Cristovão, Vera Lúcia LopesBraz, Bruna Oliveira2026-06-222026-06-222026-02-27https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19296Investiguei nesta dissertação as contradições da transformação da educação em plataformas no estado do Paraná. Foquei no ensino de língua inglesa dentro da lógica do mercado e do capitalismo de plataforma e justifiquei este estudo por conta do conflito entre os relatórios oficiais de sucesso e a falta de conhecimento que vi na minha prática como professora em escolas públicas. Meu objetivo geral foi analisar como a plataforma Inglês Paraná mostra as pressões do capitalismo atual. Avaliei se ela segue a Base Nacional Comum Curricular e o Referencial Curricular para o Ensino Médio do Paraná. Também analisei os efeitos na liberdade de ensinar e na formação dos estudantes. Usei o Materialismo Histórico-Dialético para entender a realidade como um todo marcado por conflitos, e da teoria do Interacionismo Sociodiscursivo para examinar as vozes e as avaliações nas respostas das participantes e dos participantes. Adotei uma pesquisa de natureza mista (quanti e qualitativa) com objetivos de descrever e explorar o tema proposto. Meu caminho metodológico incluiu uma pesquisa em documentos como o Registro de Classe On-line e os materiais da Secretaria da Educação. Analisei 362 tarefas do Nível Quatro da plataforma e as questões da Prova Paraná de 2024. Também realizei um estudo de caso com 68 professoras e professores, e quatro egressos e egressas do ensino médio paranaense, por meio de questionários do tipo survey. Meus resultados apontaram para como a plataforma defende uma visão de língua baseada apenas em repetição e comportamento mecânico. Identifiquei que 99,5% das atividades focam em tarefas simples, como reconhecer padrões isolados. Apenas 0,5% das tarefas incentivam a interação real entre as pessoas, o que apontou uma distância enorme entre o discurso da SEED — que, teoricamente, segue as diretrizes oficiais nacionais e estaduais — e a prática feita pela ferramenta. Analisar a Prova Paraná confirmou essa lógica ao reduzir a leitura ao treinamento para o teste e à tradução literal. Além disso, mais de 66% dos docentes concordam que a plataforma atrapalha a liberdade de escolher como ensinar, e mais de 60% estão insatisfeitos com a qualidade da educação que conseguem oferecer por conta do recurso. Entre os que se formaram no ensino médio recentemente, ninguém disse que a plataforma ajudou a entender as aulas ou trouxe motivação para aprender. Por fim, cheguei à conclusão de que essa política é uma forma de colonialismo digital pois substitui o conhecimento local por licenças de empresas estrangeiras que não conhecem a nossa realidade. A ferramenta funciona como um meio de controle que transforma o professor em um fiscal de números e o aluno em um operador de tarefas. O sistema cria um silêncio pedagógico que prefere os dados do computador à educação que incentiva o pensamento críticoporPlataformização da educaçãoEnsino de língua inglesaNeoliberalismoAutonomia docentePlataforma Inglês ParanáProva ParanáEnsino de língua inglesa - ParanáPolíticas educacionaisTecnologia educacionalBase Nacional Comum CurricularEducação pública - Londrina (PR)Ensino médioInglês em um clique: discutindo a educação na era das plataformas digitais no ParanáOne-click english: discussing education in the digital platform era in the state of ParanáDissertaçãoLingüística, Letras e Artes - LingüísticaLingüística, Letras e Artes - LingüísticaPlatformisation of educationEnglish teachingNeoliberalismTeacher agencyInglês Paraná platformProva ParanáEnglish language teaching - ParanáEducational policiesEducational technologyNational Common Curriculum BasePublic educationHigh school