Martins-Pinge, Marli CardosoCampos, Blenda Hyedra de2026-08-282026-08-282024-06-24https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19752A doença de Parkinson é uma doença neurológica idiopática caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta (SNpc), levando a uma diminuição da dopamina no corpo estriado. Além dos sintomas motores clássicos, a DP apresenta vários sintomas não motores, incluindo alterações cardiovasculares, como hipotensão ortostática e pós-prandial e instabilidade da pressão arterial. A menor prevalência de DP em mulheres pode estar relacionada ao possível efeito neuroprotetor do estrogênio. Estudos apontam para o envolvimento do estresse oxidativo na neurodegeneração da DP, porém, ainda não há evidências sobre isso em órgãos periféricos. Não há estudos que elucidem participação do estrogênio nas alterações cardiovasculares em mulheres induzidas parkinsonismo, bem como seus efeitos no equilíbrio redox nos órgãos do sistema cardiovascular. Este estudo tem como objetivo avaliar o papel do estrogênio nos parâmetros cardiovasculares, autonômicos, oxidativos e morfológicos de ratas ovariectomizadas induzido ao parkinsonismo e tratado com estrogênio. Ratas Wistar foram submetidas à ovariectomia (OVX). As ratas foram tratadas com estradiol (1mg/Kg) ou óleo de amêndoas (veículo). Após 7 dias, foi realizada a infusão bilateral de 6-OHDA na SNpc para induzir parkinsonismo ou infusão de solução salina para o grupo de controle. No 14º dia experimental, os animais utilizados para análise de parâmetros cardiovasculares foram submetidos ao cateterismo ou avaliação de ECG. Após 24 horas, os animais cateterizados foram submetidos ao registro de PA e FC. Os animais usados para análise do equilíbrio redox e análises histológicas foram eutanasiados, também no 15º dia, e foram coletados ventrículo direito, esquerdo e aorta torácica para análise de danos oxidativos e antioxidantes, análises morfológicas, de apoptose e quantificação de colágeno e elastina. Não houve diferenças significativas na PAM e FC entre os grupos; contudo, o eletrocardiograma revelou alterações que resultaram no aumento do segmento ST, causado tanto pelo parkinsonismo quanto pelo tratamento com estradiol, indicando uma extensão do potencial de ação nos ventrículos. Os resultados de dano oxidativo e das barreiras antioxidantes variaram entre os órgãos analisados, com diferentes alterações decorrentes da lesão por 6-OHDA ou do tratamento com estradiol, dependendo do tecido examinado. A indução do parkinsonismo promoveu apoptose no coração, que foi parcialmente reduzida pelo tratamento hormonal. Houve uma diminuição do colágeno nos ventrículos e na aorta torácica devido ao parkinsonismo, e o estradiol não conseguiu reverter essa alteração. No coração, o tratamento com estradiol aumentou a quantidade de elastina, enquanto na aorta, esse aumento foi provocado pelo parkinsonismo. Devido à variabilidade nos resultados entre os órgãos avaliados, é difícil determinar a relevância fisiopatológica das alterações causadas pelo parkinsonismo e o papel do estrógeno nessas mudanças. Portanto, estudos adicionais são necessários para elucidar os mecanismos de ação envolvidos.porPressão arterialAutonômicoEstresse oxidativoParkinsonEstrógenoDoença de ParkinsonSistema cardiovascularEstradiolApoptoseEstudo da fisiopatologia cardiovascular de ratas induzidas ao parkinsonismo por 6-hidroxidopamina, ovariectomizadas e tratadas com estrógenoStudy of the cardiovascular pathophysiology of female rats induced with parkinsonism by 6-hydroxydopamine, ovariectomized, and treated with estrogenTeseCiências Biológicas - Biologia GeralCiências Biológicas - Biologia GeralBlood pressureAutonomicOxidative stressParkinsonEstrogenParkinson's diseaseCardiovascular systemEstradiolApoptosis