Repositório Institucional da UEL - RIUEL

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Submissões Recentes

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Testando a validade taxonômica de Iheringichthys megalops (Eigenmann & Ward, 1907)
(2025-12-09) Beltrane, Lorraine Fernanda; Shibatta, Oscar Akio; Birindelli, José Luis Olivan; Souza-Shibatta, Lenice
A família Pimelodidae compreende bagres amplamente distribuídos na região Neotropical, e o gênero Iheringichthys inclui apenas três espécies válidas: I. labrosus, I. megalops e I. syi. A distinção entre essas espécies é dificultada pela ausência de caracteres diagnósticos consistentes, o que tem levado a identificações conflitantes e registros históricos incertos, especialmente entre I. labrosus e I. megalops. Nesse contexto, métodos integrativos tornam-se essenciais para esclarecer limites específicos e aprimorar a acurácia taxonômica. O presente estudo avaliou a delimitação de espécies de Iheringichthys por meio da integração de morfologia tradicional, morfometria geométrica e dados moleculares do gene mitocondrial COI. Foram analisados 86 exemplares provenientes das bacias do Alto Paraná, Uruguai e Paraguai depositados na coleção do MZUEL e sequências disponíveis no BOLD Systems. As análises morfométricas revelaram ampla sobreposição entre os grupos identificados como I. cf. labrosus e I. cf. megalops, não sustentando diferenças morfológicas claras entre esses táxons. A abordagem molecular, por sua vez, permitiu investigar a divergência genética intra- e interespecífica, contribuindo para testar a validade das espécies e avaliar possíveis inconsistências históricas nas identificações. Os resultados gerados ampliam o conhecimento sobre a diversidade do gênero, auxiliam na reorganização da coleção do MZUEL e fornecem subsídios para futuras revisões taxonômicas e estudos de biodiversidade.
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Impactos de espécies invasoras de peixes na bacia do rio Iguaçu: uma revisão bibliográfica
(2025-12-09) Boselli, Beatriz Vianna; Almeida, Fernanda Simões; Jerep, Fernando Camargo; Orsi, Mario Luis
A bacia hidrográfica do rio Iguaçu possui elevada importância ecológica e alto endemismo, porém é altamente vulnerável a perturbações antrópicas, como o intenso represamento e a introdução de espécies exóticas invasoras (EEIs) de peixes, que já compõem cerca de 30% da ictiofauna local. Diante da fragmentação e da gravidade do problema, o objetivo geral foi realizar uma revisão bibliográfica para organizar e analisar as informações disponíveis sobre os impactos ecológicos das EEIs de peixes na bacia. O trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, concentrada na base Scopus, durante o período de 2008 a 2024. A busca inicial de 590 artigos resultou em apenas seis trabalhos que atenderam integralmente aos critérios de inclusão, evidenciando uma lacuna de pesquisa. Os resultados indicaram que os impactos são divididos entre diretos e indiretos, sendo que nenhum estudo avaliou os impactos ecológicos diretamente. Espécies como Salminus brasiliensis agravam a ameaça de extinção para 12 espécies nativas endêmicas já listadas como ameaçadas no Livro Vermelho da Fauna do Paraná. Conclui-se que a bacia é muito vulnerável às invasões, favorecidas pela degradação ambiental e pela inconsistência das políticas públicas, o que reforça a perda de integridade ecológica. Torna-se urgente ampliar o monitoramento e realizar avaliações quantitativas para subsidiar ações efetivas de gestão e conservação
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Efeitos da aplicação de pontos quânticos de carbono na qualidade morfofisiológica de mudas de Eugenia brasiliensis submetidas à aclimatação em sol pleno
(2025-12-09) Silva, Julia Cabral da; Oliveira, Halley Caixeta de; Medri, Cristiano; Debiasi, Tatiane Viegas
O desmatamento no Brasil, especialmente na Mata Atlântica, é um problema ambiental crítico, e o reflorestamento é uma estratégia vital para mitigar essa degradação. Este estudo avaliou o efeito da aplicação de Pontos Quânticos de Carbono (carbon dots, CDs) na qualidade morfofisiológicas de mudas de Eugenia brasiliensis Lam, submetidas à aclimatação em sol pleno. Foram comparadas mudas não rustificadas com previamente rustificadas em sol pleno. Foram utilizadas formulações de CDs com emissão na região do azul e verde na concentração de 0,2 mg/mL, além de uma formulação comercial de CDs na mesma concentração. As análises fisiológicas mostraram que, nas mudas não rustificadas, o tratamento com CDs azuis aumentou em 25% a eficiência fotoquímica máxima (Fv/Fm) e em 16% a fluorescência máxima (Fm) em relação ao controle não tratado com CDs. Em contrapartida, nas mudas rustificadas, os CDs verdes mantiveram a eficiência do fotossistema II e induziram um efeito de fotoproteção sob alta irradiação. Os dados biométricos indicaram que as mudas não rustificadas apresentaram um aumento de 18% no comprimento da parte aérea com a aplicação de CDs azuis. A análise de componentes principais (PCA) revelou que as mudas tratadas com CDs (independente do comprimento de emissão) mostraram tendência de melhoria na qualidade morfofisiológica. Os resultados sugerem que os CDs podem otimizar a aclimatação das mudas de E. brasiliensis ao sol pleno, representando uma abordagem promissora para melhorar a qualidade das mudas utilizadas em projetos de restauração ambiental