Sei, Maíra BonaféOliveira, Ian Bandeira de2026-08-312026-08-312026-02-27https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19841No âmbito da Avaliação Psicológica, especialmente no contexto da Psicologia Clínica, o Psicodiagnóstico Interventivo constitui-se como uma modalidade que articula investigação e intervenção de forma concomitante. Dentre suas funções, pode-se destacar a compreensão da dinâmica psíquica e relacional envolvida na queixa apresentada, a formulação de hipóteses diagnósticas, a delimitação da demanda e a indicação de encaminhamentos possíveis, considerando tanto os aspectos individuais quanto os contextuais. Quanto à sua apropriação pela Psicanálise, o Psicodiagnóstico Interventivo é compreendido como um dispositivo no qual a avaliação se articula à compreensão do sofrimento e à construção de sentidos sobre a experiência do paciente, produzindo efeitos clínicos desde os primeiros contatos. Neste contexto, pode-se lançar mão de entrevistas, observações e instrumentos projetivos, a fim de compreender e intervir sobre o funcionamento individual ou familiar. No campo da saúde mental, todavia, o trabalho com a família é muitas vezes secundarizado, embora os vínculos familiares estejam diretamente implicados na constituição e manutenção de muitos sofrimentos psíquicos. Nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços substitutivos ao modelo hospitalocêntrico instituídos pela Reforma Psiquiátrica brasileira, a atenção à família é prevista como parte do cuidado integral, mas ainda pouco sistematizada na prática cotidiana. Assim sendo, este trabalho teve como objetivo investigar o processo do Psicodiagnóstico Interventivo Familiar com usuários de um CAPS II e seus familiares, de modo a responder à seguinte pergunta: “Afinal de contas, quem está doente? O indivíduo ou o grupo?”. Para chegar a essa resposta, o estudo adotou uma metodologia qualitativa, com delineamento em estudo de dois casos, a partir de uma abordagem teórico-clínica fundamentada na Psicanálise. Foram realizados atendimentos com dois núcleos familiares distintos - um casal jovem e uma díade mãe-filho - vinculados a um CAPS II no interior do Paraná. Os encontros do Psicodiagnóstico Interventivo Familiar ocorreram por intermédio de entrevistas semidirigidas e por recursos artístico-expressivos, como a linha da vida, o genograma, o espaçograma e o Arte-Diagnóstico Familiar (ADF), que se mostraram potentes instrumentos de acesso às narrativas individuais e coletivas. Os resultados indicam que todo o processo de pesquisa possibilitou a emergência de conteúdos relevantes sobre o sofrimento psíquico dos participantes, favorecendo a avaliação e intervenção sobre as dinâmicas familiares, bem como a percepção coletiva de que os impasses vividos não se restringiam a um único indivíduo, mas atravessavam os vínculos estabelecidos entre o grupo. A partir do Psicodiagnóstico Interventivo Psicanalítico, centrado numa abordagem vincular, pôde-se delinear um enquadre preliminar que evidenciou o que, de fato, precisava ser tratado por cada núcleo familiar, reafirmando a importância da continuidade do cuidado em saúde mental e também a pertinência desse tipo de avaliaçãoporPsicodiagnóstico interventivo familiarCAPSPsicanálisePsicanálise de casal e famíliaRecursos artístico-expressivosFamília - avaliação psicológicaTerapia familiarPsicodiagnóstico interventivo familiar em um CAPS II: um estudo psicanalíticoInterventive family psychodiagnosis at a CAPS II: a psychoanalytic studyDissertaçãoCiências Humanas - PsicologiaCiências Humanas - PsicologiaInterventive family psychodiagnosisCAPSPsychoanalysisPsychoanalysis with couples and familiesArtistic and expressive resourcesFamily - psychological assessmentFamily therapy