Fernandes, Glaura Scantamburlo AlvesBomfim, Letícia Pazin2026-09-092026-09-092026-08-05https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19923Desde a Segunda Guerra Mundial, o uso de pesticidas aumentou significativamente, com o Brasil se destacando como um dos maiores consumidores mundiais. Esse cenário impulsionou a busca por alternativas menos tóxicas, como o espinosade, um biopesticida de baixo risco ambiental derivado de bactérias do solo. Embora eficaz no controle de pragas por atuar como agonista dos receptores nicotínicos de acetilcolina, há preocupações sobre seu potencial como desregulador endócrino em espécies nãoalvo. Assim, são necessários estudos para avaliar seus impactos no sistema reprodutor, especialmente durante períodos críticos do desenvolvimento. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da exposição ao espinosade durante o período prépúbere sobre os testículos, epidídimos e espermatozoides de ratos púberes e adultos. Para isso utilizaram-se 90 ratos machos da linhagem Wistar, dia pós-natal (DPN) 22, distribuídos em seis grupos, onde foram expostos via gavagem do DPN 25 ao DPN 65, avaliados de forma imediata e tardia, sendo grupo controle, 0,2 mg/kg, e 2 mg/kg de espinosade. No DPN 66 e 131, os animais foram submetidos à eutanásia para a coleta de testículos, epidídimos e ductos deferentes. O protocolo experimental foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da UEL (nº 073.2023). A análise estatística foi realizada utilizando o teste ANOVA, e a significância foi definida com p<0,05. No artigo 1 realizou-se análises histopatológicas e morfométricas testiculares, avaliação do processo da espermatogênese, contagem do número de células de Sertoli e de Leydig, cálculo da produção diária de espermatozoides, morfologia espermática, avaliações do perfil oxidativo do testículo e quantificação plasmática de testosterona. Os resultados obtidos no artigo 1 demonstraram que a exposição ao espinosade não alterou a morfologia espermática, mas promoveu alterações no perfil oxidativo testicular, com respostas distintas entre os períodos imediato e tardio, além de aumento transitório da testosterona na menor dose no período imediato. No artigo 2 foram realizadas análises histopatológicas e estereológicas no epidídimo, cálculo do tempo de trânsito espermático, análise de motilidade espermática, avaliação da atividade mitocondrial dos espermatozoides, e análise de perfil oxidativo do epidídimo e espermatozoides. Os resultados obtidos no artigo 2 revelam que a exposição ao espinosade alterou o trânsito espermático no epidídimo e reduziu a motilidade e a atividade mitocondrial dos espermatozoides, acompanhada por alterações no perfil oxidativo das porções de cabeça, cauda do epidídimo e espermatozoides, com respostas dependentes da dose e do período de exposição. Em conjunto nossos resultados demonstram que a exposição peripuberal ao espinosade promoveu alterações relevantes no sistema reprodutor masculino com parâmetros de recuperação após o período sem exposição ao biopesticida. Esses achados indicam que o espinosade, interfere na homeostase testicular e epididimária, comprometendo a qualidade funcional dos espermatozoides, sugerindo potencial risco reprodutivoporExposição peripuberalToxicidade reprodutivaEpidídimoQualidade espermáticaTestículoEspinosadeEspermatozoidesExposição a pesticidaAnimais de laboratório - Ratos WistarExposição ao biopesticida espinosade durante janelas críticas do desenvolvimento pós-natal altera parâmetros morfofuncionais do sistema reprodutor masculino de ratos púberes e adultosExposure to the biopesticide spinosad during critical windows of postnatal development alters morphofunctional parameters of the male reproductive system in pubescent and adult ratsDissertaçãoCiências Biológicas - FisiologiaCiências Biológicas - FisiologiaPeripubertal exposureReproductive toxicityEpididymisSperm qualityTestisSpinosadSpermatozoaPesticide exposureWistar rats