações encontradas. Dessa forma, conclui-se que o afeto e a cartografia afetiva revelaram-se importantes instrumentos na leitura de situações não verbais, como expressões corporais e sinais não codificados, assim como para entender o espaço público pela lógica construída no momento de seu uso, envolvendo formas de proteção e territorialização. Além disso, trazem um olhar mais sensível para pequenas situações em microescala, a escala do corpo e do cotidiano, e apontam nuances das relações de poder nas diversas experiências das mulheres nos espaços públicos da cidade