Pitta, Fábio de OliveiraFontana, Andréa Daiane2026-04-302026-04-302024-03-22https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19237Introdução: Mudanças no nível de atividade física da vida diária (AFDV) podem ter ocorrido em indivíduos com doença pulomonar obstrutiva crônica (DPOC) no período da pandemia de COVID-19 devido à necessidade de isolamento social. É possível hipotetizar que essas mudanças estão associadas com diferentes aspectos de saúde e socioeconômicos. Além disso, não se sabe se esses indivíduos melhoraram seu nível de AFVD após o fim do isolamento social. Objetivos: identificar aspectos associados com o comportamento sedentário e inatividade física em indivíduos com DPOC estável sem histórico autorrelatado ou sintomas de COVID-19 no pico da pandemia causada pelo Sars-Cov-2; investigar mudanças no nível de AFVD e na saúde durante e após o fim do isolamento social; e identificar aspectos associados à mudança no nível de AFVD. Métodos: indivíduos com DPOC sem história autorrelatada ou sintomas de COVID-19 foram submetidos no auge da pandemia de COVID-19 e imediatamente após o fim do isolamento social às seguintes avaliações: medidas antropométricas, nível de AFVD, dispneia, estado funcional, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade de vida (QV) e sono. Também foram coletadas informações sobre sintomas respiratórios e exacerbações da DPOC, atividade profissional, reabilitação pulmonar prévia, mudança percebida na frequência de atividades físicas gerais e daquelas realizadas na residência, e percepção de segurança para caminhar durante o isolamento social. Resultados: Estudo 1: no período de isolamento social, indivíduos não- sedentários (i.e., < 8,5h/dia em atividades <1,5 MET) apresentaram melhor pontuação para capacidade funcional do que sedentários (65 [38-73] vs 33 [20-63] pontos; P=0,01) enquanto indivíduos fisicamente ativos (i.e, > 150 min/semana em atividades >3 MET) apresentaram melhor pontuação para função física e social do que os fisicamente inativos (100 [100-100] vs 50 [25-100] pontos; P=0,049 e 100 [100-100] vs 75 [69-100] pontos; P=0,022, respectivamente) (todos componentes de QV). Ter atividade profissional e trabalhar fora de casa associaram-se com comportamento não-sedentário (X2=5,93; P=0,025 e X2=7,03; P=0,009, respectivamente). Ter realizado reabilitação pulmonar previamente associou-se com menos insegurança (X2=5,30; P=0,027) e melhor percepção de piora dos sintomas respiratórios (X2=7,97; P=0,012). Estudo 2: Após o fim do isolamento social, o tempo gasto em comportamento sedentário diminuiu (-46 [-96 - -6] min/dia) e houve melhora na dificuldade autorrelatada para realizar atividade física, dispneia, estado funcional (autocuidado), distúrbios do sono e QV (atividades) (P<0,05 para todos). No entanto a eficiência do sono piorou (-9 [-12 - -6]%; P<0,05). Os indivíduos que reduziram seu tempo sedentário, comparados com os que não reduziram, tinham maior renda familiar, maior número de residentes no domicílio, melhor estado físico, emocional e social, e menos disfunção diurna relacionada a sonolência e ânimo durante o isolamento social (P<0,05 para todos). A redução no tempo sedentário foi moderadamente correlacionada com melhor estado funcional (atividades domésticas), QV (saúde geral), ansiedade e latência do sono (- 0,47 < r < 0,52; P<0,05 para todos) após o fim do isolamento social. Os indivíduos que não tiveram exacerbação da DPOC apresentaram mudança mais acentuada na quantidade de AFVD (P=0,017). Conclusões: no auge da pandemia de COVID-19, não-sedentarismo associou-se com capacidade funcional e atividade laboral; estilo de vida ativo com função física e social; e ter realizado reabilitação prévia com melhor reconhecimento de piora dos sintomas e menos insegurança. A redução no tempo sedentário e a melhora da AFVD após o fim do isolamento social se associaram com estado socioeconômico, estado funcional e mental, sono, QV e não ocorrência de exacerbaçãoporDoença pulmonar obstrutiva crônicaComportamento sedentárioInatividade físicaCOVID-19SARS-CoV-2 (vírus)Isolamento socialEstilo de vida sedentárioQualidade de vidaSaúde mentalSonoEstado funcionalImpacto do isolamento social no nível de atividade física diária e na saúde de indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) durante a pandemia de COVID-19Impact of social isolation in the level of daily physical activity and health of individuals with stable chronic obstructive pulmonar disease (COPD) during the COVID-19 pandemicTeseCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaChronic obstructive pulmonary diseaseSedentary behaviorPhysical inactivityCOVID-19SARS-CoV-2Social isolationQuality of lifeMental healthSleepSedentary lifestyleFunctional status