Grion, Cíntia Magalhães CarvalhoPaula, Raquel Bergamasco e2026-08-212026-08-212025-05-28https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19521Introdução: O avanço tecnológico na terapia intensiva, que permitiu o aumento na sobrevida do doente crítico, proporcionou também o crescimento de uma população marcada pela persistência de disfunções orgânicas e pela dependência de suporte artificial de vida. A doença crítica crônica (DCC) é caracterizada pela síndrome da inflamação, imunossupressão e catabolismo persistentes (PICS), frequentemente associada a episódios de sepse no âmbito hospitalar e ao aumento da resistência antimicrobiana. Objetivo: Descrever a evolução clínica dos pacientes internados por oito dias ou mais em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Londrina destacando, nos episódios de sepse, o sítio de infecção, agente etiológico e perfil de resistência antimicrobiana. Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo que analisou todos os pacientes adultos internados em uma UTI geral de doentes agudos nos períodos de julho de 2022 a junho de 2023. Foram analisados dados demográficos, escores Simplified Acute Physiology Score 3 (SAPS3) e Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) na admissão, presença de sepse, sítio de infecção e microrganismos associados, perfil de resistência antimicrobiana, necessidade de readmissão, decisão de cuidados paliativos (CP), tempo de permanência hospitalar e na UTI e mortalidade. Resultados: Dos 792 pacientes incluídos, 166 (20,9%) permaneceram internados na UTI durante oito dias ou mais. A presença de choque séptico no primeiro dia de internação ocorreu em 60,2%. A taxa de mortalidade na UTI foi de 33,7%, e hospitalar de 50%. A mediana do tempo de internação hospitalar foi 26 dias (17-43). Dentre os pacientes com DCC, 12% receberam indicação de CP. O modelo de regressão logística identificou as variáveis SAPS3, choque séptico na admissão e após a alta da UTI e múltiplas infecções diagnosticadas durante a internação hospitalar como preditoras de mortalidade hospitalar. Foram diagnosticados 362 episódios de infecção. Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica (PAV), Infecção do Trato Urinário (ITU) e Infecção de Corrente Sanguínea (ICS) foram os sítios mais prevalentes (40%, 20,7% e 19,6% respectivamente). Bactérias do grupo ESKAPE (Enterococcus spp, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Enterobactérias) foram responsáveis por 57% de todas as amostras positivas, com aumento progressivo de resistência ao longo do período de internação e predomínio de resistência aos carbapenêmicos. Conclusões: Fatores relacionados ao comprometimento orgânico na admissão da UTI e presença de sepse e choque séptico durante a internação e após a alta da UTI, além de múltiplas infecções, foram preditores de mortalidade hospitalar. Bactérias multirresistentes do grupo ESKAPE foram encontradas desde a admissão, e o perfil de sensibilidade antimicrobiana evidenciou crescente aumento da resistência no decorrer do estudoporDoente crítico crônicoSepseReadmissãoUnidade de Terapia IntensivaInfecções relacionadas à assistência à saúdeDoença crônicaResistência microbiana a medicamentosEvolução clínicaImpacto de infecções relacionadas à assistência à saúde no prognóstico do paciente crítico crônico em um hospital universitário brasileiroImpact of hospital-acquired infections on the prognosis of the chronic critical ill in a brazilian university hospitalTeseCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaChronic critical illnessSepsisPatient ReadmissionIntensive Care UnitsHospital-Acquired InfectionsChronic diseasesAntimicrobial resistanceClinical course