Kailer, Dircel AparecidaPrado, Vanusa Fogaça Freitas de2026-07-092026-07-092024-04-22https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19376A tese que ora se propõe está relacionada a conhecimentos da sociolinguística interacional e da sociolinguística da terceira onda com uma abordagem relacionada ao significado social da variação. Assim, o objetivo deste estudo é analisar as variantes linguísticas identificadas em duas comunidades de práticas de alunos do ensino médio de um colégio público, situado na periferia da cidade de Londrina-PR. A pesquisa pautada na terceira onda (cf. ECKERT, 2005, 2012), parte do pressuposto de que o estilo de uma determinada comunidade de prática influencia as escolhas linguísticas de seus membros. Os pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008; ECKERT, 2005, FREITAG, 2016), entre outros, subsidiaram o estudo uma vez que essas teorias buscam entender a variação considerando os papéis e atividades que o indivíduo desempenha nas suas relações sociais. Os procedimentos metodológicos foram ancorados na observação etnográfica, seguido pela coletada de dados – entrevista semiestruturada, questionário e um teste de crenças e atitudes linguísticas (Matched-Guise), para que assim fosse possível analisar os dados de uma forma quantitativa e qualitativa, identificando as comunidades de práticas, as variantes linguísticas e o significado social da variação. A observação etnográfica foi realizada, inicialmente, com 116 alunos, na faixa etária de 16 a 20 anos, de quatro turmas do 2º ano do Ensino Médio, de uma escola periférica na cidade de Londrina – PR. Após um período de observação e da realização da primeira coleta de dados, identificamos duas comunidades de práticas, com estilos distintos e uma fala marcada pela presença das variantes linguísticas, iotização, rotacismo, além das gírias. Seguindo com um olhar micro para as duas comunidades identificadas, buscamos pontuar quais as motivações que levam os alunos a utilizarem variantes distintas, assim como, observar se há uma influência entre o comportamento e a identidade linguística do jovem em relação à comunidade de prática na qual faz parte. Dentre as várias contatações, concluímos que a existência de duas comunidades de práticas distintas dentro do espaço escolar, constatando que tanto o estilo quanto a escolha do repertório linguístico são norteadas pela comunidade de prática na qual o falante se filia. Outro resultando desta pesquisa está vinculado ao estigma relacionado ao uso das gírias, conforme constatamos por meio do questionário de atitudes linguísticas.porSociolinguísticaComunidade de práticaIdentidadeLondrinaAtitudes linguísticasEnsino médioEscola publicaVariação e estilo em comunidades de práticas de uma escola pública em Londrina/PRVariation and style in communities of practice of a public school in Londrina/PRTeseLingüística, Letras e Artes - LingüísticaLingüística, Letras e Artes - LingüísticaSociolinguisticsCommunity of PracticeIdentityLondrinaLinguistic attitudesHigh schoolPublic schools