Teixeira, Raquel SouzaOliveira, Alana Dias de2026-08-252026-08-252023-10-26https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19593O gerenciamento de águas pluviais em áreas urbanas tornou-se crucial devido às mudanças climáticas e à rápida urbanização, exigindo estratégias sustentáveis para enfrentar inundações e contaminações. Nesse contexto, os sistemas de infiltração surgem como uma alternativa promissora, sendo amplamente reconhecidos por seus múltiplos benefícios ambientais e urbanos. No entanto, a viabilidade de sua aplicação, especialmente em solos lateríticos, ainda é um campo de pesquisa em desenvolvimento. Este trabalho visa abordar esse aspecto pouco explorado, concentrando-se nas particularidades de Londrina/PR e avaliando a eficácia dos poços de infiltração como uma ferramenta de gerenciamento de movimento (ou fluxo) de águas pluviais na região. A metodologia incluiu ensaios de caracterização em laboratório do solo do CEEG – UEL – para os dois primeiros metros de profundidade, envolvendo determinação de curvas de granulometria, porosimetria, análises microscópicas, curvas solo-água e ensaios de permeabilidade. Posteriormente, curvas de infiltração foram obtidas via ensaios de rebaixamento em campo e tensiometria, e, por fim, com o uso do software SEEP/W®, foram determinadas as funções de condutividade hidráulica e realizadas modelagens de fluxo. Os ensaios e análises granulométricas revelaram variações na classificação do solo conforme sua preparação: com defloculante (Tipo 1), foi identificado como argila siltosa; e sem defloculante (Tipo 2), como silte arenoso, destacando microagregação natural. Os ensaios Tipo 3 e Tipo 4, realizados sem destorroamento e sem uso de defloculante, e com o Tipo 4 omitindo também a etapa de imersão por 12 horas, classificou o solo como silte arenoso fino. Nas condições reais observadas em campo, a absorção de água da chuva pelos poços de infiltração tendeu ser pouco influenciada pela granulometria do solo. Os testes de porosimetria mostraram diferenças na distribuição dos poros, entre as profundidades avaliadas, com o solo do 2º metro apresentando maior porosidade e domínio de poros interagregados. As análises de permeabilidade saturada mostraram que, ao longo do tempo, a permeabilidade tende a diminuir, especialmente no solo do 1º metro, onde a elevada permeabilidade indica uma capacidade acentuada de retenção de água nos poros intraagregados. Nos ensaios realizados em campo, verificou-se que, durante os períodos de estiagem, o poço de infiltração exibiu uma alta capacidade de retenção, que, no entanto, mostrou tendência de redução à medida que a saturação do solo aumentava. Em contrapartida, nos períodos de maior umidade, a eficiência da infiltração foi notavelmente elevada, apresentando volumes de retenção significativos que coincidiam com os episódios de precipitação. As análises de tensiometria refletiram variações significativas conforme condições climáticas, e ensaios de rebaixamento confirmaram diminuição da permeabilidade ao longo do tempo. Os valores de permeabilidade do solo mostraram um comportamento similar ao solo arenoso, atingindo um valor de 10-3 cm/s em média, confirmando o efeito da agregação das partículas de argila, predominante desse solo. A pesquisa ainda evidenciou a relação entre carga hidráulica e taxa de infiltração, e como o diâmetro do elemento de teste influencia a avaliação da permeabilidade. As análises no SEEP/W® revelaram que a recarga de água via poço inicia significativamente antes da recarga natural, evidenciando a eficácia do poço em conectar-se rapidamente ao lençol freático. Notavelmente, o poço responde por 70 % da recarga total, sendo crucial especialmente em áreas de baixa permeabilidade. Ficou claro que a distância entre a superfície e o lençol freático é decisiva na recarga, com distâncias menores, como 3 m, favorecendo uma recarga mais eficaz. Nas simulações de recarga periódica, injeções de 7 dias proporcionam uma taxa de recarga mais estável, enquanto injeções de 24 horas mostram picos mais altos, porém com maior variação. Em suma, os poços de infiltração provaram ser eficientes no gerenciamento de águas pluviais em Londrina/PR, com especificidades decorrentes das características do solo local. O estudo destaca a importância de avaliar vários fatores, como clima e características do solo, no estudo da viabilidade dos poços de infiltração.porGranulometriaPorosidadePermeabilidadeTensiometriaSEEP/W®InfiltraçãoSolo - ImpermeabilizaçãoÁguas pluviaisAvaliação numérica e analítica da infiltração de águas pluviais em perfil de solo argiloso lateríticoNumerical and analytical assessment of rainwater infiltration in a lateritic clayey soil profileTeseEngenharias - Engenharia CivilEngenharias - Engenharia CivilGranulometryPorosityPermeabilityTensiometrySEEP/W®SeepageSoil - WaterproofingRain-water (Water-supply)