Proença Junior, Mário LemesKomarchesqui, Mateus2026-09-082026-09-082026-08-25https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19917Resumo: Ataques cibernéticos visam degradar a qualidade de serviços de uma rede, motivados por interesses que variam de políticos a monetários. Sistemas de detecção de intrusão, frequentemente implementados com algoritmos de aprendizado profundo, modelam o comportamento do usuário legítimo ajustando múltiplos parâmetros numéricos durante o treinamento. Como esse processo não é transparente para agentes humanos, estratégias de inteligência artificial explicável emergem como métodos práticos para elucidar o funcionamento interno desses sistemas. A maioria dos autores utiliza técnicas de explicabilidade, como SHapley Additive exPlanations (SHAP), apenas para exibir a magnitude da importância das características, desconsiderando a orientação dos impactos, a distinção entre classes de tráfego e a dimensão temporal do tráfego. Essa análise superficial oculta comportamentos enviesados: características prejudiciais permanecem no modelo e sustentam altas taxas de falsos alarmes e de ataques indetectados, penalizando usuários legítimos e sobrecarregando a triagem de incidentes. Esta dissertação propõe uma metodologia cíclica e transparente para explicar e otimizar sistemas de detecção de intrusão caixa-preta por meio de uma análise profunda de explicações de SHAP, aproveitando seu potencial para alcançar tanto um treinamento quanto um produto final explicáveis. Propõe-se um algoritmo de subamostragem não supervisionado, baseado em agrupamento hierárquico por densidade, que viabiliza computacionalmente o KernelSHAP sem comprometer a representatividade dos dados. As explicações estáticas e temporais são avaliadas de forma isolada por categoria de tráfego, considerando magnitude e orientação das contribuições, decaimento de influência e efeito de atraso temporal, o que fundamenta o descarte transparente das características enviesadas e o retreino do sistema. Realizam-se experimentos com dois sistemas de arquiteturas e paradigmas distintos: um baseado em redes adversárias generativas, proposto por autor externo, e outro em autocodificadores variacionais β. Para o primeiro, o coeficiente de correlação de Matthews (MCC) elevou-se de 0,804 para 0,851 no conjunto CIC-DDoS2019 e de 0,703 para 0,916 no CSE-CIC-IDS2018, com reduções de 26,6% e 92,3% nos falsos negativos. O segundo obteve avanços absolutos de 0,116 e 0,154 no MCC para essas mesmas bases e elevou o MCC médio de 0,928 para 0,952 no Orion2026, mitigando a penalização de tráfego legítimo entre diferentes cardinalidades de atacantes e vítimas. Conclui-se que a otimização guiada por SHAP é agnóstica à arquitetura e ao cenário de dados, entregando um sistema mais assertivo, mais enxuto e auditável, capaz de reduzir a saturação operacional da gerência de redesporExplicações aditivas de shapleyOtimização de desempenhoRedes adversárias generativas (Redes de computadores)Autocodificadores variacionaisSistemas de detecção de intrusão (Segurança do computador)Inteligência artificial explicável para otimização de sistemas de detecção de anomalias em redes de computadoresExplainable artificial intelligence for optimization of anomaly detection systems in computer networksDissertaçãoCiências Exatas e da Terra - Ciência da ComputaçãoCiências Exatas e da Terra - Ciência da ComputaçãoShapley additive explanationsPerformance optimizationGenerative adversarial networks (Computer networks)Variational autoencodersIntrusion detection systems (Computer security)