Estanislau, Célio RobertoLeeuwen, Marinus van2026-08-212026-08-212025-09-19https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19499Introdução: A exposição pesada ao álcool na adolescência já foi associada a desfechos negativos na vida adulta, incluindo aumento do risco de desenvolver Transtorno por Uso de Álcool (TUA). Embora pesquisas pré-clínicas tenham contribuído para o entendimento dessas consequências a longo prazo, muitos estudos não incorporaram características importantes do TUA em seus modelos, como diferenças sexuais, protocolos de consumo voluntários e desenhos experimentais de alta replicabilidade. O presente estudo teve como objetivo suprir essas lacunas, avaliando os efeitos a longo prazo da intoxicação alcoólica na adolescência sobre comportamentos tipo TUA em ratos Wistar adultos de ambos os sexos. Método: 110 ratos Wistar (55 machos e 55 fêmeas) foram divididos em oito grupos de acordo com as variáveis: (1) sexo (masculino ou feminino), (2) intoxicação alcoólica na adolescência (expostos ou não expostos) e (3) exposição ao álcool na fase adulta (expostos ou não expostos). O primeiro protocolo ocorreu entre os dias pós-natais (DPN) 30 e 48, período em que os ratos receberam solução alcoólica a 3,5 g/Kg via intraperitoneal (i.p.). Foram avaliadas a latência e a duração da Perda do Reflexo Postural (LORR). Ao término do protocolo, os animais foram submetidos a aproximadamente três semanas de privação de álcool. No DPN 72, o consumo voluntário de álcool e água foi avaliado por meio do protocolo Two-bottle choice (TBC) por cerca de cinco semanas (total de 14 sessões). Os ratos foram colocados em gaiolas individuais por 24 horas, com uma garrafa contendo água potável e outra com solução alcoólica a 20% v/v em água potável. Após o término do TBC, o comportamento de pressão à barra foi modelado para autoadministração operante de álcool. Quando a resposta-alvo foi selecionada, os animais passaram por 10 sessões do protocolo de esvanecimento de sacarose (sucrose fading). Posteriormente, ocorreu a fase de testes, composta por cinco sessões de autoadministração operante de álcool. Os ratos foram privados de álcool para avaliação dos efeitos tipo abstinência no labirinto elevado em cruz (EPM) e em uma sessão única de autoadministração de álcool. O método de clusterização Fuzzy C-Means foi aplicado para avaliar possíveis subgrupos mais susceptíveis ao consumo de álcool. Resultados: Os ratos apresentaram aumento da sensibilidade aos efeitos do álcool no protocolo LORR. Os resultados do TBC indicaram que a exposição alcoólica na adolescência pode aumentar a preferência e o consumo de álcool na vida adulta. Foi observada diferença significativa entre os sexos na autoadministração operante de álcool. A exposição alcoólica na adolescência também foi associada a prejuízos na avaliação de risco no EPM. As análises provenientes da clusterização sugeriram a existência de subgrupos com maior motivação para o consumo operante de álcool. O tratamento LORR alterou o peso corporal no grupo que recebeu álcool na adolescência. Ratos machos exibiram crescimento compensatório (catch-up), recuperando o peso típico na fase adulta, enquanto as fêmeas não apresentaram tal recuperação. Conclusão: A exposição intensa ao álcool durante o início da adolescência pode gerar consequências duradouras na vida adulta, aumentando comportamentos semelhantes ao TUA, particularmente em subgrupos de animais.porWistarAdolescênciaTranstorno por Uso de ÁlcoolComportamento OperanteLorrConsumo de bebidas alcoólicasBebidas alcoólicas - ConsumoRatos WistarDiferenças sexuaisAvaliação de riscosEfeitos longitudinais da intoxicação alcoólica na adolescência em um modelo de Transtorno por Uso de Álcool em ratos Wistar adultos machos e fêmeasHeavy adolescent alcohol exposure in Wistar rats long-term adult outcomes and sex-specific effects in an Alcohol Use Disorder modelDissertaçãoCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaWistarAdolescenceAlcohol Use DisorderOperant BehaviorLorrConsumption of alcoholic beveragesAlcoholic beverages - ConsumptionWistar MiceSexual differencesRisk assessment