Capobiango, Jaqueline DarioGiroldo, Isabella Rodrigues2026-08-272026-08-272026-03-11https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19653Introdução: A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Permanece um importante problema de saúde pública, especialmente em países com elevada prevalência da infecção, como o Brasil. É transmitida por via vertical durante a gestação. Está associada a uma ampla variedade de manifestações clínicas, frequentemente ausentes, inespecíficas e muitas vezes tardias, juntamente com as limitações dos métodos laboratoriais disponíveis e a necessidade do seguimento prolongado das crianças expostas, torna seu diagnóstico um desafio, mesmo em serviços especializados. O objetivo do estudo foi analisar os aspectos clínicos e laboratoriais de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita atendidos em um serviço de referência do estado do Paraná. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte descritivo, no qual foram analisados dados clínicos e laboratoriais obtidos a partir de prontuários de crianças com suspeita de infecção pelo Toxoplasma gondii. Foram avaliadas informações referentes às manifestações clínicas, resultados de exames laboratoriais para pesquisa de anticorpos (IgA, IgM e IgG), teste de avidez de IgG e a conduta terapêutica utilizada. Os pacientes foram classificados conforme o desfecho diagnóstico em toxoplasmose congênita confirmada ou exposição vertical sem infecção por Toxoplasma gondii. Resultados: Os resultados demonstraram que de 41 crianças com suspeita de infecção pelo T. gondii, 31 (75,6%) foram classificadas como exposição vertical, enquanto 10 (24,4%) apresentaram diagnóstico confirmado de toxoplasmose congênita (TC). As alterações oculares e do sistema nervoso central foram encontradas em 50% e 70% respectivamente, em crianças infectadas. 20% dos pacientes não apresentaram manifestações clínicas iniciais, incluindo lesões oculares ou sistema nervoso, evidenciando o caráter frequentemente assintomático da doença ao nascimento. Os métodos sorológicos apresentaram limitações importantes, com baixa sensibilidade da IgM e IgA e dificuldade na interpretação da IgG devido à presença de anticorpos maternos. O teste de avidez de IgG mostrou aplicabilidade restrita no contexto neonatal. Dificuldades no seguimento e na realização completa dos exames laboratoriais foram observadas, impactando a definição diagnóstica. Conclusão: É possível concluir que o diagnóstico da toxoplasmose congênita permanece complexo e depende da integração entre dados clínicos, laboratoriais e do seguimento das crianças expostas. É fundamental o fortalecimento de protocolos de seguimento para favorecer a identificação precoce da infecção e a prevenção de sequelas graves.porToxoplasma gondiiToxoplasmose CongênitaToxoplasmoseDiagnóstico LaboratorialToxoplasmaTécnicas de laboratório clínicoAnálise clínica e laboratorial de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita na Universidade Estadual de Londrina, ParanáClinical and laboratory analysis of patients with suspected congenital toxoplasmosis at the State University of Londrina, ParanáDissertaçãoCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaToxoplasma gondiiCongenital ToxoplasmosisToxoplasmosisLaboratory DiagnosisToxoplasmosis, congenitalToxoplasmaClinical laboratory techniques