Silva, Angélica Cristina Rivelini daNogueira, Denise2026-09-112026-09-112026-05-26https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19934O objetivo desta pesquisa é analisar as contribuições e os limites de uma proposta de formação continuada sobre Sala de Aula Invertida, desenvolvida por meio de uma oficina com professoras que atuam no ensino de Química na Educação Básica. O estudo parte do reconhecimento de que o ensino de Química envolve desafios relacionados à abstração dos conteúdos, à interpretação de representações simbólicas, às dificuldades com cálculos, ao uso pedagógico de recursos digitais e à participação dos estudantes. Metodologicamente, a investigação caracteriza-se como qualitativa, de natureza aplicada e interpretativa, organizada como uma intervenção formativa desenvolvida com três professoras da Rede Estadual de Ensino do Paraná, atuantes no município de Figueira, sob jurisdição do Núcleo Regional de Educação de Ibaiti. A oficina foi estruturada em três encontros formativos, nos quais foram discutidos os fundamentos da Sala de Aula Invertida, os limites de práticas predominantemente expositivas, a curadoria de materiais para o momento pré-aula, o uso de tecnologias digitais, as estratégias de verificação da aprendizagem e o planejamento do momento presencial. Os dados foram produzidos por meio de formulário diagnóstico, diário de campo, observações da pesquisadora, registros fotográficos, produções das participantes e formulários avaliativos. A análise foi realizada por meio da Análise de Conteúdo, com organização dos dados em categorias analíticas. Os resultados indicam que as participantes reconheceram limitações no modelo tradicional de ensino e identificaram possibilidades de utilização da Sala de Aula Invertida para reorganizar o tempo pedagógico, ampliar a mediação docente e favorecer atividades de aplicação e sistematização dos conteúdos. Também foram identificadas tensões relacionadas ao acesso desigual aos recursos digitais, à resistência dos estudantes ao estudo prévio, ao tempo de planejamento e às diferenças entre o ensino regular e o ensino em tempo integral. Conclui-se que a oficina favoreceu movimentos iniciais de reflexão e apropriação da metodologia e subsidiou a sistematização do produto educacional em formato de guia orientador, sem pretensão de generalização dos resultadosporEducação permanenteQuímica Estudo e ensinoAprendizagem invertidaMetodologias ativasProfessores FormaçãoSala de aula invertida no ensino de química: análise de uma proposta de formação continuada de professores por meio de uma oficinaFlipped classroom in chemistry teaching: analysis of a continuing teacher education proposal through a workshopDissertaçãoCiências Exatas e da Terra - QuímicaCiências Exatas e da Terra - QuímicaContinuing educationChemistry Study and teachingFlipped classroomsActive methodologiesTeachers Training of