Navegando por Autor "Polizel, Alexandre Luiz"
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Item Corpos e bio-virtualidades : pedagogias do eu no vale dos homossexuaisPolizel, Alexandre Luiz; Oliveira, Moisés Alves de [Orientador]; Carvalho, Fabiana Aparecida de; Castro, Bruna Jamila deResumo: Na contemporaneidade, insurge uma grande preocupação com os estudos acerca dos corpos Os corpos das ciências, os corpos das educações, os corpos e as tecnologias de poder, os corpos Todavia, os corpos sempre se mantiveram como o cerne dos problemas filosóficos e da movimentação do pensamento Este manuscrito, então, opera pelos corpos como fio condutor, buscando traçar explanações acerca de “Como fazem-se os corpos nas virtualidades?” Muitos espaços seriam possíveis para tratar tal questão, optei por buscar dicas no ciberespaço, em um grupo na rede social, Facebook, tratado aqui como Vale dos Homossexuais A partir de uma perspectiva ontológica do diagnóstico do presente, compreendendo o fazer-se corpo como um instaurador de existência, lanço mãos de conceitos Nietzscheanos, Foucaultianos e Latourianos para buscar uma taxonomização deste fazer corpo Deste movimento emerge apolíneas Pedagogias do Eu, que vejo operar em, ao menos, cinco tecnologias: a) Tecnologia das confessionalidades; b) Tecnologia da fanficzação; c) Tecnologia da hipertextualização; d) Tecnologia da exposição; e) Tecnologia do Corpo-arquivo e das banalidades Vê-se que o corpo se fazer no ciberespaço, em movimentos de atualização encontra-se interligado na produção constante de verdade de si e do Outro, via confissão, ficcionalização, combinações hipertextualizadas, exposições de si-Outro e na transformação do corpo em arquivo Essas movimentações levam a múltiplas possibilidades de produções do corpo via composições ligando os recortes das narrativas deixadas, conexões utilizadas de modo interessado A investigação leva a considerar que tais composições interessadas têm reverberado na produção de linhas de subjetivação que valorizam um corpo-Eu enquanto produto a ser cultuado – corpolatria –, uma Pedagogia de centralização no Eu, na semelhança e na captura da atenção via fazer-se visível, bem como no esforço para tornar-se supostamente e repetitivamente: eventos inéditosItem Críticas e clínicas das culturas : educação, pensamento contemporâneo e o sintoma escola sem partido(2023-04-25) Polizel, Alexandre Luiz; Oliveira, Moisés Alves de; Oliveira, Roberto Dalmo Varallo Lima de; Verástegui, Rosa de Lourdes Aguilar; Rezadorri, Cristiane Beatriz Dal Bosco; Paiva, Jair Miranda deEsta investigação motiva-se a traçar analíticas acerca da contemporaneidade, dos modos de pensar, das psicopolíticas e dinâmicas culturais nesta temporalidade-racionalidade vigente. Desta perspectiva, compreende-se que as linhas de força e os modos de subjetivação que atravessam o pensar contemporâneo e as educações podem ser diagnosticadas a partir dos sintomas que se manifestam no presente e suas discursividades. Para tal, invisto o olhar para o programa Escola sem Partido (ao sítio eletrônico e aos projetos de lei lançados, na tentativa de instaurar-se como políticas públicas-formativas). Mobilizo-me a acompanhá-lo pelo questionamento: Que relações psico-políticas e educacionais têm proliferado as (in)sensibilidades no tempo presente? Questão que me movimenta a trilhar os caminhos cruzados e a apresentar suas analíticas e seus percursos. Metodologicamente, acompanho o movimento a partir da óptica do diagnóstico do presente, sob ressonâncias Foucaultianas e Nietzscheanas, bem como das psicanálises e esquizoanálises. Busco tratar as tessituras deste estudo enquanto o traçar analíticas de um sintoma do presente, que expressa os modos de subjetivação, discursividades e instaurações no presente. Percebo nesta investigação a sintomatologia de um tempo que se faz na conversão das coisas em propriedade, na fratura da gramática do comum e na noção de coletividade, na elaboração de dispositivos totêmicos, na linguagem atravessada pela negação, conspiração e no esvaziamento de modos de veridicção afirmativos, e na mobilização dos afetos do medo e do ódio enquanto estruturantes das relações. Organizo e estruturo esta investigação-narrativa-textualidade em três eixos-movimentos: Parte I – Polindo lentes, movimentando-se no espaço-tempo e o EsP no divã, em que busco situar a composição teórica-analítica do olhar; Parte II – Diagnosticando psico-políticas educacionais: bases do programa Escola sem Partido, em que apresento diagnoses das linhas de força que constituem as bases do programa EsP e suas operacionalizações; Parte III – Fendas que nós olhamos e que nos olham de volta, em que apresento considerações sobre a tese. Finalizo-o com um manifesto aos currículos não fascistas e na apresentação de personagens do contemporâneo com os quais devemos estar atentos para não adoecer.