Donat, MirianRibas, Marcelo Ferreira2026-02-112026-02-112025-10-17https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19118A persuasão em Wittgenstein é ainda pouco abordada pela literatura filosófica, seja pela escassez de referências diretas nos textos do autor, seja pelas interpretações restritivas de seu sentido. Este trabalho tem por objetivo evidenciar o tema e sustentar a tese de que se trata de uma prática filosófico-terapêutica de reorientação do olhar do interlocutor para considerar como legítimas perspectivas diferentes da sua. O sentido terapêutico dessa prática emerge do contexto de sua filosofia tardia e mantém estreita relação com sua concepção de linguagem e de filosofia. Em contraste com o modo dogmático de persuadir, o filósofo busca persuadir em sentido oposto, conduzindo o interlocutor à superação do dogmatismo. A persuasão é compreendida como uma terapia de imagens, na medida em que, ao mobilizar a vontade do sujeito para o reconhecimento da legitimidade de perspectivas distintas, liberta-o das estruturas de pensamento que o aprisionam. Reconhece-se, assim, a possibilidade de aplicar essa concepção de persuasão à dissolução de conflitos entre diferentes imagens de mundo e visões de mundo. Além disso, identificam-se certas estratégias ou habilidades que Wittgenstein emprega para persuadir e que aqui denominamos “artes de persuasão”. Com todo o exposto, conclui-se que, na acepção wittgensteiniana, persuasão constitui uma prática filosófico-terapêutica que, primeiramente aplicada aos problemas filosóficos, pode contribuir para o tratamento de questões não-filosóficas, à medida que promove o diálogo como via de superação dos desafios atuais que permeiam o debate público contemporâneoporWittgenstein, Ludwig - 1889-1951PersuasãoTerapiaImagem de mundoVisão de mundoLinguagem - FilosofiaDogmatismoPersuasão em WittgensteinPersuasion in WittgensteinTeseCiências Humanas - FilosofiaCiências Humanas - FilosofiaWittgensteinpersuasiontherapyworld-pictureworld-viewLanguage - PhilosophyDogmatism