Macedo, Christiane de Souza GuerinoCunha, Amanda Paula Ricardo Rodrigues da2026-09-012026-09-012026-02-27https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19865Resumo: Introdução: A Síndrome da Dor no Grande Trocânter (SDGT) é causa comum de dor lateral no quadril em mulheres de meia-idade ativas, e está associada às alterações biomecânicas angulares na pelve e quadril. Porém, não existem relatos sobre alterações cinemáticas de todo o membro inferior na realização de testes funcionais e na marcha. Objetivo: Investigar possíveis diferenças angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo em tarefas funcionais como descida de degrau e marcha em mulheres com e sem SDGT. Materiais e Métodos: A presente tese está dividida em dois estudos. No estudo 1 foram avaliadas 32 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=16) e grupo controle (n=16), e o estudo 2 foi composto por 24 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=12) e grupo controle (n=12). Todas as participantes preencheram o questionário de caracterização da amostra, a escala numérica de dor e o VISA Tendinopathy Questionnaire for Greater Trochanteric Pain Syndrome (VISA-G). Posteriormente, foram submetidas à análise cinemática do membro inferior durante os testes Lateral e Forward Step-Down (estudo 1) e durante a marcha (estudo 2). A captura de movimento foi realizada com um sistema OptiTrack® de oito câmeras (120 Hz), e marcadores retrorrefletivos foram posicionados em pontos de referência e grupos anatômicos. Os dados angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo foram calculados usando Visual3D e MATLAB. As comparações entre os grupos foram realizadas usando o teste de Mann-Whitney, e a análise temporal dos ângulos articulares por Statistical Parametric Mapping (SPM). Resultados: O estudo 1 apontou que durante os testes Lateral e Forward Step Down não houve diferenças significativas nos valores mínimo e máximo para variáveis angulares nas articulações da pelve, quadril, joelho e tornozelo entre os grupos (P > 0,05). No entanto, a análise por SPM revelou diferenças no desempenho entre os grupos, com maior flexão do quadril (63–87%; P < 0,01), rotação interna (45–55%; P < 0,01), aumento da flexão do joelho (80–100%; P < 0,01) e redução da dorsiflexão do tornozelo (23–100%; P < 0,01) no grupo GTPS. Durante o FSD, mulheres com GTPS apresentaram redução da inclinação pélvica anterior (0–100%; P < 0,01), maior rotação interna do quadril (58–95%; P < 0,01) e menor dorsiflexão do tornozelo (22–100%; P < 0,01). No estudo 2 a análise por SPM durante a marcha demonstrou que mulheres com SDGT apresentaram maior queda pélvica entre 1–12% e 81–100% do ciclo da marcha, e maior rotação interna do quadril entre 86–98%. Diferenças no joelho foram observadas, com maior flexão entre 72–89%, maior varo entre 14–67% e 85–100%, e maior rotação externa entre 42–54% e 87–99%. Conclusão: Mulheres com SDGT apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril, joelho e tornozelo durante os testes em step. Também apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril e joelho durante a marcha, sugerindo estratégias compensatóriasporQuadrilTendinopatiaAvaliaçãoFenômenos biomecânicosFisioterapiaCinemáticamembros inferioresMulheresPelveSíndrome da dor no grande trocânterTendinopatia glúteaAnálise cinemática dos membros inferiores e pelve de mulheres com síndrome da dor no grande trocânter em testes de step e marchaKinematic analysis of the lower limbs and pelvis in women with greater trochanteric pain syndrome during step tests and gaitTeseCiências da Saúde - Fisioterapia e Terapia OcupacionalCiências da Saúde - Fisioterapia e Terapia OcupacionalHipTendinopathyAssessmentBiomechanical phenomenaPhysical therapyKinematicsLower limbsWomenPelvisGreater trochanteric pain syndromeGluteal tendinopathy