Melo, Marcelo Rodrigues deChlusewicz, Vitória Durães2026-08-242026-08-242026-02-19https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19532A demanda por biocombustíveis renováveis impulsiona a busca por matérias primas alternativas, e nesse contexto, biomassas lignocelulósicas são promissoras para a produção do etanol de segunda geração (E2G). Contudo, a estrutura complexa da lignina dificulta o acesso das enzimas à celulose, comprometendo a eficiência da conversão e a viabilidade econômica do E2G. Neste estudo avaliou-se a seleção de fungos produtores de enzimas ligninolíticas e associação destas com o pré-tratamento por explosão a vapor na deslignificação de serragem de Pinus visando a cadeia produtiva do etanol. A produção de enzimas ligninolíticas por 10 fungos basidiomicetos foi realizada por fermentação em estado sólido (FES) em serragem de Pinus não tratada quimicamente obtida no comércio local. A serragem de Pinus esterilizada e umidificada foi inoculada com discos miceliais e mantido em estufa à 28 °C durante 21 dias. Os cultivos foram interrompidos pela adição de água estéril aos frascos, seguido de homogeneização, incubação em banho de ultrassom e filtração. O filtrado denominado extrato bruto enzimático (EBE) foi avaliado quanto à atividade de lacase, lignina peroxidase e manganês peroxidase. A enzima de maior atividade no EBE foi parcialmente purificada com sulfato de amônio, seguido de diálise, e o fungo produtor identificado molecularmente. A enzima parcialmente purificada foi utilizada para a hidrólise enzimática de serragem in natura, sendo esta última submetida também ao processo de explosão a vapor. A lacase do fungo Polyporus tricholoma MO21-28w apresentou a maior atividade enzimática, de 5,17 U mL-1, e as atividades enzimáticas para manganês e lignina peroxidase foram praticamente nulas para todos os isolados. A purificação parcial da lacase de P. tricholoma resultou em aumento da atividade enzimática de 5,16 para 32,30 U mL-1, e o uso da lacase parcialmente purificada, bem como da explosão a vapor no pré-tratamento da biomassa levaram a alterações das características físicas do material, quando observada por microscopia eletrônica de varredura. Análise de absorção UV280nm da biomassa pré-tratada enzimaticamente indicou aumento de compostos solúveis após 24 horas de incubação, comprovando sua atividade deslignificante. Em relação a remoção de lignina insolúvel, tanto o pré-tratamento de explosão a vapor (2,95 %) quanto de hidrólise enzimática (2,55 %) demonstraram eficácia individual, sendo que a combinação dos tratamentos atingiu 5,11 % de remoção de lignina. Estes resultados indicam que a enzima do fungo P. tricholoma MO21-28w apresenta potencial para aplicação no pré-tratamento da serragem de Pinus, de forma isolada ou combinada do pré-tratamento físico por explosão à vapor.porLacasePolyporus tricholomaBiomassa lignocelulósicaBiocombustívelLigninaFermentação em estado sólidoBioenergiaConversão de biomassaCeluloseDeslignificação de serragem de pinus pré-tratada visando a cadeia produtiva do bioetanolDelignification of pretreated pine sawdust aiming at the bioethanol production chainDissertaçãoCiências Exatas e da Terra - QuímicaCiências Exatas e da Terra - QuímicaLaccasePolyporus tricholomaLignocellulosic biomasBiofuelLigninSolid-state fermentationBioenergyBiomass conversionCellulose