Deminice, RafaelDalcin, Vandré Sosciarelli2026-09-092026-09-092026-08-28https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19922INTRODUÇÃO: Apesar da crescente incidência de câncer, associado aos avanços nos métodos de rastreamento e tratamento isso têm elevado as taxas de sobrevivência. No entanto, em decorrência dos modelos de tratamento, o número de pessoas que sofrem efeitos colaterais também tende a aumentar. Diante disso, melhorar a qualidade de vida de pacientes tem se tornado uma prioridade. A prática de exercício físico tem emergido como uma estratégia acessível e eficaz para mitigar os efeitos colaterais do tratamento oncológico. No entanto, os efeitos de programas de treinamento combinado (força + aeróbico) sobre indicadores de QV em sobreviventes de câncer ainda demandam maior investigação. OBJETIVO: O objetivo primário deste estudo foi avaliar o efeito de 24 semanas de treinamento combinado sobre indicadores de qualidade de vida e fadiga em sobreviventes de câncer. Já o objetivo secundário foi avaliar o desempenho físico e o nível de atividade física. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo longitudinal com 74 (54,2 ± 11,52 anos) sobreviventes de câncer, alocados em dois grupos: exercício (EXE; n = 56) e controle (CON; n = 18). O grupo EXE participou de um programa de treinamento combinado de intensidade leve a moderada, realizado duas vezes por semana durante 24 semanas. O grupo CON não recebeu intervenção ou orientações durante o mesmo período. Além dessa alocação, os grupos foram separados para uma sub análise dos indicadores de qualidade de vida e fadiga com base na frequência nas aulas, sendo o grupo EXE dividido em Alta frequência (n= 28, 53,33% – 96,88%%), média frequência (n= 28, 5,26%-52%) e grupo CON (n=18, 0%). A qualidade de vida e a fadiga foram avaliados através dos questionários EORTC QLQ-C30 e EORTC FA-12. O desempenho físico e capacidade cardiorespiratória foram avaliados através dos testes de sentar e levantar, preensão manual e o teste de caminhada de 6min, já o nível de atividade física foi avaliada pelo IPAQ. Todas as medidas foram coletadas antes e após o período de intervenção. RESULTADOS: Os participantes do grupo EXE apresentaram melhora significativa em relação ao grupo CON nos domínios estado global de saúde (p = 0,035), funcionamento de papéis (p = 0,039) e fadiga (p = 0,004) no questionário EORTC QLQ-C30. Por sua vez, não foram identificadas melhoras significativas no questionário EORTC FA-12. Já, na sub análise, o grupo alta frequência apresentou melhora significativa em relação aos demais no indicador estado global de saúde (p = 0,002) e o grupo média frequência apresentou melhora significativa no indicador de fadiga (0,009). Não houve diferença entre os grupos do questionário EORTC FA-12. Nos testes de desempenho e nível de atividade física houve melhora significativa do pré para pós nos testes de sentar e levantar (p = 0,01), caminhada 6 min (p = 0,01) e atividade física autorrelatada (p = <.001) no grupo EXE. Já no grupo CON, houve aumento significativo na atividade física autorrelatada (p = 0,02) e não houve diferença na comparação dos deltas (Δ). CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a prática de exercício físico combinado é capaz de melhorar indicadores de qualidade de vida de sobreviventes de câncer. Tais evidências reforçam a relevância da adesão a programas de exercício físico como estratégia complementar para minimizar efeitos decorrentes do tratamento oncológico e promover melhor qualidade de vida nessa populaçãoporQualidade de vidaFadigaCâncerSobreviventes de câncerExercícios físicosEfeito de um programa de exercícios combinados sobre indicadores de qualidade de vida e fadiga em sobreviventes do câncerEffect of a combined exercise program on quality of life and fatigue indicators in cancer survivorsDissertaçãoCiências da Saúde - Educação FísicaCiências da Saúde - Educação FísicaQuality of lifeFatigueCancerCancer survivorsExercise