Cyrino, Edilson SerpeloniRibeiro, Diogo Martins2026-09-232026-09-232026-09-01https://repositorio.uel.br/handle/123456789/20011A redução da massa e, particularmente, da força muscular associada ao envelhecimento pode contribuir para uma condição musculoesquelética menos favorável e coexistir com alterações cardiometabólicas e funcionais em mulheres idosas. Embora o treinamento resistido (TR) seja recomendado para atenuar alterações relacionadas ao envelhecimento, são limitadas as evidências sobre adaptações associadas à participação prolongada em programas de TR em mulheres idosas com diferentes condições musculoesqueléticas iniciais. O objetivo deste estudo foi analisar alterações cardiometabólicas, morfológicas, neuromusculares e funcionais associadas a dois anos de TR supervisionado em mulheres idosas com maior e menor vulnerabilidade musculoesquelética e investigar se a condição musculoesquelética inicial estaria associada à magnitude dessas alterações. Participaram 62 mulheres fisicamente independentes (= 60 anos), classificadas em maior vulnerabilidade musculoesquelética (MVM; n = 32) e menor vulnerabilidade musculoesquelética (mVM; n = 30) por meio de um escore-z composto derivado do índice de massa muscular esquelética apendicular e da força muscular total. Essa classificação representou uma estratificação relativa da condição musculoesquelética da amostra e não um diagnóstico clínico de sarcopenia. As participantes realizaram TR supervisionado, três vezes por semana, durante dois anos, composto por oito exercícios executados em três séries de 8–12 repetições, com progressão sistemática das cargas. Antes e após o período de acompanhamento foram avaliados indicadores de composição corporal, força muscular, aptidão funcional e fatores de risco cardiometabólico. Ambos os grupos apresentaram aumentos significantes na força muscular e melhorias na aptidão funcional (P < 0,05). A massa muscular esquelética e o tecido mole magro apendicular aumentaram numericamente nos dois grupos, embora as alterações tenham sido menos consistentes do que aquelas observadas para força muscular e aptidão funcional. Foram observadas reduções significantes na glicemia de jejum (MVM: -6,6%; mVM: -4,6%), no LDL-c (MVM: -14,2%; mVM: -9,1%) e no colesterol total em ambos os grupos (P < 0,05). Adicionalmente, reduções significantes nos triglicerídeos (-15,3%) e na proteína C-reativa (-16,1%) foram observadas apenas no grupo MVM; entretanto, as comparações ajustadas entre os grupos não forneceram evidências consistentes de maior responsividade desse grupo. Alterações na massa muscular esquelética e na força muscular apresentaram associações inversas de pequena magnitude com as alterações no perfil cardiometabólico. Em conjunto, dois anos de participação em TR supervisionado estiveram associados a melhorias relevantes na força muscular e aptidão funcional, acompanhadas por alterações favoráveis na composição corporal e em diferentes fatores de risco cardiometabólico de mulheres idosas com distintos níveis iniciais de vulnerabilidade musculoesquelética. Embora alguns desfechos tenham apresentado alterações significantes em apenas um dos grupos, não foram encontradas evidências consistentes de que a condição musculoesquelética inicial estivesse associada a diferenças na magnitude das adaptações. Esses achados sugerem que mulheres idosas podem apresentar adaptações favoráveis após participação prolongada em TR independentemente de sua condição musculoesquelética inicial.porTreinamento de forçaEnvelhecimentoBiomarcadores cardiometabólicosMassa muscularForça muscularMulheres idosasTreinamento resistidoFatores de risco cardiometabólicosAlterações cardiometabólicas, musculoesqueléticas e funcionais associadas a dois anos de treinamento resistido em mulheres idosas com maior e menor vulnerabilidade musculoesqueléticaCardiometabolic, musculoskeletal, and functional changes associated with two years of resistance training in older women with higher and lower musculoskeletal vulnerabilityDissertaçãoCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaStrength trainingAgingCardiometabolic biomarkersSkeletal muscle massMuscular strengthOlder womenResistance trainingCardiometabolic risk factors