Vespero, Eliana CarolinaSoncini, João Gabriel Material2026-08-242026-08-242025-07-29https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19544Escherichia coli é um importante microrganismo, com alta capacidade de adquirir genes associados a fatores de virulência e de resistência a antimicrobianos, o que representa um risco alarmante à saúde pública. Nesse contexto, este estudo teve como objetivos: (i) caracterizar genotipicamente 135 isolados de E. coli isoladas de culturas de urina de pacientes da comunidade (n = 59) e de carnes de frango (n = 52) e suína (n = 24) para consumo; e (ii) avaliar a resposta evolutiva do clone ST131 à exposição ao seu bacteriófago lítico. As amostras foram coletadas, entre 2016 e 2019, de pacientes atendidos em Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimentos, no município de Londrina. A identificação e o teste de sensibilidade foram realizados pelo sistema automatizado VITEK® 2. Os isolados selecionados tiveram seus genomas sequenciados pela plataforma NextSeq (Illumina) e submetidos a análises bioinformáticas para tipagem, identificação de resistoma e viruloma. Posteriormente, foi conduzido um experimento de coevolução entre o isolado E. coli ST131 e seu bacteriófago por 30 dias, com transferências seriadas em meio nutritivo, monitorando-se a contagem bacteriana, a atividade fágica e a resistência bacteriana. A contagem bacteriana e a suscetibilidade a fagos foram avaliadas por spot tests em ágar, enquanto a suscetibilidade a drogas antimicrobianas foi realizada por testes padrão de diluição em ágar. No estudo de vigilância, os principais sequence types encontrados foram ST131 (n = 14), ST38 (n = 10), ST648 (n = 9) e ST354 (n = 7). O ST131 (filogrupo B2) predominou em isolados humanos, enquanto o ST38 (filogrupo D) predominou em amostras de carne. A mutação do gene gyrA (n = 106) foi o mais frequente entre as amostras, enquanto a ESBL mais prevalente foi blaCTX-M-55 (n = 38). Genes de virulência, como gad (n = 107) e iss (n = 101) foram mais comuns entre os isolados. Durante o experimento de coevolução, um total de 40 isolados de E. coli e seus respectivos 40 fagos coevoluídos foram analisados. Entre os principais achados, observou-se o aumento progressivo da resistência ao fago, entretanto, os isolados mantiveram ou aumentaram a suscetibilidade às drogas antimicrobianas. Em 72,7% dos isolados, o perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos foi mantido, e em 17,6% houve diminuição, sugerindo um custo adaptativo da resistência fágica. Esses achados ressaltam a complexa epidemiologia de E. coli resistente em ambientes comunitários e alimentares, além de destacar a importância de compreender a interação bactéria-fago. Estudos futuros são necessários para elucidar esses mecanismos e avançar na aplicação clínica da fagoterapiaporResistência antimicrobianaOne healthST131FagoterapiaEvolução experimentalEscherichia coliSaúde únicaTerapia por fagosCaracterização molecular de Escherichia coli de origem humana e alimentar, exposição a bacteriófagos do clone ST131 e sua resposta evolutivaMolecular characterization of Escherichia coli from human and food sources, exposure of the ST131 clone to bacteriophage and its evolutionary responseTeseCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaAntimicrobial resistanceOne healthST131Phage therapyExperimental evolutionEscherichia coliPhage therapy