Almeida, Joyce Elaine deTutia, Evellyn Ramon Fagundes2026-06-222026-06-222026-02-19https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19293Esta dissertação tem como objetivo investigar o ensino da língua inglesa sob a perspectiva da variação linguística, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Educacional. Parte-se da concepção de língua como um fenômeno social, histórico e heterogêneo, cujos usos se constituem a partir das práticas sociais e das condições de produção dos enunciados. Nesse sentido, questiona-se a centralidade do ensino normativo e homogêneo da língua inglesa, ainda predominante no contexto escolar, e propõe-se uma abordagem que valorize a diversidade linguística e os diferentes registros de uso da língua. O estudo busca analisar de que maneira o trabalho pedagógico pautado na Pedagogia da variação linguística pode contribuir para o desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes, promovendo uma compreensão mais crítica, contextualizada e funcional da língua inglesa. Para tanto, a pesquisa ancora-se em contribuições de autores como Labov (2008), Bortoni-Ricardo (2004) e Faraco (2015), que defendem a legitimidade da variação linguística e a necessidade de sua incorporação ao ensino, bem como em discussões sobre gêneros e adequação estilística. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como pesquisa-ação, de natureza qualitativa, interventiva, desenvolvida com estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal. Inicialmente, foi aplicado um teste de percepção linguística com o objetivo de identificar as concepções prévias dos alunos acerca da variação linguística e do uso da língua inglesa em diferentes contextos. Em seguida, foi elaborado e aplicado um minicurso pedagógico, centrado na análise e produção de gêneros autênticos, contemplando registros formais e informais do inglês, tais como entrevistas, notícias, instruções de jogos, convites, propagandas, cartuns, tutorial de maquiagem e receitas. A análise dos dados revelou que, antes da intervenção, a maioria dos alunos apresentava uma compreensão limitada sobre a variação linguística, especialmente no que se refere à língua inglesa, associando o uso adequado da língua exclusivamente ao domínio de regras gramaticais. Após a realização do minicurso, observou-se uma ampliação significativa da percepção dos estudantes sobre os diferentes usos da língua, bem como maior consciência quanto à adequação linguística em função dos gêneros discursivos, do contexto e da finalidade comunicativa. Os resultados também indicaram um aumento da confiança dos alunos na produção escrita em língua inglesa. Conclui-se que o ensino de inglês orientado pelos princípios da Sociolinguística Educacional e da Pedagogia da Variação favorece práticas pedagógicas mais inclusivas, críticas e socialmente significativas. Ao reconhecer e valorizar a diversidade linguística, a escola contribui para a formação de sujeitos linguisticamente conscientes, capazes de transitar entre diferentes registros da língua inglesa de forma reflexiva, ampliando não apenas sua competência linguística, mas também sua participação social e cidadãporSociolinguística EducacionalPedagogia da VariaçãoEnsino de língua inglesaVariação linguísticaGêneros formais e informaisEducaçãoSociolinguísticaCompetência comunicativaGêneros discursivosGêneros textuaisEnsino-aprendizagemEnsino fundamentalEscola publicaAbordagem da língua inglesa na perspectiva da pedagogia da variaçãoApproaching the english language from the perspective of the pedagogy of linguistic variationDissertaçãoLingüística, Letras e Artes - LingüísticaLingüística, Letras e Artes - LingüísticaEducational SociolinguisticsPedagogy of VariationEnglish language reachingLinguistic variationFormal and informal genresEducationSociolinguisticsCommunicative competenceDiscourse genresTextual genresTeaching and learningElementary EducationPublic schools