Fornazieri, Marco AurélioTomazini, Vinícius Simon2026-02-092026-02-092025-12-08https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19115Introdução: Tumores malignos do nariz e dos seios paranasais são raros, representando cerca de 3% dos tumores de cabeça e pescoço, com alta morbimortalidade e maior incidência em homens. Os principais tipos histológicos são carcinoma de células escamosas e adenocarcinomas, que correspondem aproximadamente 80% dos casos, apresentando sintomas inespecíficos. O diagnóstico definitivo é realizado por análise histopatológica, e o tratamento varia de acordo com tipo e o estágio do tumor, sendo a cirurgia a principal modalidade terapêutica. A recorrência local é uma causa significativa de falha no tratamento, especialmente devido ao diagnóstico tardio. Este estudo avalia o desfecho de sobrevida e investiga dados epidemiológicos de pacientes com lesões epiteliais respiratórias malignas do nariz e seios paranasais. Esses tipos de câncer são raros, e os dados sobre suas características e prognóstico ainda são limitados na literatura brasileira. Objetivo: Avaliar os desfechos de sobrevida de pacientes com lesões epiteliais respiratórias malignas da cavidade nasal e dos seios paranasais tratados em um hospital terciário, além de definir o perfil epidemiológico desses pacientes. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com base em prontuários médicos de 2007 a 2021, utilizando amostra de conveniência. O desfecho primário foi a mortalidade por todas as causas, com a mediana de sobrevida medida em meses. O desfecho secundário incluiu a análise epidemiológica dos casos. As curvas de sobrevida de Kaplan-Meier foram utilizadas para avaliar a mediana de sobrevida, e o teste log-rank comparou as diferenças de sobrevida entre o carcinoma de células escamosas (CCE) e outros subtipos histológicos. Resultados: Foram incluídos 15 pacientes, com idade média de 54,13 anos, sendo 73,33% do sexo masculino. O CCE foi o subtipo mais frequente (60%), seguido por adenocarcinomas e outros subtipos raros. A mediana de sobrevida foi de 65 meses, sem diferenças estatisticamente significativas de sobrevida entre o CCE e os outros subtipos (p = 0,10). O tratamento cirúrgico foi a abordagem mais comum, realizada em 80% dos casos. Conclusão: Este estudo fornece dados relevantes sobre a sobrevida de carcinoma e adenocarcinoma no Brasil com uma mediana de sobrevida geral de 65 meses, destacando a maior prevalência do carcinoma de células escamosas. Ressalta a importância do acompanhamento contínuo e evidencia a necessidade de estudos maiores e de um banco de dados nacional. Pesquisas multicêntricas podem aprimorar a compreensão do prognóstico desses pacientes, possibilitando um acompanhamento mais adequado às particularidades do contexto brasileiroporAnálise de SobrevidaCarcinomasEpidemiologiaNeoplasias da Cavidade NasalNeoplasias dos Seios ParanasaisPrognósticoAdenocarcinomaDesfechos de sobrevivência em lesões epiteliais respiratórias malignas da cavidade nasal e seios paranasais: um estudo de coorte baseado em subtiposSurvival outcomes in malignant respiratory epithelial lesions of the nasal cavity and paranasal sinuses: a subtype-based cohort studyDissertaçãoCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaCarcinomaEpidemiologyNasal Cavity NeoplasmsParanasal Sinus NeoplasmsPrognosisSurvival AnalysisAdenocarcinoma