Verri Júnior, Waldiceu AparecidoYaekashi, Kelly Megumi2026-05-112026-05-112024-03-25https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19244O vírus Chikungunya (CHIKV), desencadeia sintomas que normalmente são solucionados pelo próprio sistema imunológico, porém é na fase crônica que os pacientes mais sofrem. A artrite crônica de Chikungunya (ACC), gera implicações econômicas e sociais, incluindo o impacto na qualidade de vida dos pacientes infectados, pela perda da mobilidade e da produtividade econômica. ACC é normalmente confundida com a artrite reumática (AR), devido às similaridades clínicas, sendo assim, medicados com AINES ou opioides, que a longo prazo podem gerar efeitos colaterais, prejudiciais para o organismo. Dessa forma, a busca por moléculas que sejam mais efetivas e com menos efeitos colaterais se faz necessárias. Os mediadores lipídicos pró-resolução especializados (SPMs) são moléculas produzidas durante a fase de resolução da inflamação e possuem atividade pró-resolutiva e analgésica. A Maresina 2 (MaR2) um SPM, derivado do ácido graxo ômega-3, exibe efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, com capacidade de modular atividade dos canais iônicos TRPV1 e TRPA1 dos nociceptores. O objetivo desse estudo foi de investigar o potencial analgésico da MaR2 em modelo de dor articular e ativação neuronal induzido pelo vírus CHIKV inativado (100 UFF/10µL) e a sua proteína envelope recombinante E2 (rE2) (100ng/10µL) pela via intra-articular (i.a.), além de confirmar e avaliar se os canais TRPA1 e TRPV1 apresentam alguma relação com a formação da hiperalgesia durante a infecção e se o lipídio é capaz de modular essa ativação. CHIKVi e E2 induzem hiperalgesia mecânica e térmica nos camundongos Swiss e esse estado consegue ser reduzido ao ser tratado com 10 ng de MaR2, via intratecal (i.t.), demonstrando o seu efeito analgésico. Para verificar como a parte neuronal está envolvida na formação da hiperalgesia, foi realizada a técnica de imageamento de cálcio, in vitro, com gânglio da raiz dorsal (DRG). Observou que os neurônios estimulados com CHIKVi tiveram um influxo de cálcio maior, quando comparado com o Mock (grupo controle) e isso se dá pela capacidade do vírus de modular a atividade dos canais TRPV1 e TRPA1, apresentando um influxo muito maior quando esses canais eram ativados. Quando foram pré-tratados com a MaR2, o influxo de cálcio reduziu mesmo na presença do CHIKVi e dos agonistas para TRPV1 e TRPA1. A imunofluorescência, in vivo, demonstrou a intensidade de fluorescência maior em DRG de animais estimulados com o vírus inativado, afirmando a capacidade do CHIKVi em agir diretamente na ativação dos canais iônicos para gerar a hiperalgesia. Esse estado foi revertido quando tratados com a MaR2, pela capacidade desse lipídio de reduzir/ inibir a ativação dos ambos os canais, o que leva a sua ação analgésica. Já se sabe que CHIKVi e rE2 tem capacidade em modular a atividade do canal TRPV1, porém ainda não há dados para TRPA1. Com os resultados in vitro e in vivo, há possibilidade do TRPA1 de ter a sua ativação modulada pelo vírus. Para confirmar isso, a hiperalgesia mecânica foi realizada em animais induzidos com CHIKVi ou rE2 e tratados após uma hora, via i.t., com o HC-030031, antagonista seletivo do TRPA1. Ao bloquear o canal, a hiperalgesia mecânica foi reduzida, demonstrando a relação do canal iônico na formação da hiperalgesiaporChikungunya - VírusCanal TRPV1Maresina 2HiperalgesiaTRPA1ArtriteSistema imunológicoPacientesMaresina 2 (MaR2) reduz dor articular e ativação neuronal em modelo de dor induzidos pelo vírus Chikungunya inativado e sua proteína recombinante E2 em camundongosMaresin 2 reduces articular pain and neuronal activation induced by inactivated Chikungunya virus and its protein E2 in miceDissertaçãoCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaChikungunya virusTRPA1 channelTRPV1Maresin 2HyperalgesiaArthritisImmune systemPatients