Simão, Andréa Name ColadoFerreira, Meline Angélica Cunha Rotter2026-08-072026-08-072025-02-21https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19418INTRODUÇÃO A espondiloartrite axial (ax-EpA) representa um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. Elas são caracterizadas pela presença de dor inflamatória nas costas e rigidez. A fisiopatologia da ax-EpA é complexa e envolve uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Dentre os fatores genéticos, destaca-se o alelo HLA-B27, que apresenta forte associação com o desenvolvimento da ax-EpA. Além disso, o inflamassoma nucleotide-binding domain (NOD)-like receptor protein 3 (NLRP3), um complexo proteico responsável pela ativação de citocinas pró-inflamatórias como a interleucina (IL)-1ß e a IL-18, desempenha um papel central na resposta imunológica inata e adaptativa, contribuindo para a inflamação crônica observada na ax-EpA. OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do secuquinumabe, um inibidor da IL-17A, em pacientes com espondiloartrite (EpA), com ou sem fibromialgia (FM), especialmente em casos sem resposta aos inibidores do fator de necrose tumoral (iTNF). Além disso, buscou investigar a influência das variantes nos genes NLRP3 e IL18 na suscetibilidade ao desenvolvimento da ax-EpA, atividade de doença e status do HLA-B27. SUJEITOS E MÉTODOS: Artigo 1: Ensaio clínico prospectivo com 22 pacientes diagnosticados com EpA que apresentaram falha terapêutica com iTNF e tinham indicação clínica para tratamento com secuquinumabe. Os pacientes foram posteriormente subdivididos de acordo com a positividade para HLA-B27 e a presença ou ausência de FM. As avaliações foram realizadas na linha de base (T0), 180 dias (T180) e 365 dias (T365), utilizando as métricas Ankylosing Spondylitis Disease Activity Score (ASDAS), Bath Ankylosing Spondylitis Metrology Index (BASMI) e Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score (MASES). Os níveis de PCR de alta sensibilidade (usPCR) foram determinados por imunoturbidimetria, ferritina por imunoensaio quimioluminescente, velocidade de hemossedimentação (VHS) por automação e HLA-B27 por imunofluorometria utilizando a plataforma LUMINEX®. Artigo 2: Estudo caso-controle que incluiu 103 pacientes diagnosticados com ax-EpA e 207 indivíduos controles saudáveis. As variantes nos genes NLRP3 (rs10754558 e rs10157379) e IL18 (rs187238, rs360717 e rs549908) foram analisadas por reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR) com ensaios de genotipagem TaqMan™. A atividade da doença foi avaliada por meio do Índice de Atividade da Espondilite Anquilosante de Bath (BASDAI), enquanto os marcadores inflamatórios foram medidos por PCR via imunoturbidimetria e VHS por automação. RESULTADOS: Artigo 1: Pacientes negativos para HLA-B27 apresentaram maiores reduções nos índices de atividade da doença (ASDAS) e na mobilidade da coluna (BASMI) após o tratamento com secuquinumabe, com reduções significativas em T180 e T365 (p<0,001). Por outro lado, pacientes positivos para HLA-B27 demonstraram maior envolvimento entesítico (MASES). A presença de FM favoreceu a resposta ao tratamento, reduzindo o envolvimento entesítico ao longo do tempo (p<0,001). Artigo 2: O genótipo GG do NLRP3 (rs10754558) foi menos frequente em pacientes com ax-EpA em comparação com os controles (OR = 0,379, IC 95%: 0,147–0,974, p = 0,044). Já a variante NLRP3 T>C (rs10157379), não foi associada à ax-EpA. Além disso, ambas as variantes genéticas do NLRP3 não foram associadas à positividade para HLA-B27 e BASDAI. Em relação às variantes de IL18, não foi encontrada associação significativa com suscetibilidade à ax-EpA, positividade para HLA-B27 e BASDAI. CONCLUSÃO: Artigo 1: O tratamento com secuquinumabe mostrou-se eficaz em pacientes com EpA, particularmente em indivíduos negativos para HLA-B27 e/ou com FM, sugerindo que esses fatores devem ser considerados na tomada de decisão terapêutica. Artigo 2: Nossos dados mostraram que o genótipo GG do NLRP3 (rs10754558) confere aproximadamente 62,1% de proteção contra o desenvolvimento da ax-EpA,. Esses achados destacam o papel crítico da regulação do inflamassoma na patogênese da ax-EpA. Conclusão da tese: Juntos, esses achados reforçam que fatores genéticos e inflamatórios, como HLA-B27, NLRP3 e comorbidades como FM, são condições importantes para a personalização das abordagens diagnósticas e terapêuticas em pacientes com ax-EpAporEspondiloartrite axialNLRP3IL-18Variantes genéticasSuscetibilidadeInflamassomaHLA-B27FibromialgiaSecuquinumabe - espondiloartrite axialSecuquinumabe - fibromialgiaEspondiloartrite axial - NLRP3 - variantes genéticasEspondiloartrite axial - IL18 - variantes genéticasAvaliação do efeito do tratamento com secuquinumabe e das variantes genéticas NLRP3 e IL18 do inflamassoma em pacientes com Espondiloartrites axiaisEvaluation of the effect of secukinumab treatment and the NLRP3 and IL18 inflammasome genetic variants in patients with axial SpondyloarthritisTeseCiências da Saúde - MedicinaCiências da Saúde - MedicinaAxial spondyloarthritisNLRP3IL-18Genetic variantsSusceptibilityInflammasomeHLA-B27FibromyalgiaSecukinumab - axial spondyloarthritisSecukinumab - fibromyalgiaAxial spondyloarthritis - NLRP3 - genetic variantsAxial spondyloarthritis - IL18 - genetic variants