02 - Mestrado - Educação Física

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    Associação entre o tempo de tela e a percepção de saúde em estudantes do ensino médio: análise por indicadores individuais e perfis de risco comportamental e psicossocial
    (2026-07-29) Ramos, João Lucas Marques; Romanzini, Catiana Leila Possamai; Christófaro, Diego Giulliano Destro; Silva, Carla Cristiane da
    Contextualização: A adolescência é marcada por mudanças biológicas, psicológicas e sociais que podem influenciar a saúde atual e futura. Nesse período, o elevado tempo de tela e a percepção de saúde (PS), enquanto indicador global da condição de saúde, constituem aspectos relevantes para compreender vulnerabilidades entre escolares. Investigar o tempo de tela mentalmente passivo (TT MP) em conjunto com indicadores individuais e perfis de risco comportamental e psicossocial pode contribuir para identificar grupos prioritários para ações de promoção da saúde. Objetivo: Examinar as associações entre o TT MP e a PS negativa em estudantes do Ensino Médio, considerando indicadores sociodemográficos e antropométricos, bem como perfis de risco comportamental e psicossocial. Métodos: Estudo observacional analítico, transversal, conduzido com 1.067 estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio da rede pública urbana de Londrina (PR). As informações sociodemográficas, TT, PS, comportamentos de risco e indicadores psicossociais foram obtidas por autorrelato, enquanto as medidas antropométricas foram aferidas por equipe treinada. A PS foi avaliada por pergunta única e categorizada em positiva ou negativa. O TT foi classificado em mentalmente ativo e mentalmente passivo. O risco comportamental foi definido pelo acúmulo de consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, e o risco psicossocial pelo acúmulo de sintomatologia depressiva ou ansiosa elevada e diagnóstico clínico. As associações foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta, em modelos brutos e ajustados. Foi usado o SPSS 30.0, adotandose significância de 5%. Resultados: Os estudantes tinham média de idade de 16,64±0,93 anos, sendo 53,7% do sexo feminino. Na análise por indicadores individuais, o TT MP =5h/dia associou-se à maior prevalência de PS negativa na análise bruta (RP=1,36; IC95%: 1,14–1,62; p<0,001), mas essa associação foi atenuada após ajuste por sexo, nível socioeconômico e adiposidade central (RP=1,17; IC95%: 0,98–1,39; p=0,080). Sexo feminino, menor nível socioeconômico e maior risco de adiposidade central permaneceram associados à maior prevalência de PS negativa. Na análise por perfis de risco, meninas apresentaram maiores indicadores de sintomatologia depressiva, ansiosa e alto risco psicossocial (60,6%). O TT MP =5h/dia associou-se à PS negativa apenas na análise bruta (RP=1,42; IC95%: 1,15– 1,75), sem manutenção após ajuste. No modelo final, sexo feminino (RP=1,75; IC95%: 1,41–2,17; p<0,001), alto risco psicossocial (RP=1,77; IC95%: 1,45–2,16; p<0,001) e acúmulo de dois ou três comportamentos de risco (RP=1,26; IC95%: 1,03–1,55; p=0,024) permaneceram associados ao desfecho. Conclusão: A associação entre TT MP e PS negativa foi observada nas análises brutas, mas não se manteve após os ajustes. A PS negativa mostrou-se mais consistentemente associada a sexo feminino, menor nível socioeconômico, adiposidade central, alto risco psicossocial e acúmulo de comportamentos de risco, indicando que a saúde percebida dos adolescentes parece refletir um conjunto mais amplo de vulnerabilidades individuais, comportamentais e psicossociais do que a exposição ao TT MP isoladamente
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    Efeito de um programa de exercícios combinados sobre indicadores de qualidade de vida e fadiga em sobreviventes do câncer
    (2026-08-28) Dalcin, Vandré Sosciarelli; Deminice, Rafael; Queiroga, Marcos Roberto; Freitas, Cíntia de la Rocha
    INTRODUÇÃO: Apesar da crescente incidência de câncer, associado aos avanços nos métodos de rastreamento e tratamento isso têm elevado as taxas de sobrevivência. No entanto, em decorrência dos modelos de tratamento, o número de pessoas que sofrem efeitos colaterais também tende a aumentar. Diante disso, melhorar a qualidade de vida de pacientes tem se tornado uma prioridade. A prática de exercício físico tem emergido como uma estratégia acessível e eficaz para mitigar os efeitos colaterais do tratamento oncológico. No entanto, os efeitos de programas de treinamento combinado (força + aeróbico) sobre indicadores de QV em sobreviventes de câncer ainda demandam maior investigação. OBJETIVO: O objetivo primário deste estudo foi avaliar o efeito de 24 semanas de treinamento combinado sobre indicadores de qualidade de vida e fadiga em sobreviventes de câncer. Já o objetivo secundário foi avaliar o desempenho físico e o nível de atividade física. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo longitudinal com 74 (54,2 ± 11,52 anos) sobreviventes de câncer, alocados em dois grupos: exercício (EXE; n = 56) e controle (CON; n = 18). O grupo EXE participou de um programa de treinamento combinado de intensidade leve a moderada, realizado duas vezes por semana durante 24 semanas. O grupo CON não recebeu intervenção ou orientações durante o mesmo período. Além dessa alocação, os grupos foram separados para uma sub análise dos indicadores de qualidade de vida e fadiga com base na frequência nas aulas, sendo o grupo EXE dividido em Alta frequência (n= 28, 53,33% – 96,88%%), média frequência (n= 28, 5,26%-52%) e grupo CON (n=18, 0%). A qualidade de vida e a fadiga foram avaliados através dos questionários EORTC QLQ-C30 e EORTC FA-12. O desempenho físico e capacidade cardiorespiratória foram avaliados através dos testes de sentar e levantar, preensão manual e o teste de caminhada de 6min, já o nível de atividade física foi avaliada pelo IPAQ. Todas as medidas foram coletadas antes e após o período de intervenção. RESULTADOS: Os participantes do grupo EXE apresentaram melhora significativa em relação ao grupo CON nos domínios estado global de saúde (p = 0,035), funcionamento de papéis (p = 0,039) e fadiga (p = 0,004) no questionário EORTC QLQ-C30. Por sua vez, não foram identificadas melhoras significativas no questionário EORTC FA-12. Já, na sub análise, o grupo alta frequência apresentou melhora significativa em relação aos demais no indicador estado global de saúde (p = 0,002) e o grupo média frequência apresentou melhora significativa no indicador de fadiga (0,009). Não houve diferença entre os grupos do questionário EORTC FA-12. Nos testes de desempenho e nível de atividade física houve melhora significativa do pré para pós nos testes de sentar e levantar (p = 0,01), caminhada 6 min (p = 0,01) e atividade física autorrelatada (p = <.001) no grupo EXE. Já no grupo CON, houve aumento significativo na atividade física autorrelatada (p = 0,02) e não houve diferença na comparação dos deltas (Δ). CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a prática de exercício físico combinado é capaz de melhorar indicadores de qualidade de vida de sobreviventes de câncer. Tais evidências reforçam a relevância da adesão a programas de exercício físico como estratégia complementar para minimizar efeitos decorrentes do tratamento oncológico e promover melhor qualidade de vida nessa população
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    Percepções de competências e atitudes associadas a dupla carreira de atletas universitários do Estado do Paraná
    (2026-04-23) Morais, Maria Angélica Alves; Junior, Helio Serassuelo; Costa, Felipe Rodrigues da; Nogueira, Maressa D’Paula Gonçalves Rosa; Grubertt, Guilherme Alves
    Resumo: Introdução: A Dupla Carreira (DC), entendida como a conciliação entre demandas acadêmicas e esportivas, constitui um dos principais desafios enfrentados por estudantes-atletas universitários no contexto brasileiro. Esse processo exige o desenvolvimento de competências psicossociais específicas, ao mesmo tempo em que é influenciado por fatores sociodemográficos, esportivos, institucionais e socioculturais. Embora a literatura reconheça a importância dessas competências para a permanência na DC, ainda são limitadas as evidências empíricas que integram análises quantitativas de competências percebidas e investigações qualitativas sobre as experiências, especialmente sob a perspectiva de gênero. Objetivo: Analisar as competências e atitudes da DC em estudantes-atletas universitários, bem como compreender as experiências, desafios e sentidos atribuídos à conciliação entre esporte e educação, com ênfase na influência de fatores sociodemográficos, esportivos e nas especificidades vivenciadas por mulheres. Metodologia: Trata-se de dois estudos originais e complementares, realizados com participantes dos Jogos Universitários do Paraná (JUPS/2025). O primeiro estudo, quantitativo, descritivo e transversal, incluiu 389 estudantes-atletas que responderam a um questionário estruturado contendo variáveis sociodemográficas e esportivas, além do Dual Career Competency Questionnaire for Athletes (DCCQ-A). As análises envolveram teste U de Mann–Whitney e regressão logística binária para estimar razões de chance (OR; IC95%) para menores níveis de competência percebida (p < 0,05). O segundo estudo, qualitativo, de caráter exploratório interpretativo, analisou 30 depoimentos de mulheres estudantes-atletas, definidos por saturação teórica, por meio da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), a partir de questão aberta sobre a experiência de conciliação entre esporte e educação. Resultados: No estudo quantitativo, homens apresentaram maiores níveis de competência em gestão da DC e consciência emocional em comparação às mulheres. Atletas com 22 anos ou mais demonstraram maior consciência emocional do que os mais jovens. Observou-se que o sexo feminino esteve associado a maior chance de menores competências em gestão da DC e consciência emocional. Atletas do nível de rendimento apresentaram maior risco de menor competência em gestão, enquanto idade entre 18-21 anos e menor nível socioeconômico associaram-se a menores níveis de consciência emocional. No estudo qualitativo, os discursos evidenciaram conflitos de tempo e sobrecarga como principais desafios, além de limitações estruturais, institucionais e desigualdades de gênero no reconhecimento e nas oportunidades. Estratégias individuais de adaptação e reorganização da rotina emergiram como fundamentais para a permanência, sendo o esporte descrito como espaço de pertencimento e sentido. Considerações finais: A integração dos achados demonstra que a DC no esporte universitário brasileiro é influenciada por desigualdade entre os sexos, condições socioeconômicas e exigências competitivas, que impactam tanto a percepção de competência quanto as experiências subjetivas dos atletas. Destaca-se ainda que a permanência e o desenvolvimento na DC dependem do fortalecimento de competências psicossociais, do suporte institucional e da redução de assimetrias estruturais, reforçando a necessidade de políticas e estratégias que promovam equidade e apoio sistemático aos estudantes-atletas
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    Ansiedade pré-competitiva em estudantes-atletas participantes dos jogos escolares do Paraná
    (2026-06-01) Izac, Caroline Keiko Uemura; Júnior, Hélio Serassuelo; Gonçalves, Hélcio Rossi; Gamba, Jonas Fernandes; Mouad, Mariana
    Resumo: O esporte é um fenômeno heterogêneo, sociocultural e em constante transformação, que possui diversas formas de manifestação conforme o sentido e a modalidade da prática. Nesse sentido, aparece o esporte escolar, que é uma forma de socialização, de cooperação, mas não perde seus princípios básicos que são a competição e o próprio desempenho esportivo. Observa-se que as competições esportivas, mesmo as escolares, envolvem uma série de fatores que podem proporcionar diferentes pressões, o que pode levar ao aparecimento de diversas dificuldades, dentre eles a ansiedade, que configura-se como um estado emocional transitório, desencadeado pela interpretação subjetiva do jovem atleta de que o ambiente competitivo representa uma “ameaça” ao seu desempenho. Essa percepção ativa um conjunto de respostas que podem comprometer tanto aspectos físicos quanto mentais da atuação esportiva. Assim, o objetivo desse estudo foi analisar a ansiedade pré-competitiva de jovens atletas participantes dos Jogos Escolares do Paraná. Trata-se de um estudo descritivo observacional, de delineamento transversal e abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 876 jovens atletas de ambos os sexos, com idades entre 11 e 17 anos, participantes da fase final dos Jogos Escolares do Paraná. Foram utilizados um questionário sociodemográfico, o Revised Competitive State Anxiety Inventory-2 (CSAI-2R), para avaliação da ansiedade pré-competitiva (cognitiva, somática e autoconfiança), e Sport Competition Anxiety Test (SCAT), para mensuração da ansiedade-traço competitiva. As análises estatísticas incluíram estatística descritiva, teste de Shapiro-Wilk, testes não paramétricos (Mann–Whitney), regressão logística binária e correlação de Spearman. Os resultados foram apresentados em Odds Ratio (OR), adotando-se nível de significância de p<0,05. Os resultados evidenciaram que a ansiedade pré-competitiva é influenciada por fatores sociodemográficos e esportivos, sendo mais elevada em atletas do sexo feminino (OR=1,79; 1,93), mais jovens (OR=0,71; 0,66), praticantes de modalidades individuais (OR=1,59; 1,71), com menor tempo de prática (OR=0,55; 0,49), sem auxílio financeiro/esportivo (OR=1,41; 1,31), e pertencentes a níveis socioeconômicos mais baixos (OR=1,64; 1,82). Por outro lado, maior tempo de prática, participação em modalidades coletivas, presença de auxílio financeiro/esportivo e melhores condições socioeconômicas estiveram associados a maiores níveis de autoconfiança, correspondente a (Md = 10–13; 11–14; 9–13; 9–14). Além disso, verificou-se que a ansiedade traço-competitiva apresenta associação significativa com os componentes da ansiedade pré-competitiva, especialmente entre atletas do sexo feminino, respectivamente: (r = 0,52; 0,61; 0,66). Conclui-se que a ansiedade pré-competitiva em atletas escolares é um fenômeno multifatorial, sendo influenciada por características individuais, contextuais e esportivas, destacando a importância de intervenções psicológicas que promovam o manejo da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança no contexto esportivo escolar
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    Atendimento às recomendações dos comportamentos de movimento de 24 horas e indicadores de saúde mental em escolares da rede pública estadual de Londrina, PR
    (2026-02-24) Lonardoni, Giulia Signori; Romanzini, Catiana Leila Possamai; Silva, Danilo Rodrigues Pereira da; Silva, Diego Augusto Santos
    Introdução: Os transtornos mentais, especialmente a depressão e a ansiedade, representam um importante desafio de saúde pública global e, geralmente, têm início na adolescência, período marcado por intensas transformações biopsicossociais e elevada vulnerabilidade. Evidências apontam que comportamentos relacionados ao movimento ao longo das 24 horas, como a atividade física moderada a vigorosa (AFMV), comportamento sedentário, especialmente o tempo de tela (TT) e sono, e influenciam de forma interdependente a saúde mental de adolescentes. O paradigma dos Comportamentos de Movimento de 24 horas (CM24h) propõe uma abordagem integrada desses comportamentos, indicando que maior adesão às diretrizes está associado à melhores desfechos de saúde mental. Entretanto, ainda se observa baixa prevalência de atendimento simultâneo às recomendações, além de lacunas metodológicas dos estudos e escassez de evidências no contexto brasileiro. Assim, investigar a associação entre a adesão aos CM24h e a sintomatologia depressiva (SDEP) e ansiosa (SANS) em adolescentes torna-se fundamental para subsidiar estratégias de promoção da saúde mental e orientar políticas públicas preventivas. Objetivos: Revisar de forma sistemática as evidências na literatura sobre as prevalências e as associações dos atendimentos isolados, combinados e integrados dos comportamentos de movimento de 24 horas com indicadores de saúde mental em adolescentes e analisar as associações entre os atendimentos aos comportamentos integrados de movimento de 24 horas e a SDEP e SANS em escolares da rede estadual de Londrina-PR, total e por sexo. Métodos: O presente estudo foi dividido em dois artigos. O primeiro trata-se de uma revisão sistemática de estudos observacionais, conduzida conforme as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO. As buscas foram realizadas em seis bases de dados. Foram incluídos estudos com crianças e/ou adolescentes que avaliaram o atendimento às diretrizes dos CM24h (de forma isolada, combinada e integrada) e pelo menos um indicador de saúde mental. A seleção foi realizada de forma independente por dois revisores. Extraíram-se dados descritivos, métodos de mensuração, análises estatísticas, covariáveis e medidas de efeito. A qualidade metodológica foi avaliada pelo checklist do Joanna Briggs Institute. O segundo, trata-se de um estudo transversal, de base escolar, realizado com adolescentes matriculados no ensino médio da rede pública estadual de Londrina-PR. A amostragem foi conduzida em dois estágios, com seleção aleatória de escolas por região geográfica do município e, posteriormente, de turmas dentro das escolas. Todos os preceitos éticos foram atendidos. A amostra final foi composta por 634 adolescentes de ambos os sexos, com idade média de 16,86±0,9 anos. A SDEP foi avaliada pela CES-DC e a SANS pela GAD-7. Os CM24h foram mensurados por instrumentos validados e dicotomizados em atendimento/não atendimento (AFMV pelo QAFA, =420 minutos/semana; TT por questionário, <2 h/dia; sono a partir dos horários habituais de dormir e acordar, 8 a 10 horas/noite). Os comportamentos foram agregados e classificados em atendimento a uma, duas ou três recomendações. Para a análise, foi utilizado a regressão linear, ajustada por idade, nível socioeconômico e comportamentos de risco, com análises estratificadas por sexo. Resultados: Na revisão foram incluídos 24 estudos, majoritariamente com delineamento transversal. Observou-se ampla heterogeneidade metodológica, com predomínio de instrumentos autorrelatados para CM24h e indicadores de saúde mental. As prevalências de atendimento isolado às diretrizes variaram amplamente, o atendimento simultâneo às três diretrizes foi baixo, variando de 1,7% a 25%. Estudos longitudinais reforçaram que manter ou aumentar a aderência aos CM24h ao longo do tempo se associou à redução dos indicadores de saúde mental, com efeitos frequentemente mais pronunciados entre moças. A qualidade metodológica foi moderada a alta, embora persistam limitações relacionadas à padronização das medidas e ao predomínio de delineamentos transversais. No segundo artigo, foi observado que as moças apresentaram escores médios mais elevados de SDEP (27,45±10,8 vs. 19,30±8,8; p<0,001) e SANS (10,29±5,3 vs. 6,21±4,2; p<0,001) quando comparadas aos rapazes. Apenas 9,9% dos adolescentes atenderam às três recomendações dos CM24h e 11,5% não atenderam a nenhuma. Na amostra total, o atendimento a uma recomendação esteve associado à redução média de 4,62 pontos na SDEP (B= -4,622; p=0,001), a duas recomendações à redução de 6,04 pontos (B=-6,039; p<0,001) e a três recomendações à redução de 5,14 pontos (B= -5,142; p=0,005). Para a SANS, observaram-se reduções de 1,76 (B= -1,763; p=0,012), 2,06 (B= -2,060; p=0,003) e 1,93 pontos (B= -1,933; p=0,032), respectivamente. Nas análises estratificadas, as associações significativas foram observadas predominantemente entre as moças. Conclusão: Os achados desta dissertação indicam, de forma consistente, que maior adesão às diretrizes dos CM24h associa-se a melhores indicadores de saúde mental em adolescentes, com efeitos mais pronunciados quando os comportamentos são considerados de forma integrada, entre as moças. Contudo, a baixa prevalência de atendimento integral às recomendações evidencia a necessidade de estratégias estruturadas no contexto escolar e comunitário. Esses resultados reforçam a relevância do paradigma dos CM24h como eixo central para a promoção da saúde mental na adolescência e para o direcionamento de intervenções e políticas públicas baseadas em evidências
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    Características dos comportamentos de movimento de 24 horas e sua associação com indicadores de obesidade em adolescentes: análise a partir de dados brutos de acelerômetro
    (2026-02-27) Santana, Rafael Moraes Silva de; Romanzini, Marcelo; Sasaki, Jeffer Eidi; Silva, Danilo Rodrigues Pereira da
    Introdução: Os comportamentos de movimento de 24 horas (atividade física, comportamento sedentário e sono) têm sido associados a diversos desfechos em saúde em adolescentes. Para além das estimativas de uso do tempo, estes comportamentos podem ser caracterizados por outras métricas obtidas a partir de acelerômetros, como indicadores da qualidade do sono, ritmo circadiano e métricas de aceleração bruta medida diretamente. No entanto, pouco se sabe sobre quais características dos comportamentos de movimento de 24 horas estão associadas à indicadores de obesidade na população pediátrica. Objetivos: I) Revisar sistematicamente a literatura científica sobre as principais características dos comportamentos de movimento de 24 horas obtidas a partir de dados brutos de acelerômetro e sua associação com desfechos em saúde em crianças e adolescentes; e II) Verificar se as características dos comportamentos de movimento de 24 horas obtidas a partir de dados brutos de acelerômetro estão associadas a indicadores de obesidade em adolescentes. Métodos: Para o atendimento do primeiro objetivo, um estudo de revisão sistemática foi conduzido conforme diretrizes específicas, a partir de uma busca sistemática nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SCOPUS, EMBASE, SPORTDiscus, CINAHL e PsycINFO. Para o segundo objetivo, foi realizado um estudo epidemiológico transversal, envolvendo escolares do ensino médio (1° ao 3º ano) da rede pública de ensino da cidade de Londrina/PR. O índice de massa corporal (IMC) e a circunferência de cintura (CC) foram considerados como indicadores de obesidade. Os comportamentos de movimento de 24 horas foram estimados por meio de acelerômetros de punho utilizados durante 24 h.d-1. As características dos comportamentos de movimento (qualidade do sono, ritmo circadiano e métricas de aceleração bruta medida diretamente) foram obtidas por meio de um software de código aberto (GGIR) a partir de dados brutos de aceleração. Análises de regressão linear múltipla foram conduzidas para verificar as associações entre as características dos comportamentos de movimento de 24 horas e os indicadores de obesidade. Resultados: A revisão sistemática incluiu 13 estudos. Os indicadores de qualidade do sono e ritmo circadiano parecem estar associados a saúde mental, enquanto as métricas de aceleração bruta medida diretamente, associadas a saúde física e cognitiva em jovens. No artigo original, a variabilidade intradiária foi diretamente associada a CC. Nenhuma outra associação foi verificada entre as características dos comportamentos de movimento de 24 horas e os indicadores de obesidade investigados. Conclusão: A fragmentação do ritmo circadiano está associada a um indicador de obesidade em adolescentes
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    Implicações do novo sistema de classificação funcional nas dinâmicas competitivas do para judô: uma análise dos jogos paralímpicos de Paris 2024
    (2026-02-20) Antunes, Danrlei Soares; Greguol, Márcia; Kons, Rafael Lima; Oliveira, Donizete Cícero Xavier de
    Com o desenvolvimento das modalidades paralímpicas e a busca por tornar as competições mais justas, diversas mudanças e adaptações são frequentemente inseridas dentro das modalidades que compõem os Jogos Paralímpicos. Quando se trata do judô, historicamente atletas cegos (B1) e com baixa visão (B2 e B3) competiam juntos em uma categoria única, sendo divididos apenas pelo peso corporal. Entretanto, após estudos da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), foi identificado que atletas cegos apresentavam desvantagens quando comparados aos com baixa visão e a presença desses atletas nos pódios das competições eram pouco frequentes. Com isso, em 2021 a IBSA aprovou um novo sistema de classificação funcional e uma nova divisão de competições, alocando os atletas cegos em uma categoria exclusiva, chamada agora de J1 (acuidade visual binocular inferior a 2,60 LogMAR) e os atletas com baixa visão em uma outra categoria, chamada de J2 (J2 (acuidade visual binocular entre 1,30 e 2,50 LogMAR e/ou com campo visual restrito a um diâmetro inferior a 60 graus). Os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 foram os primeiros jogos a receber uma competição com esse novo sistema de classificação e, por esse motivo, os estudos que analisam as novas características dos combates ainda são escassos. Dessa forma, o objetivo do presente projeto foi analisar as mudanças e as características de luta das classes J1 e J2 durante os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Como objetivos específicos, buscou-se analisar e catalogar as técnicas aplicadas com sucesso entre as novas classes funcionais, além de verificar possíveis associações quanto ao tipo de técnica, classificação funcional e categoria de peso do atleta; e verificar a probabilidade de pontuação dentro de cada categoria de peso nas duas novas classificações funcionais. Os dados foram coletados através do livro de resultados oficial dos jogos e pelos registros em vídeo das lutas disponibilizados online pela IBSA. Os vídeos foram analisados pelo aplicativo Kinovea, com a categorização dos golpes aplicados, probabilidade de sucesso e tempo de luta. As análises estatísticas, como o teste exato de Fisher e a regressão logística binária, foram realizadas no aplicativo Jamovi, adotando como nível de significância um p valor < 0,05. Os resultados revelaram distinções relevantes na preferência por técnicas, na frequência de penalidades e na duração dos combates entre as duas classes. Atletas J1 tenderam a utilizar com maior frequência técnicas de contato próximo e dependentes do feedback tátil, como Te-Waza e Osaekomi-Waza, além de apresentarem lutas mais longas. Em contrapartida, atletas J2 demonstraram maior variabilidade em técnicas de projeção em pé, mas receberam mais penalidades em determinadas categorias, sugerindo diferenças no comportamento tático e na adaptação às regras. O uso consistente de técnicas de solo em ambas as classes reforça a importância do controle tátil e da consciência cinestésica no alto rendimento do judô paralímpico. No segundo estudo foi possível concluir que o novo sistema de classificação esportiva no para judô está associado a diferenças técnicas, temporais e probabilísticas mensuráveis nas ações de nage-waza, evidenciando impacto direto sobre a dinâmica competitiva da modalidade. Embora as classes J1 e J2 compartilhem uma estrutura técnica geral semelhante marcada pela predominância do Ashi-waza, a análise detalhada revelou que o tipo de técnica empregada, o momento temporal das ações e, principalmente, a eficiência na conversão das tentativas em pontuação variam de forma consistente conforme a classe esportiva, a categoria de peso e o sexo. Esses achados reforçam a relevância da nova estrutura de classificação na promoção da equidade competitiva e evidenciam a necessidade de estratégias de treinamento específicas para cada classe, considerando as demandas sensoriais e táticas
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    Programa de exercícios físicos multimodais em pacientes com depressão: tratamento complementar em pacientes hospitalizados
    (2025-09-19) Nicolau, Carolina Alves de Moraes; Serassuelo Junior, Helio; Gonçalves, Hélcio Rossi; Rosa, Francisco Heitor da; Malagodi, Bruno Marson
    O tratamento da depressão em ambientes psiquiátricos ainda se baseia majoritariamente no uso de psicofármacos, que, embora eficazes, podem gerar efeitos adversos e resposta clínica limitada. Nesse contexto, intervenções complementares como o exercício físico têm ganhado destaque, especialmente os exercícios físicos multimodais (EFM), por serem viáveis, dinâmicos e adaptáveis à realidade institucional, promovendo benefícios físicos e psicossociais. O objetivo deste estudo foi investigar a efetividade de um programa de EFM como intervenção complementar ao tratamento farmacológico tradicional em pacientes hospitalizados com diagnóstico de depressão. Inicialmente, realizou-se uma revisão sistemática sobre o tema. Em seguida, foi conduzido um ensaio clínico randomizado, controlado, paralelo e aberto, com duração de quatro semanas, em um hospital psiquiátrico filantrópico localizado no município de Londrina – PR. O estudo foi composto por 124 pacientes adultos (idade >18 anos), sendo 76 mulheres e 48 homens, com mediana de idade de 31 anos [23–49] em tratamento para depressão. Os participantes foram alocados aleatoriamente em dois grupos: Grupo Intervenção (GI, n=61) e Grupo Controle (GC, n=63). Os participantes alocados no GI foram submetidos a um protocolo de EFM com duração de quatro semanas, totalizando oito sessões, realizadas duas vezes por semana, com aproximadamente 50 minutos cada. A intensidade das sessões foi monitorada por meio da Escala de Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) de Borg. O GC não participou de intervenções adicionais, permanecendo apenas nas atividades convencionais ofertadas pela instituição, que foram igualmente acessadas pelos participantes do GI. As variáveis de interesse foram analisadas em ambos os grupos, a partir de diferentes instrumentos. A gravidade dos sintomas depressivos foi avaliada pelo Inventário de Depressão de Beck (BDI), enquanto os aspectos psicocomportamentais foram analisados por meio da Escala de Observação Interativa de Pacientes Psiquiátricos Internados (EOIPPI) e número de intercorrências notificadas. Foram coletadas medidas antropométricas (peso corporal e estatura) pré e pós-intervenção para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizado como desfecho secundário. Para a análise de dados, empregaram-se Equações de Estimação Generalizadas (GEE), com os escores do BDI e da EOIPPI como desfechos primários. Adicionalmente, utilizou-se regressão linear com cálculo do coeficiente de determinação (R²), aplicada ao grupo intervenção, para investigar tendências na frequência de intercorrências psiquiátricas registradas antes e após o período da intervenção. Todas as análises foram conduzidas no software R Studio. A intensidade autorreferida das sessões foi classificada como moderada/vigorosa (mediana = 5 [3–7]). Os resultados apontaram redução da disfunção psicocomportamental (ß = –6,1; p < 0,001), na gravidade dos sintomas depressivos (ß = –6,2; p < 0,001) e redução no número de intercorrências psiquiátricas (y = –0,511x + 5,378; R² = 0,442; p<0,001) no GI em comparação ao GC. Os resultados deste estudo indicaram que a inserção de EFM como intervenção complementar ao tratamento convencional da depressão pode promover benefícios significativos na regulação psicocomportamental, na redução dos sintomas depressivos e na diminuição de intercorrências clínicas. Tais evidências reforçam a viabilidade e aplicabilidade da intervenção em contextos psiquiátricos, destacando que estratégias terapêuticas integradas são fundamentais para potencializar o cuidado em saúde mental
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    Modelo experimental de câncer de cólon para investigação da sarcopenia em camundongos
    (2025-08-25) Guimarães, Tatiana Azevedo da Silva; Deminice, Rafael; Perandini, Patricia Chimin; Frajacomo, Fernando Tadeu Trevisan; Cella, Paola Sanches
    O agente químico azoximetano (AOM), em combinação com o dextrano sulfato de sódio (DSS), é amplamente utilizado no estudo da carcinogênese do cólon, pois induz inflamações intestinais em um curto período de tempo, permitindo a rápida progressão do processo tumoral. Embora vastamente utilizado para investigar drogas antineoplásicas, não se sabe, até o momento, se este é um modelo viável para estudar sarcopenia associada ao câncer de cólon. Isso é relevante, pois a sarcopenia não tem cura, compromete a eficácia do tratamento oncológico e aumenta a mortalidade de pacientes de câncer colorretal. OBJETIVO: Avaliar a efetividade do modelo AOM/DSS para estudar sarcopenia associada ao câncer de cólon. MÉTODOS: O estudo analisou dezenove camundongos machos C57BL/6, divididos em dois grupos: controle (C; n=10) e câncer de cólon (CC; n=09), que receberam uma injeção aguda de AOM (i.p. 12,5 mg/kg), seguida por três ciclos de 5 dias com ingestão de DSS (2,0%), totalizando 12 semanas. A sarcopenia foi avaliada por meio da perda de força muscular (teste de escalada em escada e força de preensão), atrofia muscular (área da secção transversa dos músculos sóleo e EDL) e performance física (teste de esforço em esteira rolante) (CEUA n° 032.2023). No pós-intervenção, realizou-se análise da expressão gênica no músculo gastrocnêmio para detectar genes associados à sarcopenia. RESULTADOS: Os camundongos do grupo CC apresentaram cólon mais curto em comparação ao grupo controle (C:9,33 cm ± 0,82 vs CC:8,22 cm ± 0,87, P<0,05) e grau histopatológico compatível com células neoplásicas. A administração de AOM/DSS promoveu redução de 149% na força muscular dinâmica (C: 7,67 g vs. CC:- 5,58 g, P<0.05), e estática de 13% em relação ao grupo controle (C:65,6 g vs. CC:57,1 g, P<0.05). O modelo promoveu uma pior performance física do grupo CC de 31,9% (C: 257,8 m vs. CC: 175,4 m, P<0.05) e atrofia no diâmetro das miofibrilas do sóleo (14,2%, C:460 µm2 vs CC:394 µm2, P<0.05) e do EDL (5,67%, C:299 µm2 vs CC:216 µm2, P<0.05).Foram observadas alterações significativas na expressão de genes associados à inflamação e proteólise muscular (Actb, Mmp9, Bmp4, Adrb2, Tgfb1 e Akt2,P<0,01) incluindo o aumento na degradação da matriz extracelular (Mmp9), ativação de vias inflamatórias (Tgfb1) e disfunção no metabolismo muscular (Akt2). CONCLUSÃO: AOM/DSS é um modelo pré-clínico demonstra ser viável para estudar sarcopenia associada ao câncer de cólon
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    Viabilidade de uma abordagem baseada em vídeo utilizando Deep Learning para rastreamento automático de jogadores de basquetebol
    (2025-07-25) Giovanini, Bruno; Moura, Felipe Arruda; Bedo, Bruno Luiz de Souza; Gonçalves, Hélcio Rossi
    Avanços na área de visão computacional e inteligência artificial tornaram possível o rastreamento por vídeo utilizando algoritmos de rastreamento de múltiplos objetos. Um desses métodos é o DeepLabCut (DLC), uma ferramenta emergente nas ciências do movimento, que expandiu os escopos de pesquisa por permitir análises quantitativas do movimento em configurações mais ecológicas sem utilizar de equipamentos com alto custo financeiro. Entretanto, até o momento, não existem investigações testando a viabilidade de aplicação de um sistema de rastreamento automático que seja válido e apresente boa qualidade de rastreamento. Portanto, a presente dissertação teve dois objetivos: 1) avaliar a validade concorrente do DLC para estimar a posição e velocidade de jogadores durante tarefas estáticas e dinâmicas e 2) avaliar a qualidade do rastreamento automático de jogadores de basquetebol utilizando o DLC durante um jogo oficial de basquetebol. Quanto ao primeiro objetivo, dez jogadores jovens de basquetebol foram submetidos a tarefas estáticas e dinâmicas (caminhar, trotar, correr e lane-drill). O rastreamento utilizando o DLC foi comparado a um sistema optoeletrônico. A validade foi analisada por meio de erros absolutos e relativos, análise gráfica de Bland-Altman, coeficiente de correlação intraclasse (ICC), erro quadrático médio (RMSE) e mapeamento paramétrico estatístico (SPM1d) para as séries temporais de velocidade. De maneira geral, os valores de ICC mostraram boa a excelente confiabilidade entre sistemas. Os erros foram maiores à medida que a velocidade proposta das tarefas aumentou – erros relativos entre 1,00 e 2,11% para distância percorrida e RMSE entre 0,12 e 0,41 m·s-1 para velocidade. A SPM1d indicou diferenças significativas (p < 0,05) nas curvas de velocidade dos dois sistemas durante momentos de mudança de direção de 90 graus em velocidades mais altas. Quanto ao segundo objetivo, foi filmado um jogo profissional de basquetebol masculino da primeira divisão nacional utilizando apenas uma câmera fixada sobre a quadra capturando toda a área de jogo. Foram testadas diferentes abordagens de processamento dos dados do DLC e avaliadas métricas de detecção e associação calculadas a partir do registro de predições corretas, predições incorretas e trocas de identidade. De maneira geral, a abordagem utilizando interpolação do tipo ‘rloess’ apresentou a melhor qualidade de rastreamento dentre as abordagens testadas – alcançando uma taxa de trocas de apenas 0,23% e um MOTA de 0,982. O tempo estimado de intervenção manual para correção das trocas em cada quarto de jogo é de aproximadamente 70 minutos. Portanto, a utilização do DLC como base de um sistema de rastreamento automático de jogadores de basquetebol se mostrou altamente viável – com validade e qualidade de rastreamento adequadas, além de uma interface flexível, custos logísticos-operacionais acessíveis para a maior parte dos clubes profissionais de basquetebol e podendo entregar resultados confiáveis sobre as variáveis cinemáticas dos jogadores analisados horas após a partida
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    Trajetórias e preditores da aptidão cardiorrespiratória entre a infância e a idade adulta: um estudo longitudinal de 22 anos
    (2025-03-25) Albertuni, Gabriel Motta; Ronque, Enio Ricardo Vaz; Furlanetto, Karina Couto; Leite, Neiva
    Objetivo: Descrever as trajetórias da ACR da infância até a idade adulta e identificar seus preditores ao longo do tempo. Métodos: O presente estudo faz parte de um banco de dados intitulado “Aptidão física e prática de esportes na infância e adolescência e fatores de risco biológicos e comportamentais em adultos: um estudo longitudinal de 15 anos”. Para a infância (n = 205), para a adolescência (n = 168) que possuíam pelo menos três avaliações completas. Para este estudo participaram 70 sujeitos, de ambos os sexos, com idade entre 26 e 31 anos, que realizaram os testes de ACR, possuíam medidas antropométricas (massa corporal, estatura e dobras cutâneas) e comportamentais (atividade física) da fase I (sete a 14 anos) e II (21 a 25 anos). Durante a FASE I foi realizado o teste de corrida e/ou caminhada de nove minutos e FASE II o teste Shuttle-run 20 meters. Para a FASE III o protocolo de Bruce para esteira rolante foi realizado. Como medida da ACR a potência (watts) da corrida foi calculada pela presente fórmula: [(massa corporal x distância percorrida) /tempo total em segundos]. Para identificação das trajetórias da ACR foi utilizado um plug-in TRAJ para análise de trajetória baseada em grupos no pacote estatístico Stata 15.1. A equação de estimativa generalizada (GEE), controlada por sexo, pico de velocidade de crescimento (PVC) na infância e atividade física moderada-vigorosa (AFMV) na idade adulta também foi realizada para comparar os grupos, as idades e a interação grupo/idade para os diferentes grupos identificados. Utilizou-se a correlação de Pearson entre a ACR e as possíveis variáveis preditoras e aquelas que apresentarem P <0,20 entraram nos modelos de regressão a partir do método forward para observar a associação nas faixas etárias. Resultados: A partir das análises de trajetórias para a infância, adolescência e idade adulta três grupos foram identificados (baixa, média e alta ACR) e por meio da GEE observou-se que para as faixas etárias observadas foram estatisticamente diferentes (P<0,001) para o fator grupo, tempo e a interação grupo/tempo. Para o estudo longitudinal de 22 anos dois grupos foram identificados e diferentes estatisticamente (P<0,001) no grupo (?² = 104,676), na idade (?² = 2566,981) e na interação (?² = 89,796). Como principais preditores da infância temos IMC e estatura (R2=0,44) para alta ACR aos 10 anos, durante a adolescência o sexo, a maturação e a estatura (R2=0,77) para alta ACR aos 13 anos e durante a idade adulta temos o sexo, IMC e AFMV uma média ACR (R2=0,82). Conclusão: conclui-se que a ACR apresenta três padrões de desenvolvimento entre a infância e a idade adulta. Sendo seu desenvolvimento positivo durante as primeiras décadas da vida. Identificou-se também uma redução nos valores da ACR a partir dos 23 anos de idade E o sexo, o IMC e a estatura explicam os diferentes grupos de ACR ao longo do tempo.
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    Trajetórias da aptidão muscular na infância, na adolescência e na idade adulta e seus fatores associados
    (2025-03-19) Gomes, Robinson Rodrigues; Ronque, Enio Ricardo Vaz; Gobbo, Luís Alberto; Gonçalves, Ezequiel Moreira
    OBJETIVOS: Analisar as trajetórias da aptidão muscular na infância, adolescência e idade adulta e seus fatores associados. Os objetivos específicos foram: a) revisar a literatura sobre o desenvolvimento longitudinal da aptidão muscular; b) identificar as trajetórias da aptidão muscular em diferentes fases da vida; c) identificar os preditores da aptidão muscular na infância, na adolescência e na idade adulta. MÉTODOS: Este estudo é parte do projeto "Trajetórias da aptidão cardiorrespiratória na infância e adolescência com indicadores de função cognitiva na idade adulta: um estudo longitudinal". Foram selecionados 206 escolares de 7 a 10 anos e 166 de 11 a 14 anos na primeira fase (2002-2005). Na segunda fase (2016), 150 indivíduos entre 21 e 25 anos foram localizados. Na terceira fase (2024), 68 participantes entre 28 e 32 anos foram convidados. Nas três fases do estudo foram coletadas as características antropométricas, de composição corporal e testes motores (preensão manual, teste abdominal e impulsão horizontal), além do nível maturacional (fase 1) e da atividade física habitual (fase 3). Os dados foram processados nos softwares SPSS v.29.0 e Stata/IC v.17.0, utilizando-se análise de trajetória, análise de correlação de Pearson e regressão linear múltipla. RESULTADOS: A revisão de literatura identificou 6 artigos longitudinais, todos mostrando aumento na aptidão muscular na infância e adolescência. Os principais preditores foram massa corporal, estatura, idade cronológica, massa magra, sexo e maturação. A análise de trajetória indicou que o modelo quadrático com divisão em três grupos melhor caracterizou os dados. Na infância, 22,9% estavam abaixo da média de aptidão muscular, 56,7% na média e 20,4% acima, e os preditores desta fase foram: massa magra (ß = 0,428; P<0,001), estatura (ß = 0,255; P = 0,004) e sexo (ß = -0,179; P<0,001), responsáveis por até 49,7% da variação observada na aptidão muscular. Na adolescência, 30,6% estavam abaixo da média, 49,8% na média e 19,6% acima, tendo como preditor o PVC (ß = 0,256; P<0,001), explicando até 6% da variação observada. Na idade adulta, 56,4% estavam abaixo da média, 31,5% na média e 12,1% acima. Observou-se aumento na aptidão muscular durante a infância e adolescência, com platô aos 23 anos, seguido de declínio, os preditores desta fase foram: massa muscular (ß = 0,587; P = 0,093), sexo (ß = -0,551; P<0,001), IMC (ß = -0,507; P = 0,021) e estatura (ß = -0,491; P = 0,048), correspondendo até 72,8% da variação observada. CONCLUSÃO: A aptidão muscular segue um padrão parabólico, com aumento constante na infância e adolescência, atingindo platô na primeira metade da segunda década de vida e declinando posteriormente. O estudo, realizado ao longo de três fases do desenvolvimento físico, identificou variáveis antropométricas, sexo e estado maturacional como preditores significativos em diferentes fases da vida. Esses achados destacam a importância de considerar essas variáveis na avaliação e promoção da aptidão muscular ao longo do desenvolvimento humano.
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    Efeitos dos exercícios aquáticos no paciente pós acidente vascular encefálico : revisão das revisões sistemáticas
    (2023-03-30) Paixão, Luana; Cardoso, Jefferson Rosa; Fontana, Ana Paula; Christofoletti, Gustavo
    O exercício aquático é utilizado no tratamento de pacientes pós acidente vascular encefálico por se tratar de uma modalidade segura e facilitadora do movimento devido a mecânica de fluídos. Com o aumento crescente no número de publicações de revisões sistemáticas nos últimos anos e a inconsistência encontrada entre elas, a revisão das revisões sistemáticas se faz necessária com o objetivo de facilitar a interpretação dos resultados implicando na melhor tomada de decisão clínica. Portanto, o objetivo do presente estudo foi compilar os efeitos do exercício aquático quando comparado com exercício em solo ou sem intervenção. O estudo incluiu apenas revisões sistemáticas, com e sem metanálises sobre exercícios aquáticos em pacientes pós acidente vascular encefálico. A busca foi realizada nas bases de dados: Medline, Embase, Web of Science, SportDiscus, Cinahl, Scopus, Scielo e PEDro, da origem de cada base até dezembro de 2022. Os desfechos estabelecidos foram: marcha, equilíbrio, desempenho nas atividades de vida diária, sensibilidade, qualidade de vida e força muscular. A extração dos dados foi conduzida por dois revisores por meio de um formulário pré-estabelecido contendo informações relevantes a respeito dos estudos e qualquer discordância foi resolvida por um terceiro revisor. Foram incluídas 15 revisões sistemáticas as quais foram avaliadas quanto ao risco de viés por meio da AMSTAR-2. Foram encontrados quatro tipos de comparações: 1) exercícios aquáticos x exercício em solo/convencional; 2) associação entre solo e água x exercícios em solo; 3) exercícios aquáticos x sem intervenção e 4) exercícios aquáticos x outras modalidades aquáticas. A qualidade metodológica de todas as revisões foi classificada como criticamente baixa; entre os domínios com pior desempenho estão a falta de registro de um protocolo, uso de ferramentas inadequadas para avaliação do risco de viés dos estudos primários e erro na condução das metanálises, o que por sua vez, dificulta a tomada de decisão clínica. Ainda não é possível afirmar qual modalidade é melhor, porém, o exercício aquático parece ter um efeito superior ao exercício em solo, principalmente na melhora do equilíbrio. O tempo das intervenções variou de duas a doze semanas, com duração de 20 a 60 minutos e frequência de duas a seis vezes por semana.
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    Estudo longitudinal sobre o estado de bem-estar e a influência de fatores circunstanciais em atletas de futsal durante uma temporada
    (2024-02-02) Angelis, Tarlyson Regióli de; Ramos, Solange de Paula; Brandt, Ricardo; Oliveira, Donizete Cícero Xavier; Souza, Edirley Guimarães de
    Questionários que avaliam o bem-estar de atletas têm sido aplicados como ferramentas complementares ao controle de carga de atletas. Os instrumentos avaliam subescalas de dimensões físicas que têm relação direta com a performance de atletas, incluindo a dor muscular, fadiga e qualidade de sono, bem como aspectos emocionais, como o estresse e humor. Embora as escalas tenham correlação com as cargas de treino e estado de recuperação, ainda não está estabelecido se há correlação entre o bem-estar e o desempenho em jogos de futsal. Além disso, é necessário estabelecer se a escala geral de bem-estar e seus domínios são influenciadas pelo contexto da competição. O objetivo do trabalho foi avaliar o estado de bem-estar de jogadores profissionais de futsal e sua relação com o desempenho em jogos, durante partidas realizadas ao longo de uma temporada completa. Foram avaliados 14 jogadores de futsal profissionais, de uma equipe que disputou o Campeonato Paranaense Série Ouro (primeira divisão), Taça Paraná e a Liga Nacional de Futsal em 2020. Os atletas foram monitorados durante 37 jogos, completando vinte vitórias, onze empates e seis derrotas. Duas horas antes de cada do jogo, foram aplicados os questionários de bem-estar e percepção do status de recuperação (PSR). As informações sobre as circunstâncias em que ocorreu cada jogo foram extraídas dos sites oficiais de seus respectivos campeonatos. A situação da equipe de futsal em relação à sua classificação(p<0,001) e a do adversário (p<0,001) tem associação negativa com a percepção do bem-estar dos atletas. O índice de bem-estar proposto por McLean et al. (2010) (p<0,001), e seus domínios de qualidade de sono (p<0,05), dor muscular (p<0,005), fadiga (p< 0,01), humor (p<0,05) e estresse (p<0.05), bem como a escala de percepção do status de recuperação (p<0,001), têm menores escores em jogos com vitórias em relação às derrotas. Concluímos que o estado geral de bem-estar da escala de McLean tem uma associação negativa com o desfecho de vitórias em jogos oficiais de futsal e pode ser influenciado pela antecipação a jogos contra adversários melhor classificados nas competições
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    Comportamento das variáveis isocinéticas durante o movimento de flexão-extensão e rotação interna-externa de ombros em homens jovens assintomáticos
    (2022-09-30) Silva, Claudia Karine da; Cardoso, Jefferson Rosa; Nascimento, Vitor Bertoli; Navarro, Francisco
    A articulação glenoumeral é considerada uma articulação instável pelo aspecto anatômico, entretanto, possui características biomecânicas capaz de promover um equilíbrio dinâmico entre estabilidade e mobilidade. O manguito rotador e os músculos escapulares são músculos responsáveis por proporcionar estabilidade a articulação glenoumeral e, portanto, tem um papel protetor no risco de lesões. Desequilíbrios musculares do ombro, indicados por baixos valores da relação de rotação interna-externa, têm sido observados em indivíduos com desproporcionalidade na articulação glenoumeral, considerados um fator de risco de lesão no ombro. A dinamometria isocinética é frequentemente utilizada para medir o pico de torque muscular aplicada ao longo de uma amplitude de movimento, em uma velocidade angular constante pré-determinada. O movimento isocinético pode ser analisado em três fases: fase de aceleração (FA) e fase da velocidade sustentada (FVS) também conhecida como faixa de carga (load range), onde a velocidade pré-selecionada é mantida e a fase de desaceleração (FD). O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho isocinético, durante a velocidade sustentada, entre membros dominante e não dominante, dos movimentos de flexão-extensão, rotação interna-externa, nas velocidades de 60, 120, 180, 240 e 300 °/s e a relação agonista-antagonista, em jovens assintomáticos. Amostra composta por indivíduos do sexo masculino (n=18), não atletas, com idade entre 18 e 25 anos, assintomáticos. A avaliação foi realizada no modo isocinético concêntrico a 60, 120, 180, 240 e 300 °/s, para os movimentos de flexão-extensão e rotação interna-externa. Os dados extraídos foram processados com algoritmos Matlab ® específicos. Foram encontradas diferenças com significância entre os valores medianos na fase da velocidade sustentada para rotação externa a 60 °/s, pico de torque a 60 e 120 °/s e relação agonista-antagonista em todas as cinco velocidades. Na rotação interna, somente na fase da velocidade sustentada a 60, 120 e 180 °/s. Na flexão, na fase da velocidade sustentada a 60, 120 e 180 °/s, pico de torque a 60 e 180 °/s e relação agonista-antagonista a 60 e 300 °/s. Já para extensão a 240 °/s na fase da velocidade sustentada e 60 e 180 °/s no pico de torque. Os achados do estudo demonstram que os dados isocinéticos extraídos da fase da velocidade sustentada diferem quando comparados com o membro dominante e não dominante, nos quatros movimentos. Conclui que os percentuais mais altos da velocidade sustentada, normalizados pela amplitude de movimento e os maiores valores de pico de torque são em velocidades mais baixas (60, 120 e 180 °/s) independente da dominância. A relação agonista-antagonista se mostra dentro dos valores recomendados na maioria das velocidades, sugerindo bom controle muscular e comportamento dos movimentos realizados nesse estudo. Ainda, os achados podem colaborar na avaliação e programas específicos de treinamento e tratamento
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    Variáveis de lançamento da bola e efeito da altura de lançamento do arremesso de basquetebol
    (2022-08-02) Cunha, Rafael Baraldi da; Okazaki, Victor Hugo Alves; Barbieri, Fábio Augusto; Ugrinowitsch, Herbert; Rodacki, André Luís Félix
    O arremesso é o fundamento mais importante no basquetebol. Todavia, ainda se faz necessário sistematizar estudos que descrevam a cinemática do arremesso e analisem o efeito da altura de lançamento da bola. O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre a cinemática da bola e das articulações de lançamento do arremesso e analisar o efeito da altura de lançamento no arremesso de basquetebol. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática e um estudo experimental que manipulou a altura de lançamento da bola. A revisão sistemática incluiu estudos experimentais dos últimos doze anos (2009-2021), com análises cinemáticas do braço que realiza o arremesso de basquetebol e análises do ângulo, da altura e da velocidade de lançamento da bola. As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados: LILACS (154), PubMed (294), MEDLINE (239), SportDiscus (408), Scopus (597), Web ofScienci (240). A partir desse estudo, foi possível caracterizar a cinemática da bola e do braço de lançamento no arremesso de basquetebol. O estudo experimental analisou a cinemática do arremesso de 10 atletas universitários de basquetebol, desempenhando o arremesso (a) saltando do chão, (b) sob uma plataforma com acréscimo de (b) 10 cm ou (c) 20 cm em relação solo. Os dados foram coletados no sistema Vicon, processados em rotinas personalizadas e analisados no software SPSS. Não foram verificadas alterações no arremesso com a manipulação da altura de lançamento. Logo, foi sugerido que pequenas alterações, realizadas por meio da manipulação da altura de lançamento, foram compensadas pela variabilidade inter-articular, caracterizando a equifinalidade no movimento de arremesso.
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    Efeito do exercício com pesos no controle da pressão arterial de repouso: revisão sistemática de ensaios clínicos aleatórios com metanálises
    (2009-03-05) Schiavoni, Durcelina; Cardoso, Jefferson Rosa; Cyrino, Edilson Serpeloni; Polito, Marcos Doederlein; Forjaz, Claudia Lucia de Moraes; Farinatti, Paulo de Tarso Veras
    Objetivos: Verificar a efetividade da prática regular de exercícios com pesos para a redução dos valores de pressão arterial (PA), de repouso, em indivíduos normotensos e hipertensos. Método: Revisão sistemática de ensaios clínicos aleatórios com metanálises. Os desfechos comparados foram: Pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM) e percentual de gordura (% gord) considerando as diferenças entre gêneros, idades, tipo de treinamento (circuito, isométrico e convencional) e tempo de treinamento (até 12 semanas e acima de 12 semanas). Foram avaliadas as diferenças das médias (DM) e atribuído o tamanho do efeito do treinamento ( d de Cohen). As análises foram realizadas de acordo com as recomendações do Handbook da Colaboração Cochrane, por meio do programa Revman 5. Resultados: Foram encontrados 19 ensaios clínicos aleatórios que puderam ser comparados os efeitos do treinamento com pesos (TP) com a não realização de exercícios físicos sistematizados (Controle). Na comparação entre os grupos TP e Controle, o grupo TP apresentou uma redução estatisticamente significante para PAS (DM = -5,68 mmHg; IC 95% = -9,18;-2,17 mmHg; P < 0,0001) e PAD (DM = -4,03 mmHg; IC 95% = -6,52;-1,53 mmHg; P < 0,0001) quando analisado a população normotensa geral que realizou o método convencional de treinamento. Em ambos os desfechos o efeito do TP foi considerado de grande magnitude ( d de Cohen = 0,93 e 0,85 para PAS e PAD respectivamente). Não foram observadas reduções significativas na comparação dos desfechos PAS, PAD e PAM entre os grupos Controle e TP quando as metanálises foram analisadas separadamente por gênero, idade e disfunções metabólicas como hipertensão, diabetes e obesidade. Conclusão: Evidências foram encontradas quanto à efetividade do TP no método convencional, quando comparada com a não realização de exercícios físicos sistematizados na redução dos valores da PAS e PAD de repouso de indivíduos normotensos quando considerada a população em geral. Não foram encontradas evidências quanto à efetividade do TP na redução da PA de repouso quando analisada as características da população em relação ao gênero, idade e as disfunções metabólicas.
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    Efeitos dos exercícios aquáticos em mulheres submetidas às cirurgias mamárias após câncer de mama : revisão sistemática com metanálises
    (2022-05-25) Silva, Carla Tassiana da; Cardoso, Jefferson Rosa; Sunemi, Mariana Maia; Melo, Ana Paula de
    O câncer de mama (CM) é o mais comum entre as mulheres, inúmeras são as consequências clínicas e funcionais decorrentes dos tratamentos. Os exercícios aquáticos (EA) são recursos não farmacológico que pode oferecer as sobreviventes de câncer de mama uma série de benefícios. Os objetivos desse estudo foi avaliar os efeitos dos exercícios aquáticos na qualidade de vida (QV), linfedema, dor, fadiga e amplitude de movimento em sobreviventes de câncer de mama e comparar com exercícios em solo (ES) e grupo controle (GC). Trata-se de uma Revisão sistemática com metanálises, seguindo as recomendações da Cochrane Collaboration, PRISMA Statement e AMSTAR 2. As buscas foram realizadas em dez bases de dados (1945-2022), o risco de viés foi avaliado pelo risk of bias 2 (RoB-2) e a evidência foi classificada pelo Grades of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Foram identificados 1.873 estudos, nove foram incluídos e quatro fizeram parte das metanálises; 22,2 % dos estudos foram classificados com baixo risco de viés. Nenhum efeito adverso relevante foi relatado. Os EA foram superiores ao grupo controle para o desfecho QV no subdomínio emocional com tamanho de efeito de 0,58 (IC 95 %: 0,19; 0,97; P=0,004), sem relato de heterogeneidade (I²=0%), a qualidade da evidência foi classificada como alta. Quando comparados com ES, não foram encontradas diferenças com significância para o desfecho dor (DMP=1,10; IC 95 %: 1,53; 3,74; P=0,41), heterogeneidade alta (I²=97 %) e qualidade da evidência, baixa. Os EA foram efetivos na qualidade de vida, para o subdomínio emocional quando comparados com GC e efeito adverso importante algum que contraindiquem EA foram encontrados.
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    Efeito de dois anos de treinamento com pesos sobre a força muscular, composição corporal, perfil glicêmico e lipídico em mulheres idosas
    (2016-12-06) Cyrino, Letícia Trindade; Cardoso Junior, Crivaldo Gomes; Deminice, Rafael; Ribeiro, Alex Silva
    Introdução: O envelhecimento causa modificações em diversas variáveis e idosos tornam-se mais susceptiveis a perturbação de sua saúde. Neste sentido, a prática de treinamento com pesos (TP) apresenta-se como estratégia para previnir ou mesmo mitigar o agravo de condições adversas. Entretanto, as informações sobre os possíveis efeitos do TP em mulheres, a partir de um período de intervenção prolongado são escassas. Objetivo: Verificar o efeito de dois anos de TP sobre a força muscular, composição corporal, perfil glicêmico e lipídico em mulheres idosas. Métodos: Sessenta e uma mulheres idosas (= 60 anos) e fisicamente independentes foram submetidas a dois anos de TP progressivo. As variáveis força muscular, massa muscular, qualidade muscular, gordura corporal, densidade e conteúdo mineral ósseo, água corporal total (ACT) e suas frações intra (AIC) e extracelular (AEC), glicose, colesterol total (CT), lipoproteína de alta densidade (HDL-c), lipoproteína de baixa (LDL-c) e muito baixa densdade (VLDL-c), e triglicerídeos (TG) foram analisadas na linha de base, após um ano (1 ano) e após dois anos (2 anos) de intervenção. Os programas de TP foram compostos padronizadamente por oito exercícios para os diferentes segmentos corporais (membros inferiores, tronco e membros superiores) e executados em 1-3 séries com múltiplas repetições, com uma frequência de duas a três sessões semanais. Os resultados são apresentados em média e desvio-padrão. Análise de variância (ANOVA) foi utilizada para a comparação das médias das variáveis ao longo do tempo, seguida pelo post hoc de Bonferroni para identificar as diferenças quando o valor de F foi significante. O valor de significância adotado foi de P < 0,05. Resultados: Todas as participantes realizaram no mínimo 85% das sessões de treinamento programadas. Aumentos significantes foram encontrados na força muscular, qualidade muscular, ACT, AIC, densidade mineral óssea e HDL-c (P <0,05). Por outro lado, uma redução significante foi identificada nas variáveis glicose, triglicerídeos, LDL-c e VLDL-c (P < 0,05). Conclusão: Os resultados sugerem que a prática do TP por períodos prolongados de tempo é uma estratégia efetiva para melhorar a força muscular, a qualidade muscular, a composição corporal e biomarcadores metabólicos em mulheres idosas.
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    Tracking do tempo de tela e sua associação com a função cognitiva em adolescentes escolares: um estudo longitudinal de três anos
    (2022-06-28) Freitas, Mileny Caroline Menezes de; Ronque, Enio Ricardo Vaz; Silva, Danilo Rodrigue Pereira da; Cossio-Bolaños, Marco
    O objetivo do presente estudo foi analisar o tracking do tempo de tela (TT) e sua associação com a função cognitiva em adolescentes escolares da rede pública de ensino do município de Londrina-PR. O presente estudo se refere à segunda fase (follow-up) de um estudo longitudinal de base escolar, para o qual foram elegíveis os indivíduos que possuíssem dados completos na primeira fase (baseline), totalizando uma amostra de 394 escolares. Em ambas as fases foram coletadas informações sociodemográficas (escolaridade da mãe e idade), TT (questionário), atividade física (acelerometria), aptidão cardiorrespiratória (Shutlle-run). No follow-up foram coletadas as variáveis do controle cognitivo (controle inibitório [Teste de Stroop] e memória de trabalho [Teste de blocos de Corsi]), BDNF (coleta sanguínea). Generalized Estimating Equations (GEE) foi utilizada para análise do tracking. Análises de regressão linear múltipla com os devidos ajustes, foram realizadas no programa SPSS 25.0, adotando-se P<0,05. Participaram do estudo 153 adolescentes, com média de idade de 14,5 (0,7) anos. Rapazes diminuíram o tempo de assistir TV (26,3% vs. 12,8%; P<0,001), VG (21,9% vs. 15,3%; P<0,001), PC (estudo) (7,9% vs. 4,2%; P<0,001) e PC (lazer) (17,5% vs. 9,6%; P<0,001). As moças, diminuíram, TV (26,8% vs. 14,7%; P<0,001); VG (23,2% vs. 15,8%; P<0,001); PC (estudo) (6,3% vs. 3,2%; P<0,001); PC (lazer) (12,1%; P<0,001). Rapazes aumentaram o tempo de assistir na TV/celular/tablete (TCT) (13,1% vs. 32,7%; P<0,001) e celular (13,3% vs. 25,4%; P<0,001) e moças TCT (15,5% vs. 31,1%; P<0,001) e celular (16,1% vs. 25,6%; P<0,001). Para ambos os sexos, o tempo de TV apresentou moderada estabilidade, rapazes (ß=0,45; P<0,001) e moças (ß=0,55; P<0,001), alta estabilidade no tempo de TCT (ß=0,87; P<0,001) e celular (ß=0,67; P<0,001) para rapazes, bem como, TCT (ß=0,85; P<0,001) e celular (ß=0,69; P<0,001) para as moças. O aumento do ?% de celular associou negativamente com total score (ß=-0,24; r2= 0,06; P= 0,01) e block span (ß=-0,21; r2= 0,06; P= 0,02) (memória de trabalho) e positivamente com resposta congruente (controle inibitório) (ß=0,21; r2= 0,09; P= 0,01). A redução do tempo de TV associou-se positivamente com o tempo de reação (TR) incongruente (controle inibitório) (ß=0,19; r2= 0,12; P= 0,03). A redução do tempo de VG (ß=0,23; r2= 0,17; P= 0,01), PC lazer (ß=-0,19; r2= 0,16; P= 0,03) e PC estudo (ß=0,30; r2= 0,20; P= 0,001) associou-se de forma positiva com BDNF. Conclui-se que, o período dos 11 os 14 anos de idade demonstra um tendencia de estabilidade moderada a alta em decorrência do tipo de dispositivo, ademais, a associação positiva observada na redução do tempo de TV, VG e PC para estudo e lazer com o controle cognitivo, indica que estes TT podem ser um fator de risco à saúde cognitiva em adolescentes, portanto devem ser limitados.