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Submissões Recentes
Efeitos do provisionamento no orçamento de atividades dos macacos-prego Sapajus nigritus cucullatus (Goldfuss, 1809) (Primates, Cebidae) em um parque urbano
(2026-04-22) Awane, Guilherme Akira; Magnoni, Ana Paula Vidotto; Anjos, Luiz dos; Coutinho, Paulo Henrique Modena; Lousa, Túlio Costa
Resumo: A provisão alimentar, fornecimento de alimento padronizado temporalmente e espacialmente, presente em ambientes urbanos pode afetar a proporção de tempo investido em determinados comportamentos, como alimentação, forrageio e deslocamento. O macaco-prego é uma espécie de primata neotropical que sofre com a fragmentação dos habitats, o que eventualmente leva as populações a estabelecer contato com a matriz urbana e com recursos alimentares antropogênicos, por vezes sendo provisionados por humanos nesses fragmentos. Contudo, poucos são os estudos sobre o orçamento de atividades, como os animais distribuem suas atividades ao longo do tempo, dessas populações urbanas e os potenciais efeitos da provisão são desconhecidos. Portanto, este trabalho tem como objetivo analisar os efeitos da provisão alimentar no orçamento de atividade dos macacos-prego (Sapajus nigritus cucullatus) que habitam o Parque Municipal Arthur Thomas, um parque urbano do município de Londrina, Paraná. Os comportamentos foram registrados utilizando a amostragem de varredura e os resultados foram analisados por meio de modelos lineares generalizados mistos (GLMM), testes de medianas e testes de independência. A provisão alimentar não alterou o orçamento de atividades dos macacos-prego (Alimentação: Z = 0,93; p = 0,34; Forrageio: Z = -0,89; p = 0,36; Descanso: Z = 0,27; p = 0,78; Social: Z = 0,06; p = 0,94) e também não alterou a preferência entre ambiente natural e edificado (Alimentação: Z = -0,95; p = 0,34; Forrageio: Z = -1,29; p =0,20; Descanso: Z = -0,5; p = 0,60; Social: Z = -1.11; p = 0,26)
A baixa ingestão proteica está associada ao pior desempenho físico em pacientes com câncer urológico : um estudo transversal
(2024-05-20) Borges, Mayra Bossa dos Santos; Deminice, Rafael; Carreira, Clisia Mara; Miola, Thais Manfrinato
A incidência de câncer urológico no Brasil tem sido uma preocupação crescente devido ao aumento dos casos diagnosticados nos últimos anos. Uma complicação importante associada a essa doença é a sarcopenia, caracterizada por baixa força muscular, baixa quantidade ou qualidade muscular e baixo desempenho físico. Essa condição tem sido frequentemente observada em pacientes com câncer urológico e está associada à redução da qualidade de vida e sobrevida. O objetivo desse estudo foi verificar a associação entre massa muscular, força e função física, risco nutricional e consumo proteico em pacientes com câncer urológico. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado com 32 pacientes do sexo masculino (idade 64,0 + 12,4), diagnosticados com câncer urológico (sendo 43,7% de bexiga, 34,3% de próstata, 15,6% de rim, 3,2% de testículo e 3,2% de pênis), todos com indicação cirúrgica, que foram divididos em dois grupos de acordo com a ingestão de proteínas: menor que 1,2g/kg (n = 19) e maior que 1,2g/kg (n = 13). A ingestão proteica foi avaliada através do recordatório de 24 horas e analisada através do programa Diet Box®. A separação dos grupos foi realizada considerando a recomendação de ingestão proteica mínima de 1,2g/kg para pessoas em tratamento oncológico de acordo com a diretriz Braspen (2019). Para determinar a força, foi utilizado o teste sentar e levantar, para verificar a massa muscular apendicular, foi utilizada a impedância bioelétrica, já a função muscular, foi utilizado o teste Short Physical Performance Battery-SPPB. Resultados: Os dados demonstraram que o grupo com baixa ingestão proteica apresentou um pior desempenho físico avaliado pelo SPPB (8,26 ± 2,82 versus 10,15 ± 1,81, p=0,042). Além disso, a análise univariada revelou que esse grupo possui 46% mais probabilidade de desenvolver baixa função física quando comparado ao grupo com ingestão proteica recomendada (p=0,04). Ainda, 15,8% dos pacientes com baixa ingestão proteica apresentaram baixa massa muscular, enquanto 62,1% deles tinham baixa força muscular (p=0,005). Não houve diferenças significativas de desfechos clínicos entre os grupos. Discussões: O estudo evidenciou que pacientes com câncer urológico com baixa ingestão proteica apresentaram piora dos resultados em relação a função física, bem como menor força, porém não houve associação entre os desfechos clínicos. Ainda, apresentaram maior risco nutricional quando comparados com o grupo ingestão proteica adequada, reforçando a relevância do acompanhamento e suporte nutricional nessa população. Conclusão: Estes dados revelam a necessidade diagnóstico precoce e suporte nutricional adequado a fim de minimizar os desfechos negativos.
Avaliação dos efeitos da suplementação com flavonoide diosmina na dor muscular de início tardio em humanos
(2024-08-09) Cunha, Fabiana Cristina Barreiros; Borghi, Sergio Marques; Bertozzi, Mariana Marques; Gil, André Wilson de Oliveira
Os benefícios do exercício físico para a prevenção e o tratamento de algumas doenças metabólicas, cardiovasculares, neurológicas, inflamatórias crônicas e psiquiátricas, têm sido citados e documentados na literatura científica, impactando na qualidade de vida e saúde da população. Devido aos resultados proporcionados pelo exercício físico, esse teria a possibilidade de alterar o desenvolvimento de algumas doenças e seu desfecho. Órgãos governamentais e profissionais de saúde, orientam a prática de atividade e exercício físico para prevenção e tratamento de doenças. No entanto, a prática habitual pode ser prejudicada por alguns fatores, como a dor. Nesse sentido, a dor muscular de início tardio (DMIT), presente no período de recuperação pós-exercício, essa manifestação dolorosa desta condição pode representar um impedimento na população em geral para prática de atividade física e dificultar alto desempenho em atletas profissionais. Verificamos os efeitos do flavonoide diosmina no tratamento na DMIT em atletas de futsal feminino. Os grupos receberam diosmina 750 mg e placebo (cápsula de amido de milho) via oral, passaram por modalidade de exercício dinâmico intenso proposto até a falha, foram realizadas as avaliações de dor através da escala visual analógica (EVA) realizando as seguintes atividades, palpação do quadríceps, sentar e levantar da cadeira, subir e descer escada, teste de recuperação muscular em cadeira extensora com isometria, avaliação do equilíbrio postural, postura bipodal e unipodal direito e esquerdo, coleta de sangue para verificação de marcadores de lesão muscular e capacidade antioxidante, todos os testes foram realizados nos períodos basal (antes da intervenção), 24 e 48 horas da realização de exercício dinâmico intenso. Embora o DSM não tenha tido um efeito maior do que o placebo no desempenho atlético, apresentou efeitos de pequeno a moderado, contendo danos oxidativos (através da redução da peroxidação lipídica) e efeitos analgésicos triviais a moderados sobre a dor muscular, dependendo da condição. Além disso, o DSM forneceu efeitos pequenos a moderados na prevenção da força muscular reduzida e na melhoria do equilíbrio postural
